Em que tema pecuaristas e ambientalistas concordam?

Por em 4 de novembro de 2014

Bom dia, como vai?

Por aqui tudo indo muito bem. Nesses últimos dois dias, participei de dois eventos muito interessantes em São Paulo. Um sobre startups, empreendedorismo e inovação, com palestrantes do Brasil e dos EUA, e também da Conferência Global de Carne Bovina Sustentável, organizada pelo GTPS (Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável, do Brasil) e pelo GRSB (entidade global para pecuária sustentável com sede nos EUA).

No evento de empreendedorismo, gravei uma série de entrevistas curtas em vídeo, de 5 a 15 minutos, com empreendedores de sucesso. Duas coisas me chamaram a atenção.

Numa conversa sobre educação, aprendi e reforcei o que já sabia: hoje o mais importante num professor é a paixão por ensinar e a paixão pelo conteúdo que ele ensina. Os melhores cursos hoje em dia, são aqueles em que o professor é um apaixonado pelo tema. E é claro, vai atrás o tempo todo em aprender mais sobre o tema, e sobre como ensinar aquele tema.

Bom demais ouvir isso, na semana que vamos lançar a primeira palestra online do AgroTalento. Optamos por regravar uma parte da palestra, por isso não conseguimos lançar na segunda. Até sexta estará no ar. Me desculpe pela demora adicional, mas você vai gostar… :-)

Ainda sobre educação, o modelo mental das pessoas de sucesso, é o aprendizado contínuo. Como você pode continuar aprendendo, todos os dias, o tempo todo, se tornando hoje melhor do que ontem, pior do que amanhã. Ouvi isso da Nathalie Trutman, da FIAP, Singularity University e Hyper Island (essas duas últimas são das escolas de negócios e inovação mais em alta no mundo hoje). Esse também foi o aprendizado passado pelo Tallis Gomes, fundador do EasyTaxi, uma das empresas mais faladas hoje em dia.

Aprendi também, com uma das pessoas com mais energia e motivação que eu conheço, que o segredo para aqueles dias que você se sente mal, se sente desanimado, está até pensando em desistir, que a melhor maneira de mudar é buscar apoio das pessoas que estão a sua volta, que gostam e acreditam em você.

Mesmo as pessoas com mais sucesso, com mais energia, têm seus dias ruins… Todo mundo tem seu dia ruim… E o segredo, é você buscar essa rede do bem, essa rede de pessoas que você confia e que te inspiram a ser melhor.

Eu tenho alguns amigos que são conselheiros, são inspiração, são exemplo, e que me ajudam muito quando não estou nos meus melhores dias. Outra coisa que eu faço, e já descobri que outras pessoas também fazem, é juntar exercício (no meu caso corrida) com música ou audiolivros. Funciona muito bem. E cada vez mais gente e mais estudos me mostram que exercício físico faz bem para a cabeça (além de fazer bem para o corpo).

Aproveite e faça uma boa reflexão de quais pessoas você acredita que pode contar, nos seus momentos mais difíceis. Aproveite e faça um contato com essas pessoas, um email, uma ligação, ou até uma visita pessoal. Se você contar a elas que você as considera como referência e como apoio, vai ser muito bom.

Outra reflexão, é como andam seus hábitos de exercícios… Vale lembrar que teremos uma corrida na manhã do dia 3 de dezembro, durante o BeefSummit Brasil, inclusive com uma participação especial de um lutador do UFC… Uma surpresa meio diferente que estamos planejando… :-)

Ainda sobre o dia de ontem, na conferência sobre carne bovina sustentável, o ponto chave de todas as palestras foi a intensificação. Ou seja, como aumentar a produtividade da pecuária.

A intensificação precisa ser entendida como o melhor uso dos recursos. Como tirar mais resultado do mesmo insumo, do mesmo recurso. Isso se dá com mais informação, conhecimento, melhor manejo, e também com tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade.

A economia e a sustentabilidade andam juntas por muitos motivos. E o primeiro é uma questão muito simples, base da zootecnia: os animais têm um requerimento de mantença. Ou seja, até certo ponto, a alimentação é usada pelo organismo para se manter vivo. Com maior produtividade, se consegue diluir esse “custo”.

