Não comunicar cria um vácuo que é preenchido por maldade, desinformação e mentira

Por em 5 de fevereiro de 2015

Bom dia, tudo bem?

Gostaria de chamar a atenção para um artigo que publicamos ontem…

Pesquisa mostra desconexão entre opinião dos cientistas e do público sobre diversas questões agropecuárias

Uma parte que me chamou muita atenção foi:

Somente 37% do público em geral acham que é seguro comer alimentos geneticamente modificados, comparado com 88% dos cientistas. Essa foi a maior diferença da pesquisa, de 51 pontos.

Em relação a carne bovina, temos muitas questões como essa. Onde o público acredita em coisas diferentes do que foi comprovado pela ciência… Também vemos uma série de questões em relação a agropecuária como um todo…

Agora, parece que a nova “culpa” do agronegócio vai ser em relação a falta de água nas grandes cidades…

Hoje publicamos uma notícia que rebate isso: Agricultura não é a vilã da crise hídrica, afirma pesquisador do IEA

Escrevi um artigo há 5 anos onde falava: “Não comunicar cria um vácuo que é preenchido por maldade, desinformação e mentira”.

E hoje, publicamos um artigo excelente da Profa. Temple Grandin, dos EUA, sobre como a pecuária de corte precisa e pode se adequar aos anseios do consumidor moderno.

Bem-estar animal e preocupação da sociedade em busca do elo perdido – Temple Grandin – Parte 1/2

Eu destaco três frases do excelente artigo:

1- Hoje, a maioria dos telefones possuem câmeras de vídeos e fotos de abusos feitos com animais têm mais chances de serem postadas na internet.

2- Todos esses meios eletrônicos se somam ao fato de que muitos jovens nos países desenvolvidos têm pouco conhecimento sobre de onde vem seu alimento.

3- Os consumidores jovens têm o desejo de se conectar com a origem de seu alimento. A indústria de carnes precisa começar a se comunicar de forma mais eficaz com esses jovens abastados.

Em resumo: 1- poder de fogo, para o bem ou para o mal, 2- desconhecimento sobre o setor (culpa nossa), e 3- interesse em se conectar com a origem dos alimentos que consomem (enorme oportunidade).

Faz sentido? Comente esse artigo aqui.

Muito obrigado pela companhia. Um grande abraço, Miguel

PS: Você quer participar da Viagem Técnica do BeefPoint para a Austrália, na primeira semana de maio desse ano? Se programe… Em breve, vamos divulgar todos os detalhes da viagem…

Miguel Cavalcanti
BeefPoint: Para quem faz hoje a pecuária do futuro. E para quem quer fazer.
AgroTalento: Desenvolvimento pessoal e profissional para os novos líderes da pecuária.

5 Comments

  1. Mateus Arantes

    05/02/2015 at 11:38

    Faz todo sentido. É impressionante que tudo acaba caindo na representavidade da classe. Penso que o setor agro precisa ser mais atuante nas políticas públicas e nas informações p a sociedade. Como desenvolver essas entidades. Penso que a profissionalização. Receber dinheiro do governo deixa a entidade preguiçosa. Será que criar cargos e salários como na iniciativa privada não seria a melhor opção? Se não tem os mimos do governo não seria mais eficiente? Não seria mais fácil transferir informações importantes para o produtor (tecnologia) e para sociedade de forma profissional? Uma entidade que vise lucro e seja remunerada por isso acho seria a melhor opção.

  2. martin thibaud

    05/02/2015 at 17:20

    Soy productor agropecuario de Argentina tengo cria de ganado, es cierto que o povo no sabe de donde sale el alimento que consume todos los días tampoco sabe lo que es genéticamente modificado solo sabe lo que dice la propaganda y anuncios en la televisión. Hablan que el agua se acaba en el mundo y el 75% del planeta es agua. El agua de riego va a las plantas que consumen los pueblos y lo que sobra se absorbe nuevamente por la tierra hasta las napas.
    La lluvia trae el agua del mar la sube a la atmosfera y nuevamente la deposita en los suelos, por que se debería acabar, no lo entiendo.
    Cuanta agua corre por los ríos y se va al mar? cuantas inundaciones tenemos en varios lugares del mundo y no guardamos ese agua lo dejamos ir al mar.
    Nao temos que falar besteras so temos que informar a o povo

  3. adenilson

    05/02/2015 at 17:48

    muito boa a matéria excelente conteúdo.informação e conhecimento são duas ferramentas fundamentais no dias em que vivemos.

  4. Marvyn Ribeiro

    07/02/2015 at 12:23

    Boa Tarde Miguel, exatamente, vai de encontro com o que penso e com um projeto que pretendo executar em breve. Trabalho com sistema intensivo e manejo rotativo de ovinos, criados exclusivamente a pasto, do nascimento ao abate. Com cuidados de manejo que visam diminuir a quantidade de tratamentos químicos nos animais, para evitar resíduos no produto final e ofertar um alimento mais saudável. O projeto trata de criar uma pagina, para mostrar com fotografias e textos explicativos todos os manejos praticados na propriedade com os animais e permitir visitações constantes dos consumidores para que visualizem e até participem dessas atividades diárias.Assim aproximando e permitindo que o consumidor final conheça a origem e como é produzido o produto que ele adquiri na ponta final da cadeia.

    Att,

    Marvyn Ribeiro

    Herval-RS

  5. luiz roberto zillo

    09/02/2015 at 15:49

    Miguel boa tarde.
    44% da bancada do congresso é ruralista.
    Será que não deveríamos aproveitar esse momento pra fazer essa comunicação e levar estes debates até eles?
    abs, Beto Zillo

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