Sobre a campanha “mini-astros” do JBS

Por em 1 de fevereiro de 2012

A campanha do JBS visando aumentar as vendas de seus produtos e o reconhecimento da sua marca associando uma campanha de mídia intensa na TV com uma ação compre-junte-troque em que as pessoas juntam selos e trocam por miniaturas de cantores da música sertaneja está dando o que falar.

Eu não conheço os resultados da campanha ainda, e mesmo não sendo fã dos astros que emprestam o rosto aos “mini-astros”, acho que a campanha faz bastante sentido.

Primeiro, a campanha na TV está promovendo a marca, tornando-a conhecida. Segundo o próprio JBS, a primeira campanha “Vai Zé”, teve um ótimo resultado, no que interessa, aumento de vendas reais onde a campanha foi veiculada. Como nunca ninguém viu campanha de carne na TV, o resultado tende a ser maior nesse período inicial.

Outro ponto que acho interessante da campanha é gerar a ação no ponto de venda, no local onde tudo se decide. Não adianta uma campanha linda, se não vender mais. E amarrar a campanha na TV com uma ação no ponto de venda (selos, troca por boneco, etc) faz muito sentido.

Eu acredito inclusive que o JBS fez uma ação de marketing que já foi extremamente testada e que já deu muito certo com outras empresas, que tem trabalho de marketing há décadas.

Quando vi a campanha “mini-astros” pela primeira vez, me lembrei na hora da campanha mamíferos da Parmalat, que foi um estrondoso sucesso, numa época que o leite longa vida da Parmalat era muito mais caro que os outros e a renda do brasileiro não era tão alta como é hoje.

Depois me lembrei de outras campanhas ainda mais similares a mini-astros. A Coca-cola já fez uma campanha mini-craques muito parecida com essa e com grande sucesso. E há quase 30 anos, quando eu era moleque, a Coca fez uma promoção do tipo compre-junte-troque que se chamava mini-coke ou coisa do gênero e essa eu pedi para meus pais comprarem mais coca pois eu queria colecionar as garrafinhas.

Outra coisa interessante é que esses bonequinhos podem virar itens colecionáveis. No próximo semestre podem ser novos cantores, ou outras roupagens, visuais e estilo. As pessoas gostam de colecionar coisas de quem elas admiram. Vejo aqui uma grande oportunidade para a empresa.

Meu estilo é muito mais Almir Sater e Tião Carreiro, e quando eu compro carne, geralmente estou buscando algo premium, mas acho que a iniciativa do JBS é bem válida. É claro que pode dar errado, mas em quase tudo é assim. Não tenho como avaliar o custo benefício da campanha, nem prever se vai ter um resultado positivo, mas com a pouca informação que tenho, não posso criticar.

Uma das coisas que devemos elogiar no JBS (mesmo que se critique outras) é que eles estão indo atrás de fazer, de conquistar. Temos que dar o crédito a quem está na arena, tentando, lutando e fazendo. Mesmo dando errado, iniciativa é importante para avançarmos.

Obrigado ao Otavio Juliato por levantar o assunto, precisamos avançar mais no tema marketing da carne e uma discussão saudável é importante.

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