O futuro de sua fazenda em frases provocativas

Por em 26 de outubro de 2015

NOTÍCIAS DO FRONT (NF2R)

 

A pecuária Goiana e Brasileira descrita por quem a vive e “carrega o pó da viagem”

(Edição NF2R #188, de 25 a 31/out/15)

Aos que carregam o “pó da viagem”,

 

Ser gestor de pecuária é uma atividade isoladora. Temos, acredito eu, um resquício do comportamento introspectivo do pastor de ovelhas, o qual, sozinho nas montanhas, comtemplando a beleza, observava o seu rebanho pastejando. Aquele caboclo tinha que resolver sozinho todos os seus problemas. De certa forma, somos um pouco assim, ainda nos dias de hoje, queremos fazer tudo. Lembro-me do pato, que faz tudo (anda, nada e voa), mas não faz nada com perfeição! Talvez, pela primeira vez na história, o whatsapp tenha quebrado esta tendência…

Mas, voltando ao foco inicial… Além da tendência ao isolamento, ainda temos o fator adicional de termos múltiplas tarefas para dar atenção ao mesmo tempo: a cerca, o arame, o SISBOV, o sal mineral, o peão que tem que ser estimulado a evoluir, o CAR, o ITR, o preço da arroba, etc, etc, etc, etc… E ainda integrar, para muitos, as atividades de ILPF e de ciclo completo… A vacada tá parindo e a boiada tá no cocho… Não é fácil ausentar dos negócios para ir a um evento, muitas vezes!

Pois bem… Vamos reproduzir aqui muitas frases inquietantes proferidas na BeefExpo, evento que ocorreu em Foz do Iguaçú-PR esta semana, onde se falou muito sobre cadeia da carne bovina com muita maturidade! Quem não foi (e perdeu uma ótima oportunidade), vai pegar aqui “só o caldo”, como diz o goiano ao pedir um suco de laranja na beira da estrada, para tirar da “guela” um pouco do pó da viagem… Prepare-se para investir um pouco de tempo na reflexão que as frases certamente lhe causarão. Tomara que lhe seja útil!

 

1) COMO ESTÁ O NOSSO TETO (SP/MS)?

O “marco zero” do nosso raciocínio, o indicador Esalq/BMF, partiu de R$ 147,12/@ (variando de R$ 146 a R$ 148) e subiu para R$ 148,64/@ (variando de R$ 147 a R$ 149,50). O que pudemos observar em termos de mercado físico, sinaliza que tivemos uma “altinha” de R$1/@ e com isto, o indicador fechou a quinta semana consecutiva em alta, seguindo a rota de estabilidade com (leve) viés positivo.

O físico de SP agora aponta para R$ 146 a R$ 149/@ à vista, enquanto que no MS, a “terra da guavira”, o R$ 140/@ a prazo passou a ser o preço mais comum (escala do MS está para 03/nov, em geral).

As escalas de SP obedeceram a rotina “pagou mais, comprou mais” e andaram. Restou mantido o padrão “boca de jacaré”, pois agora elas estão entre o dia 30/out (sex) e o dia 09/nov (seg). O “DIA D” avançou para o dia 04/nov, impulsionado pelo feriado de finados, o que mantém o placar das escalas em 6 dias (entre o acordo da venda e o dia do abate). Preocupa o fato de haverem indústrias com a maior parte de novembro já com bois agendados. Desta forma, o STATUS DO BEEFRADAR não sofreu alterações:

25% queda (leve) : 50% estabilidade : 25% para alta (leve)

 

2) E AQUI, NA TERRA DO PEQUI?

Em GO, “arredondaram a nota” e o preço de R$ 140/@ ap, com algum sobrepreço “personalitè” virou referência. A escala mantém relativa folga, estando entre o dia 30/out (sexta) e 03/nov (terça). Não tem jeito… O diferencial de base de R$ 10/@ voltou e isto está impedindo uma alta mais forte da entressafra de Goiás em 2015. O deságio das fêmeas, permanece em 5% e sem nenhuma perspectiva de mudança nesta próxima semana.

