Too big to fail.

Por em 3 de outubro de 2011
Sabe-se que as gigantes divisões de carne das empresas americanas que foram compradas pelo JBS, operavam com margens tão baixas que o crescimento destes grupos ficou praticamente estagnado durante vários trimestres consecutivos, abrindo o flanco para a oferta do grupo brasileiro. Uma das causas destas margens baixas nas operações é devido ao grau de maturidade dos mercado americano e europeu.

Como gosto de discutir assuntos relacionados ao setor, me chamou à atenção esta semana qual seria o real motivo dos atuais comentários que estão circulando pelo mercado de que o JBS faria uma proposta de fusão de operações com os grupos MARFRIG e MINERVA, respectivamente segundo e terceiro colocados no ranking da indústria da carne no Brasil. Assunto bom, que dá muito pano pra manga, mexe com os investidores e com o mercado em geral, em especial com blogueiros como este aqui, que humildemente vos escreve.

O motivo aparente seria a incansável busca pela economia de escala, situação comum para empresas de commodities, através da criação de um grupo maior ainda, afinal o JBS é o maior do mundo no mercado de proteína animal, que engloba bovinos, suínos e frango e com esta fusão se tornaria o grupo dominante no Brasil com quase 30% do abate total de bovinos, sem contar as demais proteínas e na América Latina.

Quem sou eu para saber o que se passa na cabeça dos executivos destas empresas, mas um ponto que posso destacar nesta descompromissada análise é o seguinte: será que o JBS (juntamente com MARFRIG e MINERVA), conhecendo a baixa rentabilidade com que a indústria da carne tradicionalmente opera, prevendo que os mercados em que atuam vão se tornar maduros também algum dia e quando este dia chegar eles querem estar preparados, mas especificamente, eles querem ser grandes demais para serem comprados ou pior, grandes demais para quebrarem? Faz sentido?

Existem muitos fatores a serem considerados em uma fusão destas, a análise não é simples, pelo contrário, é demasiadamente complexa. E eu não desejo de maneira alguma tentar explica-la por aqui. A questão levantada acima é apenas pra gente raciocinar, ideologismos capitalistas a parte, se este movimento realmente se concretizar muita coisa vai mudar no setor, e como vai.

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