Como contratar bons funcionários para fazendas de gado de corte

Por em 28 de janeiro de 2015

Bom dia, tudo bem por aí?

Ontem eu te perguntei sobre cursos para gerentes de fazendas de gado de corte…

UAU… Quantas respostas… Quanta gente interessada no assunto… O tema que apareceu mais foi o gerencial (gestão de pessoas, custos, etc), mas a parte técnica também apareceu com muita frequência.

Minha conclusão é que vale a pena mesmo investir nesse projeto.

E me lembraram muito bem que existem diversos perfis de gerente de fazenda. Desde o muito profissional, super qualificado, até o “iniciante”, que conhece muito pouco dos diversos assuntos ligados a pecuária (parte técnica e gerencial).

Estamos trabalhando para avançar esse curso para gerente de fazendas. E queria te pedir uma ajuda: Quem você gostaria de ver dando uma aula nesse curso de gerente de fazendas e com qual tema?

Ainda falando sobre equipes em fazendas, me lembrei da palestra do Antonio Chaker no BeefSummit Brasil 2014, onde ele falou que ao avaliar um candidato a funcionário de uma fazenda (vaqueiro, capataz, gerente, etc), ele recomenda avaliar não apenas a pessoa, mas a família da pessoa.

Mais importante do que contratar bons vaqueiros, é importante contratar boas famílias.

Porque isso? A razão é simples. A fazenda é uma comunidade, se várias pessoas vão morar lá, é preciso haver harmonia entre essas pessoas. Se você tem um vaqueiro muito competente, mas a mulher dele gera problemas na fazenda, isso não vai funcionar no médio-longo prazo.

Outra coisa que eu aprendi ontem sobre processo de seleção, é pedir para a pessoa contar de uma passagem em que ela errou, fracassou. Peça para contar uma ocasião em que as coisas não deram certo. Ninguém é perfeito, ninguém nunca errou, então isso não deprecia ninguém.

A sacada que eu aprendi é prestar atenção em como a pessoa conta a história, como relata o caso e como se posiciona. Se é uma “vítima”, não vai funcionar. Se a pessoa conta com “culpa”, a tendência é que essa pessoa seja boa para se trabalhar.

Pessoas competentes se sentem responsáveis pelos problemas que já enfrentaram. Se sentem protagonistas, nos bons e nos maus momentos…

E você, tem alguma recomendação de como contratar bons funcionários para fazendas de gado de corte?

Por favor, comente aqui nesse post.

Muito obrigado pela sua participação.

Um grande abraço, Miguel

PS: Sua opinião sobre como deveria ser um curso para gerentes de fazenda é muito bem-vinda. É só responder esse email me contando como você gostaria que fizéssemos :-)

Miguel Cavalcanti
BeefPoint: Para quem faz hoje a pecuária do futuro. E para quem quer fazer.
AgroTalento: Desenvolvimento pessoal e profissional para os novos líderes da pecuária.

45 Comments

  1. acir

    28/01/2015 at 11:23

    Bom dia Miguel, a contratação de pessoal é uma atividade que só acerta quem já sofreu no lombo dolorosas experiencias. A primeira qualidade é a confiança, consulta as entidades anteriores sobre a conduta do candidato, imprescindivel. Apos vem outras qualidades profissionais exigidas como conhecimento da area que vai trabalhar, familia, racionalidade do trabalho, resultados, relações humanas e por ai vai. Muita sorte tambem ajuda. É uma loateria. abs

    • Carlos Afonso Franco.

      28/01/2015 at 14:08

      Prezado Miguel,boa tarde.
      Primeiramente,meus parabéns pelo teu trabalho.Nos estimula persistir nu
      ma atividade que nos exige muita atenção e persistência.
      Mas sobre a questão posta,te informo que escrevo desde Santa Maria-RS.
      Aqui,a situação é, creio,bem diferente(como sempre)da de vocês aí do norte.De como deves fazer o curso,não sou ninguém pra te recomendar nada.Só sei te dizer que aqui,a lavoura de soja tem absorvido quase to
      da mão de obra do campo,ficando cada vez mais difícil conseguir campeiros.Assim é que quando falta,se pega praticamente o primeiro que aparece;nem dá tempo de verificar seu conteúdo familiar,que de fato é fundamental,pois quando a mulher dele não vai com a cara do patrão,fi-
      ca tudo mais difícil.Ela fica fornicando o tempo todo,sem embargo de que muitas vezes o relacionamento patrão-empregado seja bom.
      Essas são (longas)minhas breves observações ,só para colaborar com pessoa que tanto pensa em nós pecuaristas.
      Att.
      Carlos Afonso Franco.