Produtores querem produzir mais por animal e por área para ter mais lucratividade e maior qualidade. E quem está preocupado com sustentabilidade, quer produzir mais por área e por animal pois já aprendeu que com isso tem um ganho indireto de redução do desmatamento.

O grande foco dos programas ambientais atuais no Brasil é quase que um só: reduzir o desmamatamento na Amazônia. Outros biomas têm menor destaque, e outros temas relacionados a sustentabilidade também têm menos destaque. Não faz muito sentido, mas é como as coisas estão hoje em dia.

Mas eu fiquei impressionado em como o discurso é semelhante, com foco na intensificação, no aumento da produtividade.

Uma das palestras, feita pelo pesquisador da California que contestou o famoso estudo da FAO que afirmava que a pecuária contribuia mais com o efeito estufa que todos os meios transportes do mundo, mostrou exatamente esse tema: intensificação sustentável.

Ele mostrou diversos dados comprovando, em diversos sistemas de produção, de carne, leite, suínos, que a medida que se aumenta a produtividade, em especial por animal, a emissão de carbono por quilo de alimento produzido tende a cair. Isso porque você “dilui” o custo de mantença.

Esse conceito é bem básico, pois todo mundo sabe que um animal que ganha 500g/dia não precisa comer o dobro para ganhar 1.000g/dia, mas na essência, a pecuária precisa buscar maneiras de aumentar sua produtividade. Conseguir fazer isso de forma eficiente vai ser a forma de se tornar mais sustentável. De competir com outras culturas: grãos, cana, madeira, etc. Precisamos lembrar que o universo de produtores no Brasil é muito grande. A média representa pouco, pois temos gente muito acima da média, e muito abaixo da média.

Mesmo sistemas mais “criticados”, como confinamento, tendem a ser mais sustentáveis que sistemas mais “elogiados” como a produção a pasto, quando a velocidade de ganho de peso é diferente. Dificilmente um sistema a pasto com ganho de 500g/dia vai ser mais eficiente que um confinamento com ganho acima de 1.000g/dia por animal.

Enfim, esse é o ponto onde todos parecem estar alinhados. E é mais um dos pontos que analiso estar “empurrando” a pecuária para uma maior produtividade, junto com tantos outros: aumento da escala, dificuldades com mão-de-obra, mudança de gerações, novas tecnologias, aumento de custos, etc, etc, etc… De todos os itens que influenciam a pecuária hoje, todos, sem exceção pedem maior produtividade, maior eficiência.

O grande desafio é aumentar a produção por animal e por área, com eficiência econômica. É usar de forma inteligente tudo que existe de tecnologia disponível. Mais importante de qual tecnologia usar, é quão bem você vai usar cada tecnologia.

Isso faz sentido para você? Deixe seu comentário aqui.

Gostaria muito de ler sua opinião do que você está gostando, do que pode mudar, do que você queria ver mais aqui, e do que gostaria de ver menos aqui no BeefPoint.

Muito obrigado pela companhia diária aqui nesse email.

Um grande abraço, Miguel

PS: Fiquei impressionado demais com o número de inscrições no primeiro dia que abrimos as vendas do BeefSummit Brasil. Não sei se é porque ano passado muitas pessoas elogiaram, muita gente dizendo que foi o melhor evento do ano, a até o melhor evento que já tinham ido na vida… Ou se porque estamos oferecendo um desconto de 60% no valor da inscrição… Sim, a condição especial do lote 1 é de 60% de desconto, com garantia de satisfação incondicional até 20-11. Aproveite agora… Ou se arrependa depois… :-)

Miguel Cavalcanti

BeefPoint: Para quem faz hoje a pecuária do futuro. E para quem quer fazer.
AgroTalento: Desenvolvimento pessoal e profissional para os novos líderes da pecuária.
BeefSummit Brasil: Conhecimento, Relacionamento e Inspiração para quem faz a pecuária do futuro hoje

