Boi gordo no segundo semestre de 2015: um curral com porteira de horta?

Por em 22 de junho de 2015

NOTÍCIAS DO FRONT

A pecuária Goiana e Brasileira descrita por quem a vive e “carrega o pó da viagem”

(Edição #170, de 21 a 27/junho/15)

 

Prezados Companheiros,

E aí, companheiros? A “Tia Safra” chegou mesmo de volta do aeroporto… Estava indo embora, já na sala de embarque, mas com o cancelamento do vôo de retorno ela voltou para a nossa casa e resolver desmarcar o novo bilhete, estendendo a visita indesejada. Tudo certo, afinal de contas, o junho assumiu o papel do maio em função das chuvas… Uma mudança na curva de vendas foi uma possibilidade citada aqui realmente.

Agora, vamos falar a língua de quem tem o pé rachado e a mão calejada… Imagine um curral para 500 bois gordos. O curral não está lotado, está com uns 450 a 475 bois. Sim, não está lotado, mas está bem longe do “não tem boi” lá… Tem boi, mas tem uns 5 a 10% a menos que a lotação máxima… Mesmo com boi a menos, imagine agora o que ocorreria neste curral se a porteira de saída dele fosse uma porteira de horta. Pode até ter menos boi do que já teve (ou melhor, do que a capacidade máxima dele), mas na hora da saída da boiada, uma “porteirinha de horta” não vai dar conta. E nestas horas, qual é o melhor peão para “fazer o gado” na saída da porteira? E o que seria na verdade este curral, na vida real? Veja no texto…

20150620 - Porteira de horta

1) COMO ESTÁ O NOSSO TETO (SP/MS)?

A nossa “baliza mestre”, o indicador ESALQ/BMF partiu de R$ 147,47 (variando de R$ 145 a R$ 148) e desceu até o nível do R$ 145,27/@ (variando de R$ 143 a R$ 150) av, base SP. Foi uma queda de R$ 2.20/@, superando as expectativas, pois imaginávamos uma queda leve, e na nossa classificação, o ocorrido foi uma queda forte. Mas, acertamos a direção. Esta é a tarefa impossível de ser feita: acertar o curto prazo. E todo produtor tem que fazê-la, caso trabalhe somente com o formato tradicional de vendas de bois (venda spot)…

Se pensarmos no intervalo de preços captado, o indicador tem tudo para repetir a dose na semana que se iniciará. Isto porque, a sexta se encerrou com a maioria dos negócios do físico paulista entre R$ 143 a R$ 147/@ av no boi comum. Na “terra do tuiuiú”, o preço se mantém em R$ 140/@ ap no boi não EU, com escala média para 25/jun.

Outro fato interessante é notar o “spread” de R$ 7/@ no intervalo de negociação. É um “verdadeiro diferencial de base dentro da base”, números que devem se reduzir. E a redução é no sentido de a banda superior cair, sem dúvida.

Um dos motivos deste “spread aberto”, apesar de não o justificar, é a enorme heterogeneidade da necessidade de compra de bois pela indústria, fato já comentado aqui antes, mas que assume cada vez maior proporção. Tem empresas com escala entre 1 a 7d (média de 4d) em SP, mas já tem algumas (poucas) com volume razoável de bois (notadamente de contrato) até meados de julho (perto do dia 13). Neste sentido, tendências de compras dispersas são notadas, favorecendo o citado “spread”. Desta forma, o dia “DIA D vai para TERÇA (30/junho) e o PLACAR estabiliza em 6 dias úteis (entre o dia do acordo da venda e o dia do abate).

Juntando e misturando todas as informações acima, o STATUS DO BEEFRADAR segue:

45% queda (leve) : 45% estabilidade : 10% para alta (leve)

 

2) E AQUI, NA TERRA DO PEQUI?

O pequi deu uma azedada, aliás, azedou e o pequi e o pé do frango que estava mergulhado nas panelas do estado da Serra Dourada… A pressão que as indústrias começaram a fazer no mercado a partir do dia 10/jun começou dos estados para SP. O recuo ocorreu no Brasil todo.

Reduções de preços de R$3/@ e até de R$ 10/@ (como visto em algumas partes, como no MT), foram propostas do dia para a noite. Sim, é uma pressão muito maior que o aumento de oferta realmente ocorrido justificaria. Mas veio.

É fato que as compras não foram “fartas” nesta semana e nestes preços. É fato que muitas plantas ficaram (ou ainda estão) “fora das compras”, potencializando o aumento de oferta. Mas, juntando todas as informações acima, o “caldo extraído” foi de estabilidade nos baixos valores propostos pelo mercado goiano: R$ 133/@ av x R$ 135/@ ap e prêmio EU de R$ 0 a R$ 2/@, com baixíssima ocorrência de sobrepreço (o “personalité”).