 

3) HORA DO QUILO: uma ação especial para a cadeia, encabeçada pelo nosso companheiro Rafael Gratão, um líder nato. Se neste NF2R você vai ser impelido a pensar o futuro de sua fazenda, o evento a seguir, abordará quem “tocará este futuro”:

20151025 - Encontro Jovens

 

4) TO BEEF OR NOT TO BEEF: toda hora falamos aqui em como comunicar corretamente o agro com a sociedade. Para isto, “a pecinha” fundamental é o profissional que domina o assunto comunicação: o jornalista. Mas o mundo do agro é longe do dia a dia deste profissional… Surge um evento para dirimir os gap´s criados por esta distância. Muito bom para a cadeia! Maiores informações no link: http://agrojor.com.br/

 

5) FOTO DA SEMANA:

 

Foto de Maurício Velloso, pôr do sol em Brasília:

20151025 - BSB

 

Foto de Ricardo Heise, boi engordando no Confinamento Fazendas Ecológicas S.A., em Acreúna-GO. O nome da foto é “o monstro da noria”. Reforcem as mesmas e as caixas de papelão que embalam as carnes. Ninguém aqui tem dó delas. Segue:

20151025 - Eco 2 20151025 - Eco 1

6) O LADO “B” DO BOI:

 

6.1.) RAPIDINHAS DO BOVINO BRASILEIRO

 

  • Entre a chuva, o Cunha, o dólar, a Dilma, quem caiu primeiro foi ela… A chuva! Deve engrenar daqui a uns dias, iniciando a maior safra do País, a safra de pasto. Quem venha! O “coração do sistema” vai bombar, como diz o Alaor Ávila. É só parar e escutar o capim estralando e “supitando prá riba”. Vamos ver se melhora, pois eu só estou escutando sobre postergação de início de IATF, postergação de início de plantio da safra de verão (e a safrinha de 2016???) e atraso de compra de reposição…
  • Seja bem-vindo, Brasil, ao time que representa 50% da produção e 75% das exportações mundiais de carne bovina, a Five Nation Beef Alliance (FNBA)! Um “baita” gol da Acrimat e da Assocon: pertencer ao grupo que reúne Canadá, México, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e agora Brasil e Paraguai. A entidade atua estrategicamente nas negociações entre países e na eliminação de barreiras comerciais meramente políticas e que não tenham cunho científico. Muito bom!!!
  • A BMF nos diz que teremos mais R$4/@ de alta até o final de dez/2015;
  • Vários elos noticiam volume de animais confinados em queda em 2015. No primeiro semestre a maioria das informações era no sentido oposto, indicando até uma alta expressiva. O NF2R, em 28/jun/15, noticiou: “há possibilidade de redução de volume de animais confinados”;
  • Reposição: tendência de estabilidade, mas com viés positivo à medida que se aproxima o final do ano (melhoria de suporte das pastagens e efeito de uma demanda em alta com oferta estável, cremos);
  • Falamos que estamos em período de quedas de margens e não de preços, na semana passada. O relatório “análise econômica semanal” do CEPEA (21/out), ratifica: “segundo cálculos do Cepea, a margem bruta de pecuaristas de engorda caiu fortemente neste ano … queda real de 56% frente à observada em 2014”.
  • O atacado de carne atingiu nesta semana o maior nível do ano, apesar de ter dado uma “quedinha” de quarta para frente. A alta vem de estoques enxutos e não em função da demanda, que anda sofrida. A exportação melhor de set e out, tem ajudado ainda mais neste sentido. Com isto, a indústria frigorífica segue com a sua margem bruta preservada e o boi tem o preço estabilizado no curto prazo. Já o varejo, nem tanto. Apresenta dificuldade para manter o mesmo nível de repasse de aumento ao consumidor. Este também, por sua vez, está espremendo o consumo, pois enquanto sua renda subiu 9% em um ano, o preço da carne sem osso subiu 22.3% nos últimos 12 meses. Já o boi, subiu 8.5% (dados: Scot Consultoria). Os frigoríficos rebolaram, mas tiraram a batata quente das margens apertadas do seu colo, ao que parece…
  • A demanda segue em queda, como dissemos acima e o motivador, como sabemos é a economia, de onde só vem notícia ruim. Escolha a pior, entre as últimas da semana: 75 bilhões de rombo orçamentário (1.2% do Pib), perspectiva de IPCA de 7% para 2016 e Pib de -3% para 2015. Árdua missão!