14 Comments

  1. André Luiz Cokely Ribeiro

    05/11/2014 at 09:26

    Bom dia Miguel e leitores desta “jóia” de artigo.
    A sustentabilidade está exigindo do humano a busca por dados concretos que um dia eliminará os conflitos culturais e econômicos. Hoje não sabemos (pelo menos eu não tenho acesso a nenhum trabalho) o que mais utiliza tempo, espaço e água (resumo da sustentabilidade ambiental) para produção de proteína e carboidratos, que é a base alimentar de todo o Mundo. Quanto ao estudo da FAO que correlaciona efeito estufa x pecuária, também discordo, pois esta última vem após a extração da madeira da floresta, e muitas vezes é somente intermediária para a lavoura. O que se faz na Amazônia é “otimizar” o uso de uma área de extração primária com a pecuária ou agricultura na sequência. No Português mais claro: Qual o destino da floresta primitiva? Madeira crua para construção civil e indústria moveleira, madeira queimada (carvão) para a siderurgia e indústrias multisetoriais, e expansão patrimonial em terras cultiváveis. Nenhum ambientalista destacado reside em cavernas escavadas, ocas ou ao relento, tampouco despidos se alimentando da caça e frutos orgânicos. Pode parecer uma posição de ataque mas não é…a falta de diálogo aprofundado e aberto nos leva a esta “divisão” social.

  2. luiz roberto zillo

    05/11/2014 at 09:31

    Miguel bom dia.
    Primeiramente gostaria de fazer um comentário a respeito de seus e-mails pela manhã. Tornou se um hábito de minha parte aguardar a chegada deles. Tem sido motivo de dar um astral diferente a cada dia, e saber que podemos esperar emas relevantes, inspiradores e de intensa reflexão. A cada dia com o mesmo entusiasmo que gosto de ler artigos do Rogerio Goulart tenho por ler os seus. Sinceramente pelo menos pra mim tem sido especial dada a fase que estou passando.

    Mas vamos falar um pouco desse nosso “Ambiente”, passando sufoco, tanto com um clima as avessas como pressão sobre desmatamento. É sim um caminho sem volta a intensificação da pecuária e a necessidade de aumentar a produtividade em detrimento da maior demanda tanto interna como externa. A esses fatores somam-se como produzir gastando menos e auferindo mais lucros onde a terra fica cada vez mais cara e confronta com agricultura.
    Tempos atrás quando vi essa necessidade dentro da minha pecuária fiz a intensificação de forma gradual, com a utilização de tecnologia aliada ao manejo e boas práticas. A cada ano fui testando semi-confinamento pasto por pasto, lotação por lotação e descobri ao final de 7 anos (período em que mudei para São Paulo e parei a atividade no MT)que com essa técnica ainda não tinha atingido todo potencial a ser explorado nessa esma propriedade. Com isso dei conta da tal importância de se usar tecnologias e aumentar a produtividade por área, que recomendo até hoje e que tem trazido excelentes resultados.
    Enfim a cada dia aprendemos mais e mais e tem muita coisa pela frente.
    Aprender, reciclar, ouvir, é sinônimo de sucesso, felicidade, esperança, amizade e recomeço.
    Obrigado por fazer parte de meu aprendizado.
    abs,
    sucesso sempre,
    Beto Zillo.

  3. Paulo Borges Freitas Junior

    05/11/2014 at 10:45

    Boas,
    Caros nossa realidade quanto a desmate e intensificação é caminho sem volta o grande desafio nosso no campo é fazer o médio produto acessar estas tecnologias e adequá-las a cada realidade, já fui em vários eventos no Brasil e tenho notado que estamos longe do médio produtor.
    Miguel precisa descentralizar ir para os rincões.
    Um grande abraço
    Paulo Junior
    Ger. Pecuária Agroamazonia

