MERCADO INTERNO: INOVAR PARA AVANÇAR

Por em 23 de março de 2010

MERCADO INTERNO: INOVAR PARA AVANÇAR

Paulo Cesar Bastos *

Embora o mercado externo seja importante e fundamental para o agronegócio brasileiro é importante saber: o que é aqui produzido aqui será consumido.

A carne bovina cujo fator elasticidade renda é próximo de 1 tem um enorme mercado potencial. O nosso consumo em torno de 36 kg/ha/ano permite um crescimento, vez que outros países, alguns bem próximos, chegam até aos 67 kg/ha/ano.

O mapa dessa nova estrada da boiada começará a ser desenhado por uma melhoria contínua da renda média do povo brasileiro. Aí está o caminho para sempre avançar.

Precisamos aproveitar a excelente oportunidade da produção de alimentos em consórcio com oleaginosas para bicombustíveis. As nossas variedades de climas e solos permitem isso, quase com exclusividade mundial. Aqui no Nordeste poderemos consorciar , não só a agricultura, mas também a pecuária, bovinocultura ou caprinovinocultura utilizando as oleaginosas como o pinhão manso e palmeiras diversas , como na Bahia o licuri ou ouricuri.Vale pensar investir certo no Nordeste.No sertão poderá estar a terra que produz milhão.

A pesquisa e o desenvolvimento são fórmulas para a garantia da liderança do mercado mundial de alimentos e de biocombustíveis, sem prejudicar o meio ambiente, evitando novos desmatamentos, através da estratégia de recuperação das áreas de pastagens degradadas no Nordeste Brasileiro. O semi-árido que não é problema será uma solução.

Precisamos fazer a coisa certa da forma certa. Tecnologias adequadas e/ou adaptadas serão as ferramentas para o sucesso.Desenvolvimento pelo conhecimento.Interagir e integrar o saber acadêmico com uma extensão rural e tecnológica para levar a pesquisa à produção.

Precisamos compreender e entender o nosso Brasil como um todo, desenvolvendo estratégias compartilhadas e incentivando a cooperação entre os estados e as regiões.

Nos países desenvolvidos e inovadores cresce, a cada dia, o conceito da soma não zero e do resultado final do ganha-ganha. É a compreensão de que não se constrói nada sozinho. Acelerando o crescimento e levando o desenvolvimento às regiões mais carentes do nosso Brasil estaremos ampliando o mercado interno de forma sustentável para a produção agropecuária brasileira, além de melhorar a qualidade de vida da nossa população.

*Paulo Cesar Bastos é engenheiro e produtor rural

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