      • ROGERIO

        30/01/2015 at 17:35

        é verdade, tem que saber quem domina a situação ele ou ela

    • Pedro luiz

      30/01/2015 at 21:32

      boa noite Miguel
      venho aqui atraves desse comentario apenas citar o meu ponto de vista sobre a gestao de pessoas na pecuaria acho que minha opniao vale por ambos os lados tanto do patrao como do colaborador, durante 5 anos trabalhei na lida de gado como campeiro e por sorte hoje sou pecuarista o que mais pega no dia a dia e a falta de mao de obra qualificada a verdadeira cultura de peao esta acabando com o avanço da agricultura e a modernizacao das fazendas hoje conhecidas como empresas agropecuarias na qual algumas regras vem desmotivando o dia a dia o campão tais regras como nao se aceitar argolas na traia se exigir botina de segurança nao aceitar que o peao trabalhe com a propria traia e sim com a traia fornecida pela empresa e a falta de incentivo na participaçao de lucro o verdadeiro peao e bicho solto nao se pode apertar muito nao que ele escapa

  2. Ademir Vieira da Slva

    28/01/2015 at 11:32

    Indicação de Palestrante: Adílson Aguiar/Uberaba-MG sobre Manejo de Pastagem.
    Sobre contratação: Acredito que é fundamental “Definir o Perfil” que atenda a minha necessidade e que tenha POTENCIAL e vontade de trabalhar. A experiência conta, mas precisa ter nível de escolaridade no mínimo ensino médio completo. Vejo muitos pecuaristas exigindo só experiência e ás vezes (digo muitas), vem com certos vícios. E o 1º muito comum é estar na cidade!!!!….Aí a vaca vai pro brejo.
    Abç
    Ademir

  3. ronaldo vieira

    28/01/2015 at 11:35

    um dos maiores problema no seguimento da pecuáría é, exatamenete, a mão de obra, a qual via de regra é analfabeta ou quase, o que por consequencia influencia no resultado. Vivo intensamente este probelma, por isso, entndendo que um curso desta natureza, voltado também à preparação de vaqueiro é muito importante para o seguimento.

  4. Alfredo Teixeira Louzeiro Filho

    28/01/2015 at 12:02

    Treinar o interessado que nunca trabalhou numa fazenda convencional.

  5. antonio carlos

    28/01/2015 at 12:03

    Bom dia!
    Primeiro claro ter referêcnais deste profissional.
    Agora o principal que venho observando e por experiêcia própria e valorizar este profissional capacitado.
    Tem muita gente atrás de bons profissionais, mas na hora de pagar bem, valorizar não paga o que merece e cai nestes casos de mal profissionais que esta cheio no mercado, acaba tendo experiências desagradáveis como comentado já no post.

  6. Fabiano Greter Moreira

    28/01/2015 at 12:11

    Bom dia Miguel,

    Eu acredito que a contratação de colaboradores no campo, se equivale ao mesmo processo empresarial, porém, o ambiente e as condições são peculiares a cada ramo de atividade, seja pecuária ou agrícola. Para tanto, a cadeia deve propiciar atrativos aos funcionários, para que eles se sintam valorizados e realizados profissionalmente. São profissões clássicas do Brasil Rural, no entanto, pouco atribuído-os, as capacitações e o verdadeiro valor em suas tarefas. Como atrair novas fontes de trabalho, se aqueles que estão no dia-a-dia se encontram desmotivados, mesmo apaixonados pela atividade. Com isso, a mão-de-obra rural disputa vagas com as agroindústrias, comércios, serviços, entre outras fontes de emprego. Portanto, precisa-se valorizar e implementar medidas de fortalecimento desta classe de trabalhadores, para que o campo se torne um horizonte de oportunidades de crescimento. Boa semana a todos !!

  7. luiz roberto zillo

    28/01/2015 at 12:43

    boa tarde Miguel respondi em outro e-mail estes questionamentos, mas recordo que no Sindicato Rural a qual eu fazia parte no MT, todos os associados quando tinham funcionários problemas ele repassava o nome e o motivo ao sindicato que mantinha um pequeno banco de dados com essas informações e antes de contratar alguém ia ao sindicato ou ligava para pedir informações a respeito de um ou outro que queria contratar.
    abs,
    Beto Zillo.