  4. Robson Dinardi

    05/11/2014 at 11:07

    Olá, Miguel
    Parabéns pelo seu trabalho através do site BeefPoint, com certeza é o melhor veículo de comunicação do setor pecuário que eu conheço.
    Particularmente sou um difusor incondicional da pecuária de forma sustentável, acredito que seja por minhas formações profissionais que representam bem os dois lados dessa “moeda”, 1º há 22 anos sou sargento da Polícia Militar Ambiental de SP), 2º Sou zootecnista, há 5 anos, e um apaixonado por nossa pecuária.
    Sobre pecuária sustentável, quando falamos de média nacional, realmente penalizamos muito os bons produtores (empresários do campo), pois do outro lado deste “cabo-de-guerra”, empurrando o setor para baixo, estão pecuaristas aventureiros como é o caso de do Sr. X (denominação fictícia para não divulgar o nome desta pessoa, mas esse caso é real).
    O Sr. X possui uma propriedade de 51 ha, no município de Irapuru/SP, lugar de terras valorizadas. A atividade econômica é a cria, em pastagens altamente erodidas e degradadas de Paspalum notatum (gramão) e uma lotação animal de 3,33 UA/ha. Com este perfil caracterizou-se o crime de MAUS TRATOS a animal doméstico, em razão de quatro animais altamente debilitados pela desnutrição.Por este fato sofreu uma autuação de R$12.000,00 (doze mil reais) Como se não bastasse, verificou-se que estava “suplementando” as 170 vacas parideiras, como ele mesmo gosta de dizer, com esterco de galinha poedeira, fato que foi comunicado ao MAPA e estão, neste momento, sendo tomadas as medidas cabíveis pelos agentes de fiscalização do Ministério.
    É por esses maus exemplos e outros tantos mais é que o Brasil ainda tem muito a aprender sobre produção, comercialização, organização de cadeia produtiva, respeito ao consumidor, …etc.
    Felicidades em sua carreira e faço votos que continue sempre buscando melhorar o setor pelo qual tanto nos apaixonamos.
    Um grande abraço, conte sempre com este amigo.

  5. Eduardo Antunes Dias

    05/11/2014 at 13:27

    Aqui está um belo exemplo de pecuária sustentável no bioma Pampa: o Índice de Conservação do Pasto (ICP) da Alianza del Pastizal –

    http://www.alianzadelpastizal.org/noticia/indice-de-conservacion-de-pastizales-icp-fue-presentado-en-congreso-mundial-de-birdlife/

    Produzir carne conservando a biodiversidade.

    Abraços,
    Eduardo Antunes Dias.

  6. Genilda

    05/11/2014 at 15:23

    Olá Miguel,
    Parabens pelo texto. Suas mensagens acrescentam muito em meu universo pessoal, familiar e profissional. É como se te conhecesse toda uma vida. É de pessoas como você que o mundo precisa.
    Parabens tambem a esta rede de pessoas do bem que te segue. Lindas as palavras do Beto Zillo, que enriquecem ainda mais este site. Vamos nos unir e divulgar as boas idéias. Juntos somos mais, sozinhos somos menos. Abcs.

    • Miguel da Rocha Cavalcanti

      05/11/2014 at 21:21

      Muito obrigado Genilda e a todos que comentaram por aqui! Abs, Miguel

  7. Giocondo Vale

    06/11/2014 at 11:34

    Bom dia. Excelentes os artigos publicados. Excelente seu empenho para com a disseminação de uma realidade que não podemos negá-la. Qual? Maximização do sistema produtivo, verticalizando-o. ILP, haja vista grande parte das pastagens se encontrarem em estado razoável de degradações, sem dúvidas passa a ser uma bela oportunidade. Envolve desafios bem como politicas um pouco mais encorpadas. Partindo da premissa de que quem está envolvido na cadeia de produção de proteinas animais, e de maneira muito especial a Bovina, sabe que Sustentabilidade Econômica é a base para a sobrevivência de qualquer empreendimento. Mais que óbvio.
    O “x” da questão é outro. Como ter um Negócio Sustentável, em especial junto a Amazônia (tão falada, pouco conhecida)? Simples. Não visando única e exclusivamente o Lucro … e pior, o Lucro a qualqer custo. Um negócio TBL (verdadeiramente sustentável, e não apenas no papel ou nas intenções) passa por um forte tomada de decisão. Passa por uma Reengenharia profunda, tanto conceitual quanto no chão da fábrica.
    Fomos a Primeira Propriedade de Rondônia a ser Certificada com Medalha Ouro pela Embrapa (Sistema BPA). Aproximadamente 25 anos trilhando e materializando o TBL. Árdua batalha e longa caminhada. Não mais podemos aceitar o discurso de que o foco numa produção Sustentável é incompatível com o negócio em sí. Absolutamente o contrário. Uma gestão sómente se complementa com o TBL (econômico, social e ambiental amalgamados entre sí).