As escalas seguem mais confortáveis que a base paulista, com uma ou até duas semanas prontas (variam de 29/jun a 04/jul), potencializada pela oferta de bois de contrato, mas também pelos spots em maior número.

O diferencial de base GO x SP abriu fortemente com o movimento de pressão iniciado nos estados e atingiu a altíssima média semanal de –R$12/@, anotando novo recorde anual, que foi de –R$ 13,25/@ na última segunda.

Este cenário de grande pressão na arroba não alterou uma tendência constante deste ano: a de termos um diferencial da vaca em relação ao boi mais baixo que o nosso passado recente. Seguimos ao redor 5% e com forte tendência de diminuição. A média da semana foi de cerca de 4%.

 

3) HORA DO QUILO: Inauguramos aqui uma nova era no Front… A contribuição de amigos. E iniciamos com o pé direito, um espetacular input do “meu Prof. Sérgio Morgulis”, atualmente Diretor Técnico da Minerthal. A alcunha é explicada pelo fato de que o meu amigo Sérgio Morgulis foi quem lecionou a matéria “BOVINOCULTURA DE CORTE” na USP de Pirassununga para a minha turma de Veterinária, nos idos de 93. O magnífico material segue ao final deste. Ao nosso eterno “Professor”, meus mais sinceros agradecimentos. Tenho muita honra e total consideração pelo seu trabalho e por ter sido seu aluno.

 

4) TO BEEF OR NOT TO BEEF: qualquer semelhança entre as ações da empresa “Beef and Veal” do nosso amigo Roberto Barcellos, ações de boutiques de carne como a Feed de SP, a VilaBeef de Ribeirão Preto e ações de pecuaristas como a URU Carnes de Itaberaí-GO (Fernando Biagi), com o exemplo mostrado neste link a seguir, podem não ser mera coincidência: diferenciação de produtos acessando nichos de mercado. Veja:

https://endeavor.org.br/valores-intangiveis/

 

5) O LADO “B” DO BOI:

 

5.1.) A SAFRINHA INICIANDO…

Ainda sem muita “pressão” (houveram chuvas nesta semana), mas já está sendo iniciada a colheita da segunda safra, que traz boas previsões de volume de energético e consequentemente tendência de preços mais frouxos para milho/sorgo. Por mais que haja pressão no boi, o fato não é diferente no milho, portanto a relação de troca tende a continuar muito interessante para o confinamento do segundo semestre. Obviamente o câmbio é importante na determinação do volume a ser exportado, mas o estoque de passagem de 2014 e a boa produtividade apontam para tranquilidade na relação de troca boi x milho. E dá-lhe boi confinado…

 

5.2.) EXPORTAÇÃO PARA EUA E JAPÃO PERTO DE INICIAR…

Cada dia mais “zunzunzun”… Esta semana novamente saíram notícias, envolvendo falas de nossa Ministra Kátia Abreu… Veja o link a seguir: http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0OW21220150616

Enquanto isto o volume YoY continua em queda, ou seja, o volume exportado de 2015 segue cerca de 14% abaixo de 2014. Lógico que a notícia de abertura de Japão, EUA e aumento de plantas para China é interessante. É bem possível terminarmos o ano numa situação melhor que agora com relação à exportação, mas definitivamente em 2015, as vendas externas não parecem ser a “salvação da lavoura” para o bovino brasileiro.

 

5.3.) O CURRAL COM PORTEIRA DE HORTA

Esta semana o “zapzap comeu no doze”. Pecuaristas, corretores do mercado físico e da BMF, técnicos, consultores, gerentes de fazendas e agentes de frigoríficos ficaram mais “uriçados que espinhudo em baile de debutante”. Todo mundo querendo saber se a pressão no boi gordo emplaca mesmo e, se for o caso, até onde ela vai…

Em algumas regiões, houve recuos de R$ 3 a R$ 10/@ do dia para a noite, um recuo muito maior que a oferta de bois justificaria. É fato. Mas é fato também que a oferta de animais terminados continua restrita, como sempre esteve desde o início do ano, mas agora, pontualmente, está menos restrita um pouco. Ou seja, é o famoso “menos pior”. Sim, a oferta está “menos pior”.

Os principais motivadores disto são o regime de chuvas e o início do frio mais intenso e dos ventos que detonam a capacidade de suporte das pastagens. Outra coisa que é verdade é que após estes recuos, o volume de compras foi menor, mas mesmo assim as escalas estão muito mais confortáveis que média desde o início do ano.