 

6.2.) REFLEXÕES PROPOSITIVAS

 

A seguir, um link que te remeterá a um dos melhores artigos sobre pecuária deste ano, em nossa opinião e que foi feito pelo nosso amigo André Bartocci. Após ele, estão as frases que pinçamos durante a BeefExpo 2015, das palestras que assistimos. Tudo isto é um “baita” incentivo para as suas reflexões, cremos. Boa experiência…

  • Link artigo André Bartocci:

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/espaco-aberto/patrimonio-burdizzos-e-canivetes-por-andre-bartocci/?utm_source=BeefPoint+-+Pecu%C3%A1ria+do+Futuro%2C+Hoje&utm_campaign=7f5433b862-151023_diaria_Newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_2a49ca68b6-7f5433b862-194308181

  • “Não há potência em produção, e exportação de carnes se não for potência em consumo” (Osler Desouzart)
  • “O fracasso e o sucesso são irmãos. A mãe deles não é séria, pois o fracasso não teve o pai determinado enquanto o sucesso teve vários possíveis candidatos” (Osler Desouzart)
  • “Metade dos entrevistados do Rally da Pecuária já fazem ou declaram que vão fazer ILPF. E isto está vindo dos agricultores” (Lygia Pimentel)
  • “Para as próximas décadas, o preço das carnes vai descolar do preço do milho. Vai subir mais” (Osler Desouzart)
  • “No UY, atualmente uma vaca prenha vale menos que uma vaca gorda” (Associação Rural do Uruguai)
  • “As exportações do UY para a China eram de 6% em 2012 e pularam para 20% ano passado” (Associação Rural do Uruguai)
  • “UY exporta 60% da sua produção de carne. ARG exp de 6 a 7%” (Rodrigo Troncoso, Associação Argentina de Feedlot)
  • “A preocupação agora é de queda de margem, não de preço” (Rodrigo Albuquerque)
  • “Do abate, 49% são de bois inteiros (e em alta), 33% de fêmeas (e em baixa) e 18% de castrados (e em baixa). Do total de inteiros, 44% são acima de 3 anos, 11% são de 5 anos. A pecuária de corte, de bois inteiros, na média Brasil, não é de ciclo curto” (Eduardo Pedroso)
  • “Com a alta de 70% entre 2014 e 2015, a carne está chegando mais cara ao consumidor” (Eduardo Pedroso)
  • “Estamos às vésperas da abertura de mercado com os EUA. Uma grande responsabilidade para a cadeia”(Eduardo Pedroso)
  • “Fazer carne com qualidade um dia, é fácil. O difícil é fazer com constância” (Eduardo Pedroso)
  • Meta para 2016: 50% farol verde / 47% amarelo / 3% vermelho (Eduardo Pedroso, apresentando programa “Sinal Verde” do MS e a sua classificação por sexo, peso, maturidade e acabamento)
  • “Hoje o vermelho é 8% e o verde é cerca de 26%” (Eduardo Pedroso)
  • “Na proposta inicial, pouco prêmio para cima e pouca penalização para não machucar, estamos começando, apenas aquecendo os pneus” (Eduardo Pedroso)
  • “Hoje 83% das carcaças do JBS do MS estão tipificadas, a meta para dez/2015, é ter 100%” (Eduardo Pedroso)
  • “O problema é quando o errado se torna normal” (Temple Grandini)
  • “Acabou a era do botinão e da fivela na compra de gado. Agora a conversa é outra com o produtor. Na minha vida profissional, trouxe a minha experiência de ter vendido carne no mundo, trazendo esta experiência da venda de carne para a compra do gado” (Crespo)
  • “Temos que conhecer o que estamos produzindo. Temos que fazer a mea culpa” (Crespo)
  • “Raça não garante qualidade. E também não é porque castrou que terá qualidade.
    Precisamos pensar num sistema planejado e com objetivos definidos” (Gustavo Siqueira)
  • “Para mim, não tem que produzir nelore com marmoreio. Nelore é para produzir carne magra, que tem até prêmio na Itália nos cortes de colchão, aqui, se tiver gordura, tem problema. Temos que melhorar o básico do Nelore, aproveitando o que o Nelore tem de melhor. Temos que aproveitar a rusticidade dele, e consertar com nutrição e manejo (pH, principalmente). A vaca nelore é a fábrica de carne do Brasil. Mas, para os programas de qualidade, temos os cruzamentos com os britânicos (precocidade e maciez). E o Waguy é só para nicho. O nelore é o carro chefe, o volume. Com os cruzamentos, queremos precocidade e maciez. Cada um tem o seu caminho” (Crespo)