  8. Gilmar Rafael

    28/01/2015 at 12:44

    Miguel, boa tarde. É interessante contratar pessoas que goste da atividade e dos desafios que ela oferece diariamente, e que já estejam morando na região em que está localizado a fazenda, uma vez que o clima hoje é um fator relevante pra se obter lucros na fazenda, se adaptar ao clima e condições climáticas de uma determinada região pode ficar caro ao produtor. Além de contar com a sorte também e importantíssimo um contrato de experiência de 90 dias 45 + 45 ajustado com ambas as partes. grb

  9. Angelo Favaro Junior.

    28/01/2015 at 13:00

    Boa tarde Miguel!
    Miguel esse é um tema que me agrada muito, pois durante 8 anos tive a oportunidade de ser Gerente de dois grupos.
    Bem na minha opinião se tratando de gerente, além de conhecimentos aplicados a área, o bom relacionamento com pessoas e um boa integridade, um fator primordial é a paixão, paixão pelos desafios diários, pelos cumprimentos das metas, pelas vendas bem feitas pela beleza da propriedade. Na minha opinião isso hoje em dia faz grande diferença , ser gerente não por opção e sim pelo prazer diário de transpassar desafios e buscar sempre o modelo ideal .

    • Miguel da Rocha Cavalcanti

      28/01/2015 at 15:16

      Olá Angelo,
      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Acabaram de me mandar um email sugerindo você para ser um dos professores desse nosso curso… :-)
      Abraços, Miguel

  10. cristiano rosa

    28/01/2015 at 13:07

    Olá, sei onde não se deve procurar: em bolichos, onde vão dia sim, dia não, saber das novidades da vila e tomar um trago. Geralmente, encontra-se bons colaboradores, ou por indicação, ou no dia-a-dia, na qual conhecemos a índole das pessoas que nos cercam e temos a oportunidade de oferecer cargos de acordo com perfil traçado nessas conversas entre vizinhos, amigos, conhecidos. Para estes cargos ainda acho melhor assim. Demora, mas quando encaixa, não tem melhor. Enfim, em minha região falta peão, aramador, tratorista, serviços gerais das casas (não dá p chamar de caseiro, pois aí sim que não sai de casa, não faz nada….)não se acha em qualquer macega não. abç

  11. ENOCH BORGES DE OLIVEIRA FILHO

    28/01/2015 at 13:27

    Bom dia, Miguel.
    Minha dica: observe os funcionários bons de outras fazendas e detecte insatisfações neles, com salário, casa, tratamento dado pelo patrão ou gerente, etc. Se ele for realmente bom e você puder compensar, ofereça-lhe o emprego com uma vantagem e espere ele sair “em ordem”. Você perde a amizade do ex-patrão mas ganha um promotor de seus lucros. Complemento da dica: sempre ofereça participação nos resultados (bônus por bezerro desmamado, comissão na venda de Tourinhos, no leite, etc.).
    Observe sua capacidade de poupar e de organizar a moradia. Tudo lustroso, TV e geladeira boas, moto, ou mesmo um carrinho bem zelado? Ele é cuidadoso com os bens que lhe pertencem, deve se cuidadoso também com os do patrão, por hábito. Desleixados são irrecuperáveis.
    Referências são fundamentais, como já dito.
    Em minha fazenda, organizei uma ficha de notas, de um a dez, que dou uma vez por mês para o que é essencial na fazenda. Ex.: pasto sujo, rapado, cerca bamba, nota 4, pasto bem limpo, alto, cerca esticada, nota 9; curral: idem; estradas: idem; casa e quintal dele: idem. Ofereça um bônus para meses com todos os ítens acima de 8.
    Ministrei um curso de 40 horas em 2012, na ABCZ em Uberaba, sobre “Manejo com rentabilidade e baixo custo”, calcado no que tenho aplicado aqui na Fazenda Serra Bela. Depois lhe envio o conteúdo.
    Parabéns por sua constante atividade, nos propiciando informações para acertar mais na nossa difícil tarefa de criar gado no Brasil.
    Enoch Borges de Oliveira Filho, Tocantins.

    • luiz roberto zillo

      28/01/2015 at 15:37

      Caro professor Enoch que surpresa tive agora lendo seu comentário.
      A quanto tempo não falamos e sempre lembro que quanto aprendi com você.
      Meses atrás li alguma coisa por aqui que citava seu nome e enviei um abraço.
      Fiquei muito feliz em poder saber mesmo que por um comentário noticias suas,
      grande abraço Professor,
      Zillo
      “Avaliação do Desempenho de um Rebanho Nelore”
      Jaboticabal-1995

    • ENOCH BORGES DE OLIVEIRA FILHOh

      28/01/2015 at 21:05

      Olá, Zillo!!!
      Vamos reativar nosso contato, com o maior prazer! Meu e-mail: enocholi@uol.com.br. E o seu? Não recebi o que você enviou. Tente de novo, por favor. Agora, eu é que vou aprender com você…
      Gde abç
      (Desculpe Miguel, seu site é muito bom para reencontrar amigos…)