A especulação é outra que também “comeu no doze”, como diria o goiano, e o mês com maior liquidez na BMF, o outubro, apanhou muito, chegando a ser cotado por menos de R$ 150/@, recuperando-se um pouco nos pregões do final da semana.

Em alta também estão as baixas nas plantas frigoríficas. O fechamento de unidades de abate de bovinos vem batendo todos os recordes. A matéria a seguir mostra bem esta realidade:

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/06/crise-economica-no-pais-chega-aos-frigorificos-e-falta-ate-carne-de-boi.html

Esta redução no tamanho da indústria de abate bovino do País encontra alicerce na alta ociosidade que ela possui (capacidade para abater cerca de 35% a mais de gado do que abatemos anualmente) e no desequilíbrio de preços ao longo da cadeia, fatores já citados aqui anteriormente.

Esta história “que não tem boi” não é verdade totalmente. Sim, estamos na fase do ciclo pecuário que tem como característica um menor envio de animais ao abate, tanto de machos como de fêmeas, mas será que a abate cairá pela metade este ano? Obviamente que não. O que não tem é matéria prima suficiente para equilibrar as contas das indústrias, as quais vendendo a carne pelos preços atuais, não conseguem obter as margens de outrora. É a fase que se apresenta. Também podemos citar aqui o favorecimento na forma de linhas de crédito de origem governamental a algumas poucas indústrias grandes como um ponto importante no enfraquecimento das menores… Mas o principal mesmo são as margens desconfortáveis que o setor enfrenta.

E qual o motivador das margens das indústrias estarem menores que a média histórica? Obviamente o preço da arroba em alta é um fator preocupante e muito importante, mas a situação da economia do País completa o quadro. Temos questões na oferta, mas também na demanda, portanto. O consumo está em queda, como mostrou a reportagem. Dê uma volta nos Shoppings e verá isto. Ontem dei uma volta em um aqui de Goiânia… No meio de um amontoado de cartazes de liquidações de 50 a 70%, tinha um pouco de loja vazia…. A situação é esta. O nível de consumo é o menor dos últimos 12 anos e o endividamento das famílias é o maior dos últimos 10 anos, veja:

http://atarde.uol.com.br/economia/noticias/1688842-endividamento-das-familias-com-sistema-financeiro-e-o-maior-em-10-anos-aponta-bc

O quadro recessivo e inflacionário produz seus efeitos e a saída para as empresas é a redução de custos e diminuição do tamanho, o que envolve demissões. A perda do emprego é a principal frustação e preocupação das pessoas hoje. Quem consome desempregado? Veja: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/06/1645590-analise-inseguranca-com-salario-e-emprego-e-principal-frustracao.shtml

A conta do ajuste fiscal do governo chegou. E como se isto tudo não bastasse, o quadro político aumenta a instabilidade econômica à medida que aumenta a profundidade das investigações da operação LavaJato da PF, as quais se aproximam cada vez mais de integrantes do atual governo.

Em resumo, o setor de frigoríficos está faceando com um cenário de restrição de oferta de gado terminado, o que (novamente) é normal para o momento do ciclo pecuário, mas ao mesmo tempo, lida também com dificuldades na ponta da demanda, em função da situação econômica do País. Como a porteira de saída da carne (venda para o atacado) está ficando menor, a porteira de entrada no frigorífico tem também ficado menor, ou seja, haverá menos porteiras (ou indústrias) em atividade no final de 2015, do que haviam no final de 2014.

E aí vale lembrar o conceito de cadeia produtiva: a porteira de entrada do frigorífico é também a de saída do setor produtivo primário, ou seja, das fazendas. Podemos até ter, e estamos realmente tendo, uma oferta de animais terminados menor (na analogia do início deste texto, é o que chamamos de curral para 500 bois com 5 a 10% a menos de lotação, ou seja, 5 a 10% a menos de abates). Mas esta oferta menor, deste curral quase lotado, pode ainda ser muito, se a porteira de saída for a de uma hortinha…

Em outras palavras, em um cenário de porteira de saída pequena para a cadeia da carne (menos frigoríficos ativos e menos demanda na ponta final), uma oferta “um pouco menos ruim”, como é o caso agora, tem seus efeitos potencializados. Por isto, em algumas regiões há uma tentativa de pressão maior que a própria oferta sugeriria. Entretanto, a combinação “pressão no boi + oferta reduzida” produz uma queda de preços de curso pequeno e difícil de ser efetivada pelas indústrias. É o que estamos vendo. Mesmo com tudo jogando contra agora, ainda estamos com preço de arroba maior que o do início do ano!

