Mensagem para 2016: o ato de pensar impede de sermos uma manada

Por em 30 de dezembro de 2015

NOTÍCIAS DO FRONT (NF2R)

A pecuária Goiana e Brasileira descrita por quem a vive e “carrega o pó da viagem”

(Edição NF2R #197, 31/dez/15)

 

Companheiros que carregam o “pó da viagem”,

 

A viagem de 2015 chegou ao seu momento derradeiro. É como um ciclo que chega ao seu destino final. O nosso tempo foi sabiamente dividido em fatias. Ao término de cada uma delas, encontramos um tempo ideal para o entendimento e as reflexões. E a sequência correta é esta, realmente: primeiro precisamos entender para depois poder refletir corretamente sobre a nossa vida.

Neste sentido, inspirado pelo excelente filósofo Mario Sergio Cortella, vamos estudar um pouco mais sobre a etimologia de algumas palavras em moda nesta época de renovação. Afinal de contas, na nossa vida boiadeira e mesmo na vida pessoal, fazemos muitas coisas que não sabemos exatamente o porquê, como se fôssemos simplesmente levados pela boiada. Pensar, consolida-se, portanto, como algo essencial e diferencial à raça humana.

Vamos ao primeiro exemplo: no último dia do ano, costumamos usar roupas brancas. Mas porquê? Porque a cor branca é a cor de eleição para as ocasiões em que está envolvida a passagem de um estado para outro, de um ciclo para outro… Pelo mesmo motivo a noiva também se veste de branco. Mas porque o branco é a cor escolhida para as passagens, então?

A etimologia explica: branco, em latim é “cândido”, de onde também vem a palavra “candidato”. Ou seja, as pessoas começaram a usar a cor branca porque querem se dizer candidatas a experimentar novas situações.

Assim, aos poucos, o branco passou a dominar as vestes do Réveillon, que por sua vez, é uma palavra francesa que quer dizer “redespertar”. Tudo alinhado com o branco, portanto…

O NF2R deseja que a sua esperança é que seja realmente redespertada, sobretudo a “esperança do verbo esperançar” e não a “esperança do verbo esperar”. A “esperança do verbo esperar” não é esperança, é espera. As pessoas que tem “esperança do verbo esperar”, apenas esperam que as coisas melhorem em 2016.

Mas as pessoas que tem a “esperança do verbo esperançar”, não esperam, elas vão ir atrás, vão procurar, vão buscar, vão lutar sem desistir e certamente vão conseguir o que querem no ano que se avizinha.

Que a “esperança do verbo esperançar” invada sua mente, portanto. Este é o nosso mais sincero desejo aos “Companheiros que carregam o pó da viagem”!!!

Geralmente iniciamos o NF2R com esta saudação que está aí, na última frase do parágrafo anterior, mas nunca explicamos o seu motivo. Já que estamos “no embalo” da etimologia, vamos lá.

O “pó” da frase acima é o apelido que damos para o conhecimento, o qual adquirimos juntos neste espaço ao longo deste ano. O interessante é que o conhecimento, ao ser adquirido, caminha junto conosco para a eternidade, tal qual aquele pó na beirada da porta da camionete ou nas estranhas da nossa traia viajada.

Trocar conhecimento é uma coisa mágica mesmo… Imagine a seguinte situação: duas pessoas, portando uma maçã e caminhando na mesma estrada, ao se cruzarem, caso troquem as suas maçãs, seguirão cada uma carregando apenas uma maçã, da mesma forma como vinham. Mas, se ao cruzarem, estas pessoas trocarem um conhecimento, além da maçã, elas seguirão, cada uma com uma maçã, mas cada uma com dois conhecimentos!

Portanto, com o uso da palavra “pó”, fazemos alusão ao conhecimento que é carregado e sobretudo trocado no NF2R! Nada mais válido, portanto, a frase que escutei estes dias: “o pó da viagem é o melhor remédio contra a ignorância”.

Finalmente, falta ainda explicar o porquê do uso da palavra mais especial da nossa saudação, que é “companheiro”…

Para tanto, temos que nos remeter à antiguidade: “companhia” era o nome que se dava para a tripulação de um barco no final da idade média. O cerne desta palavra é “pão”, que era o único alimento que restava sem estragar, alguns dias após a partida. No latim, a junção das palavras “cum” “pan” “ia” passou a significar “aqueles que repartem o pão”. Daí, a expressão “companheiro” consolidou-se como “aquele que reparte o pão com você em direção ao futuro”.

E o nosso pão, aquele que não estraga nunca, é o nosso pó, ou seja, o conhecimento, que é repartido por todos nós e para todos nós, por toda a longa estrada da nossa vida boiadeira.

Continuar a dividir este “pão” com você, leitor, é a nossa única certeza e também o nosso maior desejo para 2016! Feliz Ano Novo!!!

 

Rodrigo Albuquerque (@fazendaburitis) &

Ricardo Heise (@boi_invest),

Num trabalho feito a 4 mãos…

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