    • Jose Neuman Miranda Neiva

      31/01/2015 at 06:49

      Não seria mais vantajoso treinar os nossos funcionários? Simplesmente retirar os funcionários dos amigos não contribui para o sistema como um todo. Vale a pena trocar um amigo por um vaqueiro?? Acho que essa visão individualista acaba mostrando que a pecuária precisa amadurecer muito.. Falta o senso coletivo. Enquanto cada um pensar apenas no seu negócio em detrimento do amigo continuaremos patinando… Imagine se as pessoas levam esse comentário a sério… Vamos acabar fazendo um leilão de trabalhadores.. Então gente.. Vamos incluir jovens nas propriedades e treiná-los e remunerar bem… É por aí…

      • Daniel Pagliusi

        09/02/2015 at 13:10

        Prezado josé Neuman;

        Concordo com o seu ponto de vista… seria um modo correto e limpo, porém devemos levar em consideração que:

        1º A grande maioria dos nossos jovens não gostam ou simplesmente não dependem do trabalho rural devido ao grande numero de contribuições governamentais, o modo que foram ensinados a buscar qualificações e status sociais urbanos e sem dúvidas ao comodismo enraizado na grande massa… Futuramente com toda certeza presenciaremos o êxodo urbano mas essa ainda não é a nossa realidade ( um exemplo disso foi um funcionário de uma fazenda vizinha a minha que após 6 meses de colaboração e de bons resultados simplesmente fez de tudo para ser despedido… motivo? nenhum ele gostava do trabalho era bem remunerado mas simplesmente o rapaz queria receber o seguro desemprego… e passar um tempo na cidade..)

        Não podemos generalizar eu sei, mas nem sempre o vizinho possuí senso coletivo.. que você mencionou na verdade hoje devemos pensar na melhor forma da fazenda “empresa” crescer porque infelizmente se você não fizer quem irá perder o próximo funcionário será você… e imagine uma coisa você demandou tempo, dinheiro e mais uma serie de coisas e quando finalmente seu funcionário está qualificado apto a prover resultados a sua fazenda, vem alguém e lhe oferece uma proposta tentadora e este é claro a aceita… quem sairá no prejuízo? lembre-se que quem está ao seu redor nem sempre é amigo!

        E não tenha uma atitude passiva pois ninguém irá ter consideração ou compaixão com você ou com a questão ética quando se tratar de lucros.

        2º Constantemente vejo bons funcionários esforçados batalhadores bem qualificados sem reconhecimento e sem uma remuneração condizente com sua função.. Seria justo com esse nunca progredir? não obtendo propostas de melhoria?

        Por fim creio que a melhor solução é estar balanceado com o mercado empregador mas atuando sempre a frente da concorrência… para que não tenha aborrecimentos e prejuízos… e é claro se possível não causar prejuízos a terceiros.

        É apenas minha Opinião… longe da premissa de certa ou errada..

        Um abraço

  12. Marcelo Taborda

    28/01/2015 at 13:32

    Bom dia, a unica saida pra este problema, na minha opinião, chama-se profissionalismo… temos cada vez mais que investir em qualificação dos nossos colaboradores. Atualmente trabalho um uma instituição financeira em Nova Bandeirantes, no norte do MT, e praticamente todos os dias converso com pecuaristas que estão reclamando da falta de mão de obra qualificada.. e na maioria das vezes rebato a reclamação perguntando a eles, o que eles (pecuaristas) estão fazendo pra mudar este cenario… o bom profissional ja esta empregado, e na maioria das vezes muito bem empregado, então o que nos resta e investir naquele que ainda não esta totalmente preparado, e transforma-lo em um bom profissional, claro, isso exige investimento e ainda corremos o risco de depois de ele estar pronto (ou melhor preparado) perdermos este para o mercado de trabalho… mas este é um risco que temos que correr..

  13. Iran Viana

    28/01/2015 at 13:48

    Eu, fiz um investimento cerca de R$350.000,00 para confinar bois de corte no Alto da Serra Gaúcha terra de Italianos, onde tem pequenas propriedades e não tenho mão de obra. Com muito custo consegui um rapaz para me ajudar em meio turno. Mas não tem aquele compromisso, se não estou junto não realiza as tarefas conforme peço. Um boi confinado não é igual um no pasto. O sindicato não faz nada aqui em Parai, só sabe cobrar.

  14. Miguel da Rocha Cavalcanti

    28/01/2015 at 14:01

    Recebi por email agora, de um amigo:

    “…quando pensarmos que “que sorte tem o fulano de trabalhar com o Beto” ao invés de “que sorte tem o Beto de ter o fulano” daí estamosno caminho certo.”