    • Miguel da Rocha Cavalcanti

      06/11/2014 at 11:40

      Parabéns pelo seu trabalho Giocondo. Quero conhecer mais. Grande abraço, Miguel

  8. Higor Couto

    10/11/2014 at 10:24

    Ola Miguel,

    Antes de me formar em 2007, no curso de Zootecnia, já ouvia muito sobre melhorar a produção mantendo a mesma área.
    Então já entrei no mercado de trabalho com esse conceito. Aumentar a produção com manejo e tecnologia.
    Mas concordo com o Giocondo, pois temos um “socio” mau quisto por nós da área, que é a política.

    Grande abraço

  9. Janete Zerwes

    13/11/2014 at 11:14

    Olá Miguel,

    Vivemos tempos em que ambientalistas e agropecuaristas muitas vezes parecem estar em campos opostos. Esse conflito aparente não se sustenta no momento em que analisamos criteriosamente o conceito de sustentabilidade. É sabido que esse conceito tem diversas abordagens, perpassa pelo eco centrismo (quando focado unicamente na ecologia), e se estende até a visão tecnicista (quando se acredita que o avanço tecnológico por si só, seja capaz de recompor os recursos naturais diante dos impactos da antropização, da agricultura e da industrialização).No entanto é consenso assumido internacionalmente que o conceito de sustentabilidade, deve abranger o homem (suas necessidades), o ambiente natural ( respeito aos recursos naturais e a capacidade de recuperação desses recursos diante dos impactos das atividades humanas), a economia (sua viabilidade) e a mantença ao longo do tempo. Resumidamente diria, o aparente conflito pode ser mediado ao se colocar a Ciência entre esses “dois opostos” Ecologia e Economia. Nunca esquecendo que o desenvolvimento sustentável só se efetivará quando sua base conceitual estiver apoiada em valores éticos, culturais e vocacionais.
    Ao pensarmos na abordagem ampla da sustentabilidade, vemos que existe um vasto caminho a ser percorrido. No entanto temos vivencias que nos mostram que a sustentabilidade se efetiva ambiental e economicamente, de formas relativamente simples e que dependem de uma boa gestão. Exemplifico: Racionalidade no uso das pastagens, considerando que esse critério garante economia de fertilidade dos solos, de águas e da manutenção da produção das plantas; manejo correto dos animais, considerando corretamente suas necessidades alimentares em cada fase da produção de carne, seu comportamento “social” e seu bem estar.
    Podem parecer simplistas essas observações citadas acima, no entanto é facilmente comprovável que existe muito a ser feito em relação a gestão. Dados estatísticos comprovam que a média de desfrute do rebanho bovino brasileiro está abaixo dos 30%, e que as melhores propriedades conseguem atingir um patamar acima desses 30%. Na nossa atividade conseguimos alcançar um desfrute de 42%, no entanto constato ainda perdas enormes de potenciais genéticos e de pastagens, pela dificuldade de controlar esses fatores minuciosamente. Para ter em mãos todos os fatores intervenientes no processo de produção, e possibilitar avaliar cada variável corretamente, o uso da TI se mostra imprescindível. E no entanto poucas propriedades se beneficiam desse instrumento.
    Para concluir esse comentário, é preciso corroborar o que está posto no seu artigo, que a direção correta para produção de carne é a intensificação. Nossa margem ao longo do tempo tem sido bastante estreita quando comparada a margem de outras mercadorias (produtores de commodities sabem que não tem marketing que garanta melhores preços, somos dependentes de oscilações de mercados), por isso eu gosto de dizer que precisamos adotar o critério das lojas de R$1,99: Fazer o giro mais rápido possível dos nossos estoques.
    Abraço,
    Janete Zerwes

  10. Janete Zerwes

    13/11/2014 at 11:23

    PS.: É preciso acelerar o giro de nossos estoques e também avaliar periodicamente as condições de solos,das águas, nunca esquecendo da proteção de nascentes, e a obediência da manutenção das APPs.

    Abraço,
    Janete Zerwes

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