  • “Temos que saber o quê estamos produzindo e para quem estamos produzindo” (Fabiano Tito Rosa)
  • “O boi está num mundo próprio. Uma hora a conta vai vir, vamos ver o tamanho da conta” (Fabiano Tito Rosa)
  • “Hoje, 7 desempregados por min no Brasil, e vamos chegar no final do ano a 14/min. Isto afeta consumo, produto” (Fabiano Tito Rosa)
  • “Até o final do ano, é até bom para vender carne. Na virada do ano, vai vir uma ressaca. A saída deverá ser exportação. Aonde estamos indo mal, apesar de melhora em set/out” (Fabiano Tito Rosa)
  • “Quem está sendo mandado embora hoje, está entrando no dinheiro do seguro. No ano que vem, este cara estará sem dinheiro. O mercado externo vai pesar mais para equilbrar a conta” (Fabiano Tito Rosa)
  • “Indústria ficou ‘esquizada’: sem demanda de um lado, sem oferta de outro. E aí, ela ajustou: -10mil funcionários, paralisação de mais de 40 unidades. Isto é igual a 10mil cab de abate dia, ou 2.5 milhões cab ano, ou seja, mais que um Minerva saiu do mercado, fora a ociosidade” (Fabiano Tito Rosa)
  • “Cenário 2016: risco e volatilidade. Não é cenário para especular. É cenário para realizar. Pessoal da agricultura, já vendeu 30 a 40% da safra 15/16. Olha o exemplo. (Fabiano Tito Rosa)
  • “A China saiu de 4.6 para 4.8kg/hab/ano, ou seja, comeu um bife a mais e se tornou o principal ou o segundo principal importador de BR, Aus, EUA e UY” (Fabiano Tito Rosa)
  • “Aumenta o tamanho da caixa de carne, reforça a noria, o boi mudou” (Fabiano Tito Rosa)
  • “O Brasil exporta 20% da produção. O Minerva exporta 75%. Quando abate um boi, cada pedaço vai para um lado, cada um com uma exigência. O Minerva vende commoditie, que não é sinônimo de porcaria. É sinônimo de padrão” (Fabiano Tito Rosa)
  • “No BR tem 4 tipos de carne: para bife, panela, moída ou pra churrasco” (Fabiano Tito Rosa, parafraseando alguém)
  • “Tem mercados que NÃO querem gordura. Ela tem que ser mediana no mínimo, por questão de câmara fria. Depende do mercado” (Fabiano Tito Rosa)
  • “pH é o maior problema de nossa carne, pois fizemos a opção de produzir touro e não boi. Quem faz nutrição, resolve a questão de cobertura. O que pega hoje é pH, que melhora com manejo e idade mais jovem. Este é o maior desafio da cadeia hoje” (Fabiano Tito Rosa)
  • “Animal erado está ficando sem mercado” (Fabiano Tito Rosa)
  • “Não existe indústria forte com produtor fraco” (Eduardo Pedros)
  • “Em 2015, 1% dos produtores produzem 50% dos alimentos; 10% produzem 85% dos alimentos; Em 2030, 5% dos produtores produzirão 100% dos alimentos. Alimento não é problema. Mas teremos um monte de sem terra com terra. No futuro, teremos menos pastos, menos animais, menos produtores e mais carne” (Francisco Vila)
  • “Hoje 10% dos produtores fazem 85% dos alimentos. Mas se a metade destes 10% adotarem as tecnologias disponíveis, mesmo hoje, os 10% podem produzir tudo o que precisamos” (Francisco Vila)
  • “70% do processo sucessório é psicologia. O processo de sucessão, que não tem nada a ver com herança, tem que começar 15 anos antes do sucedido se retirar” (Francisco Vila)
  • “É necessário passar pela co-gestão e depois pela sucessão” (Francisco Vila)
  • “Um problema: o que eu vou fazer entre os 72 e os 90 anos? Não terei mais trabalho (meu filho vai me expulsar da Fazenda, pois eu já não ajudo mais lá, só crio problemas) e a TV não vai me preencher… E a minha mulher já não está acostumada a conviver comigo? Outro problema: 80% dos gastos médicos de um homem são gastos nos 2 últimos anos de vida. E 80% destes 80% são gastos nos 2 últimos meses de vida. Ninguém morre mais. Enquanto tem dinheiro, tem solução” (Francisco Vila)
  • “23% das fazendas na safra 14/15 tem prejuízo. E foram os anos de melhore preços (Antonio Chaker)
  • “6 em cada 10 fazendas ganham menos de R$ 200/há. Apenas 17% das fazendas ganham cerca de R$ 400/ha (que é, 50% do potencial). Estas, tem 4 atitudes essenciais: TER META, COMO VOU FAZER ISTO, FAZER E MEDIR.