    Achei fenomenal!
    Abraços, Miguel

  15. Carlos Talavera Campos

    28/01/2015 at 14:28

    Olá Miguel! Te confesso estar a ponto de desistir das atividades pecuárias, principalmente da leitaria, tal a dificuldade gigantesca vivida no que se refere à mão-de-obra.
    E o que eu sugiro nesta tua enquete, são cursos on-line. Todos os meus funcionários tem laptop e vivem pendurados no wi-fi da estancia olhando bobagens ou procurando melhor oportunidade de trabalho. Porque não podemos envolvê-los em algum tipo de participação à distância, inclusive com a possibilidade de supervisão pelo patrão?
    Com o constante deficit de braços, como liberar funcionarios para passar uma semana na cidade (e por minha conta) fazendo um curso.

    Apesar do antigo dito:”Quer perder o empregado? Paga um curso para ele!”, eu ainda penso que a nossa única saída é treinar. Aqui no sul hoje só aparecem candidatos jovens, com alguma formação mas sem nenhum conhecimento.
    Já os maduros estão trabalhando ou estão encostados em algum programa do governo.
    Para mim, o grande efeito colateral destes programas do PT foi o de tirar da disputa por vagas todos aqueles que não se interessam por trabalhar.
    Sobraram poucos.
    Estarei em Esteio em 31 de maio na FENASUL, no leilão da GADOLANDO, ofertando 50 vaquilhonas de genética neozelandesa prenhes.
    Grande abraço.
    Carlos

  16. Anselmo Antonio Kajewski

    28/01/2015 at 14:40

    Então!
    Eu sou fazendeiro iniciante, em torno de 300 animais, gado de corte, principalmente Nelore, cruzado com cimental.
    Sempre procuro ser o bom patrão, pagando salário e cumissão por serviço prestado. Acredito que sem participação nos lucros o funcionário não terá motivaçào.
    O ponto crítico a meu ver é, saber o limite da bondade para estragar o funcionário.

  17. roque Valmor Santini

    28/01/2015 at 14:49

    Boa tarde MIguel!
    Além do funcionário ter uma boa família, temos que observar se este funcionário
    respeita a sua família, se ele não bate na esposa e nos filhos ou se não usa de ofensas contra os mesmos. Por que o homem que maltrata os que estão mais próximos dele, também irá mal tratar os seus animais e os animais da propriedade, como por exemplo,os cavalos que são importantes ferramentas de trabalho em uma propriedade. Isto se chama violência doméstica

  18. Mauricio Moller

    28/01/2015 at 15:02

    Boa tarde, Miguel, uma estrategia que podera ajudar e sempre buscar na equipe um substituto para ocupar os cargos, sempre ter um plano B, um coringa! Assim com tempo conseguimos organizar e contratar uma pessoa que tera mais chance de encaixar na estrutura existente!
    Outro ponto importante e estar bem relacionado com outros administradores que atuam na regiao!

  19. José Geraldo da Silva Braga

    28/01/2015 at 15:42

    Que tal contratar um Tecnólogo em Agronegócio? Mas com todas as qualidades inerentes à pessoa e à função.
    Gde abr.

  20. Jaquison Ribeiro

    28/01/2015 at 16:31

    Boa Tarde;

    Uma pessoa para trabalhar em qualquer determinado lugar que for, seja de gerente ou no operacional, esta pessoa deve ter uma visão ampla do negocio, identificando risco e oportunidades, fazendo o serviço como se fosse seu, podendo passar assim aos proprietário segurança, pois hoje em dia é de suma importância.

  21. Maria Augusta

    28/01/2015 at 16:41

    Boa tarde Miguel!
    Contratar funcionários para trabalhar no campo é a tarefa mais difícil da atividade. Quando preciso contratar um funcionário, gosto de ir onde a pessoa mora e ver como a família cuida de casa. Sempre verifico as referencias, mas um detalhe tem me chamado atenção, que é a relação com bebidas alcoólicas. Isso é um grande problema. Tive um funcionário com ótimas referências mas com prolema oculto do alcoolismo, foi um desastre total. Tinha gado no cocho na época, os animais não eram tratados nos horários programados e em alguns dias nem eram tratados, foi muito triste ver os animais emagrecer. Com tantas experiencias negativas fico com o pé atrás com todos os funcionários, hoje estou diariamente na fazenda. Abraços!

