O paradoxo do aumento do peso

Por em 12 de janeiro de 2015

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Todo produtor prefere vender aos frigoríficos bois mais pesados do que bois mais leves. No entanto, aumentar o peso dos bois pode agregar custo à sua produção – e esse custo talvez não seja recompensado nas receitas obtidas.

É claro que, pesos altos causam bons comentários, o paradoxo é que isso irá levar à decepção no balanço final do negócio.

Em outras palavras, animais quando abatidos muito pesados, apresentam menor eficiência (kg de ganho/ kg MS consumida), implicando em maior consumo de alimentos, e consequentemente maiores custos.

Aumentar o peso sem uma remuneração que pague o aumento do custo de produção torna-se um aspecto importantíssimo em termos de competitividade.

Outro ponto que merece atenção, é que ao abater animais com por ex. 21@ são necessários um tempo maior de permanência na pastagem do que os animais abatidos com 16-17@. O total de alimento consumido é da ordem de até 1,8 vezes a mais para produzir essas 4@ a mais.

Se os animais fossem abatidos com 16@, seria possível, com o mesmo custo de alimentação, terminar 2 animais, produzindo mais 16@.

O segredo de uma melhor eficiência pode estar em alojar mais unidades animais com biótipo eficiente (menor custo), produzindo assim mais arrobas no ciclo de suas pastagens. Afinal, o que importa não é tanto o peso vivo por boi, mas as arrobas por hectare. Aqui está o pulo do gato.

Mais do que ouvir que a sua boiada foi topo no dia do abate, o produtor – como bom condutor do seu negócio – quer um rebanho lucrativo.

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