Se por um lado, o curso da queda tende a ser pequeno, nem precisa falar que o de alta idem, pelo que foi exposto no tocante ao País, apesar da oferta restrita prevista para o ano todo. Em números: estabilidade, variando entre R$ 143 a R$ 153 é o nosso melhor palpite para o resto do ano.

Resumindo: temos que entender que a queda de produção das plantas e o menor número de plantas ativas potencializa um leve aumento de oferta, porque a porteira de saída está menor.

É interessante notar que este ajuste que a indústria nacional está fazendo não tem só efeitos negativos, há algo positivo: ele ajuda a sustentar o preço do atacado, pois com menos produção de carne, independente de não haver melhora no consumo, o preço fica sustentado. É o que estamos vendo agora: com esta pequena queda no preço da arroba, mesmo com o cenário econômico se agravando, na última sexta, os indicadores de margem de comercialização (Scot Consultoria) para frigoríficos atingiram seus maiores níveis no ano. Isto é um bom sinal, pois com preço de atacado sustentado, a pressão por parte da indústria tende a arrefecer.

Mas atenção: o que leva a indústria a decidir pressionar ou não o preço do boi não é só margem. Margem é fundamental, pois preço da carne em queda historicamente leva a arroba para uma queda. Mas, se margem fosse o principal motivo, os frigoríficos deveriam parar de pressionar a arroba agora, visto que atingimos a maior margem do ano (pelos indicadores citados)… O que é efetivo então? Resp.: para pressionar efetivamente o boi, tem que haver condição de oferta. E considerando os últimos meses estamos numa condição de oferta muito melhor que a média e ainda potencializada pela porteira menor (indústria e demanda menores, como mostrado no raciocínio acima).

Portanto, meus amigos, vamos entender o momento. E cuidado… Tem uma forma de se produzir boi gordo que o faz ter menos tempo de prateleira na fazenda, que faz o pecuarista tem menos condição de esperar para negociar quando o animal termina a sua engorda. E ela se chama confinamento.

Uma eventual saída de boiada de maneira concentrada de dentro de um curral (de dentro da nossa cadeia produtiva), mesmo que em número um pouco menor que a lotação máxima (abates reduzidos em 2015), por uma porteira que está diminuindo e “rumando” para o tamanho de uma porteira de horta (indústria e demanda menores), pode espremer muito boi (e seus donos) na saída. A melhor forma de “fazer esta boiada na porteira”, ou seja, evitar o sofrimento físico dos animais (e financeiro de seus donos) não precisa nem dizer qual é, né? Comercialização multiferramentas!!!

Que todos nós tenhamos uma semana abençoada, e que sejamos instrumentos de luz, semeando a paz no nosso planeta.

 

Rodrigo Albuquerque (@fazendaburitis) &

Ricardo Heise (@boi_invest),

Num trabalho feito a 4 mãos…

 

HORA DO QUILO

(TEXTO DE SÉRGIO MORGULIS)

Qualidades não tangíveis nas tecnologias nutricionais usadas na produção da pecuária de corte

 

Nos últimos tempos uma profusão de tecnologias nutricionais, surgiram, entre as quais podemos citar: Ionóforos: Monensina, Salinomicina, Lasalocida, Narasina….; Antibióticos: Terramicina, Viriginiamicina, Fosfomicina, Bacitracina de Zinco; Óleos essenciais e outros ativos originados de vegetais; MOS (parede celular de leveduras); Leveduras e outros microrganismos; Ácidos graxos essências; Gordura protegida; NNP de liberação lenta (Amireia, Ureia protegida, Biureto….); Fontes de proteína By Pass; Minerais quelatados (diferentes tipos de quelatos); Amino ácidos protegidos; “Novos” elementos minerais (Cromo, Niquel……); Adsorventes de micotoxinas; Enzimas; Homeopatia……

No meio de tantas alternativas e combinações de aditivos possíveis caímos num limbo de informações científicas misturadas com políticas de marketing bem estruturadas, planos de relacionamento com os “formadores de opinião”, em suma está cada vez mais difícil orientar os produtores de quais tecnologias podem ser adotadas, quando utiliza-las, como utiliza-las e como avaliar os resultados das mesmas.

A avaliação dos resultados é um ponto crítico e deve ser feita com critérios científicos e imparcialidade. Repetibilidade nos resultados em condições semelhantes às que irão ser usadas também é um ponto fundamental.

Muitas vezes as diferenças de desempenho entre tratamentos são muito pequenas e fica muito difícil detectar valores estatisticamente diferentes. Muito cuidado com as tendências numéricas. Tendência não assegura resultado positivo.