  22. José Ricardo Filho

    28/01/2015 at 17:13

    Caro Miguel.
    É um tema muito interessante. Eu me incluo na maioria dos produtores que tem dificuldades em contratação de bons funcionários. Ultimamente não estou dando muita importância para a experiência, justamente por causa de muitos vícios já adquiridos.
    Na entrevista procuro saber se o candidato possui vontade de aprender, se tem brilho nos olhos e se é de fácil relacionamento. Por isso, um curso que abrange vários tópicos, como noções de custo, bem estar animal, manejo de pastagem, suplementação e outros seria bem vindo.
    Gostei muito do termo utilizado pelo Ângelo sobre ter paixão pelos desafios diários, metas etc.
    Forte abraço
    Ricardo – Tocantins

  23. UILIAN ABREU

    29/01/2015 at 07:32

    BOM DIA,
    QUE O CURSO DE GERENTE DE FAZ. SEJA VOLTADO PARA PARTE ORGANIZACIONAL DA EMPRESA; MÉDIA E GRANDE PORTE. SE EU CHEGAR EM UMA FAZENDA QUE A SITUAÇÃO ESTEJA UM POUCO “CRITICA” DA PARTE DO ANTIGO GERENTE ONDE OS FUNCIONÁRIOS JÁ TINHAM ACOSTUMADO COM A MANEIRA DE TRABALHO DELE. DEVO IMPACTAR A MUDANÇA NO MEU MODO DE AGIR OU IR MUDANDO AOS POUCOS ???

    UILIAN ABREU-REDENÇÃO-PA

  24. Beneraldo Pauletti Filho

    29/01/2015 at 09:07

    Bom dia Miguel,

    Bem lembrado este post, pois ja tive grandes problemas com a contratação de funcionários agropecuários, pois há deficiência nas empresas de RH que desconhecem as necessidades dos clientes, por outro lado os proprietários limitam a níveis muito baixo o salário (o barato acaba saindo muito caro) e estes, muitas vezes, não encaram sua propriedade como uma empresa.
    Em relação a familia do colaborador aprendi desde criança com meu avô, este quando recrutava funcionário, ia até a sua casa e fazia questão de entrar pela porta da cozinha, quetionava se o mesmo possuia criações e como estavam sendo cuidadas; hoje não podem te-las “ocupam muito espaço e gera despesas”.

    Agradeço e aguardo novidades.

    Beneraldo Pauletti Filho
    Zootecnista/Administrador de Empresas – Bauru

  25. Cláudio Araújo

    29/01/2015 at 10:42

    bom dia meu Patrão.
    Um detalhe que eu sempre gostei de fazer na hora da contratação é o de pedir para o empregado pelo menos 2 referencias de trabalho. E se ligar para o ex patrão e ele der boas referencias, na minha opinião, já é meio caminho andado. Outro caso é se eu percebo logo na experiencia que ele não correspondeu a minha expectativa eu não deixo passar desse período para não ficar mais caro depois. Penso também que só correrei o risco de encontrar um bom funcionário se tiver disposição para ir substituindo os que não são bons.
    No caso do curso, eu acho que os gerentes devem aprender a pensar em como dar lucro para o patrão, ou seja, estar constantemente focado em tornar a propriedade lucrativa. Eu percebo que os empregados de maneira geral sabem fazer o serviço do dia a dia, porém eles nunca tem a mínima ideia de como te ajudar a minimizar custos e otimizar o lucro.
    Grande abraço da turma aqui de Três lagoas MS.

  26. Jorge Daniel Loureiro da Silva.

    29/01/2015 at 11:07

    Após ler alguns comentários respondidos, algo a ser detectado além do conhecimento,potencial,família,nível escolar que são imprescindíveis é a determinação e não digo nem vontade, mas paixão pelo que faz ou vai iniciar a fazer, me refiro ao iniciante.Comento também que tenho pré-disposição por homens maduros afamiliados, a carga de compromisso e responsabilidade na maioria da vezes sim, destaca-se fortemente.

  27. Antonio Pedro

    29/01/2015 at 15:56

    Como pecuarista “conservador” tenho tido muita paciência com meus funcionários (vaqueiros e gerente) de forma a suportar os seus vícios para mantê-los e não trocá-los por outros com vícios desconhecidos.
    Eles, com raras exceções, tem baixo nível de escolaridade e são muito inflexíveis nos pensamentos e atitudes, quase nunca aptos a mudanças, fato esse provocado pelo próprio baixo nível de escolaridade e de conhecimento técnico que têm, achando sempre que a “verdade deles” deva prevalecer.
    A exemplo, cito que um dos vaqueiros, até hoje, se diz negativamente ao “creeping” para bezerros até hoje.
    Esse comportamento é bem próprio das pessoas que estão disponíveis à contratação, portanto, acho que devemos ter um curso em que além de mostrar a necessidade da técnica / cuidados / custos / resultados, se utilize da psicologia para trabalhar a mentalidade dos mesmos, de forma a serem mais abertos às mudanças de comportamento, mostrando que devam estar sempre dispostos a novos hábitos de trabalho, não carregando aquilo dava certo no passado para os dias de hoje, adaptando-se às novas técnicas de forma geral.
    Bem, é isso que acho, pois, a médio prazo sim, mas no presente não teremos muitos profissionais com outro perfil, então, temos que tentar fazê-los enxergar diferente. E é difícil e necessário.