  • “A meta irradia o comportamento das pessoas. Nas Fazendas que não tem meta, as pessoas trabalham para elas próprias. Apenas para ela” (Antonio Chaker)
  • “A minha fazenda é uma família… Um grande erro. A Fazenda tem que ser um time” (Antonio Chaker)
  • “Desafio: as pessoas tem que querer trabalhar com você. Você tem que atrair, para poder selecionar” (Antonio Chaker)
  • “O jogo tem que acontecer, e o melhor placar é a margem” (Antonio Chaker)
  • “Desafio: as pessoas tem que querer trabalhar com você. Você tem que atrair, para poder selecionar” (Antonio Chaker)
  • “De cada 20 mil fazendas que passam de Pai para filho ao ano, cerca de apenas 10% fizeram sucessão” (Francisco Vila)
  • “Trauma do segundo ano. No primeiro ano, implanta-se o projeto de gestão e vai tudo bem. Mas no segundo ano, geralmente há uma série de dúvidas. É normal” (Antonio Chaker)
  • “Numa fazenda de corte, os próximos 12 meses são PASSADO. O futuro são os próximos 4 anos depois dos primeiros 12 meses” (Antonio Chaker)
  • “Na pecuária, o foco da maioria está no patrimônio. Se você perguntar, a maioria está na pecuária pelo imobiliário” (Francisco Vila)
  • “O cérebro é o bolso. O coração é a motivação”, (Chaker, à respeito de motivação de pessoas, foco funcionários)
  • “Produção de 15@/haé o número das fazendas que produzem mais de R$ 400/ha. Mas tem gente produzindo 43@/ha, o que dá R$ 2.000/ha, em linhas gerais” (Chaker)
  • “Esqueçam alimento barato (Lygia Pimentel)
  • “O dinheiro do mundo não está na produção. Está na logística, distribuição e no marketing (vendas), por Antonio Chaker
  • “A empresa do futuro será multiespécie e glocal (forte para atender um pujante mercado interno na sua base, aliado a uma presença internacional igualmente forte – Osler Desouzart)
  • “Somos uma pequena família: 15 países somam mais de 70% da produção, importação, exportação e consumo (Osler Desouzart)
  • “A carne do Brasil vai continuar crescendo, mas 80% dos agricultores vão morer” (Osler Dezouzart)
  • “Participação do gasto com carne na cesta básica está perto do pico de 39%, hoje em 37% (Lygia Pimentel)
  • “Qualidade de carne é 25% base genética e 75% manejo” (Pedro Merola)
  • “O melhor remédio para a ignorância é o pó da viagem” (Rubens Catenacci, adaptado)
  • “A medida que o preço sobe, o consumo cai. Estamos trocando consumo por preço (Eduardo Pedroso)
  • “Estamos felizes como consumidores quando vamos ao supermercado comprar carne?” (Eduardo Pedroso)
  • “Qualidade de carne não é compatível com touros pós-puberdade (Eduardo Pedroso)
  • “As plantas frigoríficas do BR foram construídas para abater bois de 18@. Pesos de machos de 19 a 20@ são comuns e estão subindo” (Eduardo Pedroso)
  • “O aumento do peso das carcaças é um desafio industrial e comercial” (Fabiano Tito)
  • “Uma picanha magra é vendida a R$ 20/kg a menos. Somente isto, retira R$ 2/@ da cadeia da carne” (Eduardo Pedroso)
  • “Fica uma pergunta provocativa para a cadeia… A versão pecuária do ditado popular ‘faça o que eu falo, não faça o que eu faço’ é: ‘façam o que eu como, mas não como o que eu faço?” (Rodrigo Albuquerque)

Obs.: em tempo, caso tenha expressado de maneira errada algum posicionamento de alguma pessoa citada acima, basta me comunicar e me enviar a errata que a publicarei na próxima edição. Tudo o que está nos parágrafos anteriores, foram as minhas conclusões pessoais colhidas durante a BeefExpo 2015, na qualidade de ouvinte.

 

Muita informação, não é mesmo? Muito questionamento e frases que nos levam a refletir. Boa semana, com boas reflexões!

 

Rodrigo Albuquerque (@fazendaburitis) &

Ricardo Heise (@boi_invest),

Num trabalho feito a 4 mãos…

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CONTATOS PARA AGENDAMENTO DE PALESTRAS: boicom20@gmail.com

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1 Comentário

  1. Derci

    9 de novembro de 2015 at 13:40

    Mto Boa está materia.

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