Todo o cuidado é pouco quando usamos tecnologias que não conseguimos medir (não tangíveis). E nessa hora um bom marketing e uma boa política de relacionamento com os “formadores de opinião” vendem muito mais do que a ciência. As expectativas do pecuarista em empregar novas tecnologias podem ser frustradas por falta de resultados. Outros problemas que possam interferir na produtividade (falta de pasto, erros de manejo e outros) não são solucionados com o emprego de aditivos.

Essa é uma luta constante pois num modelo de produção em que é difícil medir os resultados, as qualidades não tangíveis têm um amplo campo para o crescimento. Cabe às empresas e técnicos do setor orientar os produtores no uso de aditivos com base em critérios científicos e éticos.

 

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CONTATOS PARA AGENDAMENTO DE PALESTRAS: boicom20@gmail.com

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7 Comments

  1. Alano Cardoso

    22 de junho de 2015 at 10:50

    Rodrigo e Ricardo , bom Dia , pocisionamentos muito claro , parabéns , quero agradecer , pois utilizo suas informações para embasar minhas decisões de negociações .

  2. Lauro Klas Junior

    22 de junho de 2015 at 11:10

    Falando em fechamento de Frigoríficos, acredito que o JBS tem boa parte da culpa neste fenômeno.
    Segue cópia de mensagem que enviei à ouvidoria do Ministério da Agricultura na semana passada.

    “Prezado Ouvidor.

    Sou pecuarista no Estado do Mato Grosso do Sul e costumo comercializar meu gado na região Sul do Estado.
    O Frigorífico de maior expressão da região é o JBS de Naviraí.
    Tradicionalmente os Frigoríficos menores, pagam um pouco mais pelos animais e oferecem algumas vantagens importantes, principalmente aos pequenos pecuaristas.
    Recentemente observamos uma política agressiva do JBS contra o funcionamento destes pequenos concorrentes.
    Comenta-se na região que o Frigorífico FRICAP de Naviraí foi comprado (ou alugado) pelo JBS e mantido inativo, para eliminar a competição.
    Depois de muitos de esforços, foi concluída a construção do Frigorífico de Juti, que era promessa de empregos e progresso para a população daquele pequeno Município, mas comenta-se que não deverá funcionar, pois foi alugado pelo JBS que pretende mantê-lo fechado para evitar a concorrência.
    O Frigorífico de Caarapó também encerrou as atividades recentemente deixando mais de quinhentos desempregados na cidade, e não há uma explicação satisfatória para o fato.
    Sabendo que o BNDES injetou milhões de reais para expansão do Grupo JBS, alertamos que está ocorrendo uma prática danosa ao setor da pecuária regional, fato que pode estar acontecendo também a nível nacional.
    Esperamos que o MAPA mantenha esta prática sob vigilância, para preservar o setor pecuário que tanto tem contribuído para o equilíbrio das contas do país.

    Atenciosamente.
    Lauro Klas Junior.”

    • Rodrigo Albuquerque

      27 de junho de 2015 at 18:54

      Prezado Lauro, não vendo bois na sua região, logo não posso corroborar o que cita. Relato entretanto, que escuto e vejo situações semelhantes às que cita em outras regiões, independente de empresa “X” e “Y”. Estamos numa País democrático. Digo que está certo de lutar pelos seus direitos e pelo que acha justo. Parabéns pela iniciativa.

  3. Maria Emilia Pereira

    22 de junho de 2015 at 17:34

    Parabéns pelo artigo, qualidades não tangíveis. Há anos eu sofro com os achismos da vez, mas nada como a experiência e os resultados não atingidos para balizar as escolhas. Creio que se o produtor rural, tivesse um apoio mais científico, a classe estaria muito melhor de vida, mas isto interessa aos fornecedores de maquinário, rações, produtos veterinários, dentre outros produtos? Parabéns Dr. Sergio, pela coragem de falar sobre este assunto, obrigada.
    Até. Maria Emilia

  4. Jackson Martins

    23 de junho de 2015 at 3:22

    Parabéns pelo texto.

    Excelente.

    • Rodrigo Albuquerque

      27 de junho de 2015 at 18:40

      Obrigado!

  5. antonio xavier de moraes

    25 de junho de 2015 at 14:08

    Muito bom o artigo sobre o preço do boi gordo no segundo semestre.
    E o texto do professor Sérgio é a pura realidade do que acontece no mercado de aditivos para bovinos, muita propaganda e poucos experimentos que provém os resultados dos milagrosos produtos.

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