    Abraço.

    • Dr.Celso de Oliveira Jr

      30/01/2015 at 14:58

      Boa tarde Antonio
      Trabalhei em umas fazendas de 35 mil cabeças e sou um veterinário que monta a cavalo e vou para o pasto, e percebi que em uma fazenda daquele tamanho os peoes nao sabiam usar medicamentos e nessa proporçao o prejuizo era enorme.
      Fiz umas palestras com um linguajar ao estilo deles e com isso conquistei todos e montei uma equipe.
      E dificil voce mostrar para para uma pessoa que aprendeu com o pai que aprendeu com o avo que ela esta fazendo errado. dica do dia= psicologia e voce tera muito lucro no gado.. Abraço

  28. José Geraldo da Silva Braga

    30/01/2015 at 08:58

    Prezado Miguel, bom dia.

    Como sugestão para aulas (tem muita gente boa) mas no Curso de Tecnologia em Agronegócio de Mogi das Cruzes (a 2ª melhor faculdade de tecnologia do Brasil – nota 5 do ENADE) tem a Profª. Mariana – Comercialização; o Prof. Douglas Taddeu – Gestão de Pessoas, o Prof. Bordin – Tecnologia da Produção Animal e outros Professores da FATEC – Mogi das Cruzes/SP.
    Nota: desculpe-me, mas eles não sabem desta minha indicação.

    José Geraldo da Silva Braga
    Graduando em Tecnologia em Agronegócio – último semestre

  29. Diego Piovezan da Silva

    30/01/2015 at 13:21

    Prezado Miguel,
    Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo belíssimo trabalho.
    Sou produtor de leite no estado do Mato Grosso e também trabalho como consultor em outras propriedades do estado. Produzir leite não é uma tarefa nada fácil, e acredito que produzir no MT, seja ainda mais difícil, tendo em vista que o estado não possui tradições para pecuária leiteira, ou seja, a deficiência de mão de obra é ainda maior em comparação às regiões consideradas “bacias leiteiras”,
    Em 2013, realizei um LEVANTAMENTO SOBRE AS RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS E PRÁTICAS DE MANEJO ADOTADAS POR NUTRICIONISTAS DE BOVINOS DE LEITE NO BRASIL, com o objetivo de traçar um panorama atualizado das práticas
    de manejo e nutricionais adotadas nas propriedades de bovinocultura leiteira do Brasil, semelhante aos levantamentos realizados com bovinos de corte por Vasconcelos e Galyean (2007) e Millen et al, (2009), e que pode nos ajudar a mensurar a importância do assunto em questão.
    De acordo com a pesquisa, 26,67% dos entrevistados responderam ser a disponibilidade de mão de obra, o maior problema encontrado por eles para colocar em prática suas recomendações nutricionais e práticas de manejo, seguida dos recursos financeiros (23,33%). Acredito que esses resultados expressam não apenas a pecuária leiteira, mas todos os setores agropecuários.

    Sugiro para palestrante do curso, o Sr. Sérgio Soriano, gerente da Fazenda Colorado(sergiosoriano@fazendacolorado.com.br).

  30. Joaquim Luiz

    30/01/2015 at 13:34

    Boa tarde Miguel,
    Face ao exposto e tão discutido tema, tenho percebido que nas propriedades que valorizam o funcionário, os resultados são sempre positivos. Um exemplo é deixa-lo sempre em conhecimento dos indices obtidos no decorrer da atividade, deixando claro o quão é importante sua participação, seu trabalho e dedicação. Em muitas propriedades, o funcionário é tratado e cobrado como apenas uma “máquina de trabalho”, ele não consegue perceber se o manejo e atitude por ele desenvolvido foi o correto ou talvez o melhor, seus erros são percebidos quando algo drástico chega a acontecer, pois em alguns casos não possuem “olhar clínico” sobre determinado tema, o que seria decisivo. Mante-lo sempre a par dos resultados, sejam positivos ou negativos, acredito que seja uma boa opção, e quando as metas forem batidas, sempre o gratificá-lo. Amigos, espero ter contribuído com meu comentário..

    Grande abraço a todos vcs.
    Joaquim Luiz Rodrigues Filho

  31. Dr.Celso de Oliveira Jr

    30/01/2015 at 14:44

    Ola boa tarde a todos!
    O meu Ponto de vista é que os vaqueiros estão entrando em extinsao, mas com isso é a hora de implantarmos os vaqueiros do futuro aonde eles trabalham o gado e sabem navegar na net, e tambem estejam menos teimosos!
    O sistema é ultrapassado e ele tem que andar para frente, e aproveitar oportunidades, talvez como os vaqueiros dos EUA aonde é um estilo de vida.

  32. Rodrigo Guerra

    30/01/2015 at 17:06

    Bom Miguel, agora você mexeu na ferida.
    O nosso maior desafio, mão de obra qualificada, hoje nossos funcionário tem pouca ou nenhuma escolaridade. Como ter trabalhadores hoje em dia que mal sabem ler? ainda mais hoje com uso constante de tecnologia na pecuária. Os meus funcionários que tinham um pouco de escolaridade foram pra cidade serem motoristas, pedreiros, vigias entre outros. Estou preocupado, porque acho que vai piorar. Como dar cursos pra quem não sabe ler nem escrever? como explicar a um “matuto” a ter paixão ou amor pelo que faz? como explicar a cumprir metas? Talvez seja nossa culpa, por não ter dado maior importância aos nossos funcionários e assim ter dado melhores condições como moradia, cursos profissionalizantes, melhores salários. Mas até nos EUA estão tendo dificuldade em segurar o homem no campo, e esta é uma tendência mundial, todos indo para as mega cidades.

  33. ROGERIO

    30/01/2015 at 17:43

    invista entã o no Estado Rio de Janeiro , pois vem uns endinheirado pra cá que só assistião globo rural, ou visitou a fazenda de alguem , sei lá o cara decidiu ter uma fazenda , gasta um dinheirão tecnificando a propriedade , comprando animais carissimos e contrato o primeiro pinguço da esquina , na roça tem muito , ale mora em fazenda , vive em fazenda , mas não sabe comandar uma fazenda , resultado, passa por aqui que veras as fazendas tudo quebrado , maquina enferrujou o cara perdeu dinheiro , ta vendendo tudo e os bons profissionais tecnicos agronomos , veterinarios , tecnicos agricolas ficam chupando dedo. diagnostico, o pingunço que é dedicado, ele vai pagar 800,00 pra tomar conta dos bois de um milhão, mas o tecnico 3 a 5000,00 é muito caro. Uma ecnomia e tanto.

  34. Jose Roberto Ribas Filho

    30/01/2015 at 18:41

    Boa tarde!
    Acredito que esse é um tema de extrema importância para o sucesso de qualquer atividade e setor da economia. São as pessoas que trabalham na empresa que fazem o sucesso do empreendimento e não as máquinas, estoques e outros ativos tangíveis. Portanto, uma gestão de pessoas eficiente é fundamental para o negócio dar certo. E o começo desse processo todo é o recrutamento e seleção. Como sabemos na nossa área, se errarmos no plantio, vai ser muito difícil compensar depois. Acho muito importante o colaborador a ser contratado ter sinergia com a cultura e com os valores da organização. E o processo de recrutamento e seleção deve ser feito com muito critério. Mas depois também devemos treinar bem ele nos nossos processos, colocar ele na função correta para ele e mantê-lo sempre motivado. Assim conseguiremos transformar um profissional comum num bom ou ótimo e conseguiremos mantê-lo na empresa, trazendo resultado. Claro que na prática, isso é o trabalho que exige mais dedicação para o gestor/dono da empresa.
    Abs

  35. Jose Neuman Miranda Neiva

    31/01/2015 at 07:06

    Uma opção interessante é a contratação de mão de obra temporária.. Sempre há um serviço a mais na propriedade. Se o produtor começar a contratar funcionários por um curto período dá para ir selecionando alguns potenciais efetivos. Isso precisa ser feito principalmente entre os jovens. Se observarmos o processo seletivo nas grandes lojas varejistas, tudo começa nas contratações temporárias para o natal. Dali surgem os bons funcionários.
    Outro ponto importante é manter o seu quadro de funcionários satisfeitos. Ninguem se arrisca em propriedades onde ninguem pára. Ter funcionários contratados há muito tempo é o principal estímulo para os jovens. Isso sugere estabilidade. Quando o funcionário sabe que já passaram inúmeras pessoas por uma propriedade ele logo desconfia de que alí tem algo errado. Outra coisa importante é entender que melhor que contratar um bom funcionário, é formar um bom funcionário.. Senão vamos começar a tomar o funcionário do nosso amigo como já sugerido aqui sob a alegação de que, perde-se o amigo mas melhora-se o lucro (SIC)…

  36. Reinaldo Caetano da Silva

    08/02/2015 at 11:43

    Miguel,
    A colocação do artigo onde refere-se à família é de uma importância fundamental, principalmente em propriedades médias pequenas, onde o envolvimento do dono é total. Às vezes, até tomamos refeições nas suas casas.
    Acredito que o nosso desenvolvimento profissional neste quesito vai trazer-nos um maior índice de acertos em um porto tão fundamental para a nossa atividade.
    Um abraço,
    Reinaldo

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *