Como celebrar o dia do pecuarista? Um convite e um desafio.

Por em 13 de outubro de 2014

Bom dia, tudo bem?

Nesse momento que você está lendo esse email, eu estou quase chegando no Brasil, voltando de uma viagem de quase 20 dias nos EUA. Aprendi muito por lá, com americanos, com brasileiros. Tive o privilégio de conviver com muita gente do bem esses dias.

Eu acredito que uma viagem pode ser um grande aprendizado, pode ser um marco na sua vida. Você pode realmente mudar o rumo que está seguindo, depois de uma viagem, de passar alguns dias num ambiente diferente, vivenciando coisas diferentes. Em contato com pessoas diferentes.

Eu posso te dizer que nas próximas semanas vamos entrar numa nova fase do BeefPoint. Estou muito animado, positivo e confiante.

Animado e positivo pois estou conseguindo cada vez mais alinhar meu propósito de vida com o propósito da minha empresa. E confiante porque estou tendo o suporte de um número muito grande de pessoas que admiro muito, pessoas que me ensinaram muito. Pessoas que fizeram a diferença na minha vida.

Essa nova fase começa com o lançamento do AgroTalento, um programa de treinamento, de desenvolvimento pessoal e profissional para os novos líderes da nossa pecuária. Para os talentos da nossa pecuária. Para as pessoas que estão fazendo a diferença hoje e querem fazer cada vez mais a diferença. Querem ir além. Vamos construir uma rede do bem da pecuária.

Volto dessa viagem mais preparado para esse próximo desafio. E você vai ser o convidado principal dessa jornada.

Voltando ao tema viagem e aprendizado… Para você realmente poder aproveitar uma viagem, é preciso estar com o olho aberto. É preciso estar acordado. É preciso prestar atenção. É preciso estar presente.

Pensando bem, essa dica não é para viagens, mas a vida como um todo… :-)

Uma das coisas que mais reparo nos EUA é como eles celebram as coisas que são importantes para eles. Celebram sua cultura, sua história, suas vitórias, suas conquistas. Celebram seu país. Em muitos lugares, têm bandeiras do país em destaque.

Me peguei pensando nisso justamente hoje, 14 de outubro, que no Brasil é o dia do pecuarista. Uma data que merece ser comemorada, celebrada, festejada.

Quanta coisa boa o pecuarista faz no Brasil? Muito, muito mesmo.

Os bons pecuaristas ajudaram a abrir o Brasil. Ajudam a produzir carne para o mundo. Produzem de forma sustentável, por esse enorme Brasil.

Queria te convidar a pensar em uma pequena ação que você (sim, você mesmo) pudesse fazer nessa terça-feira, dia 14 de outubro. Será que você pode ligar para a rádio da sua cidade, para o jornal da sua cidade, para o prefeito, vereador, e contar a história de algum pecuarista que você considere um exemplo, uma inspiração para sua cidade?

Pense em alguma forma simples que você mesmo possa divulgar alguma história bacana da nossa pecuária. Nem que seja contando ao longo do dia para as pessoas que você encontrar. Ou ainda, enviando um email para amigos e familiares.

Tenho certeza que você tem alguma história boa, que mais gente precisa conhecer.

Será que você pode me ajudar a contar uma história específica da pecuária que possamos nos orgulhar? Me responda esse email, me contando de alguém que você admira, respeita, confia e que gostaria de ver mais celebrado, mais homenageado.

A pecuária é feita de pessoas. Vamos celebrar as pessoas da pecuária que fazem o bem, que fazem (ou fizeram a diferença).

Comente aqui, contando uma história (curta ou longa) de alguém que você admira e respeita na pecuária. Me conte o nome, de onde a pessoa veio e o que ela fez ou faz de memorável.

Vamos celebrar nossas boas histórias. Vamos celebrar nossos pioneiros. Vamos celebrar nossos heróis.

Temos muitas e muitas histórias boas, histórias que podemos nos orgulhar, histórias que precisamos (isso mesmo, precisamos) divulgar.

Fico no aguardo do seu email (é só responder essa mensagem) ou comente aqui nesse artigo. Esse é meu convite e meu desafio. Espero sua participação.

Parabéns a você, pecuarista, que nos orgulha, e coloca nosso Brasil para frente.

Grande abraço, Miguel

PS: Hoje a noite, vou celebrar o dia do pecuarista comendo uma boa carne no NB Steak em São Paulo, SP, onde tenho uma reunião de trabalho no jantar… Aqui o negócio não para… Mas acredito muito que é possível trabalhar muito e se divertir muito… :-)

PS 2: Estamos lançando hoje a tradução completa do relatório trimestral sobre o mercado mundial da carne bovina, publicado pelo Rabobank. É um dos melhores materiais disponíveis no mundo sobre pecuária de corte. E nós traduzimos integralmente para você. Aproveite e leia aqui: Rabobank: confira previsões para o mercado mundial de carne bovina – 3T14.

Miguel Cavalcanti

BeefPoint: Para quem faz hoje a pecuária do futuro. E para quem quer fazer.
AgroTalento: desenvolvimento pessoal e profissional para os novos líderes da pecuária.

16 Comments

  1. Rodrigo Swain

    14/10/2014 at 08:01

    Que legal!, dia do pecuarista!!!
    Então parabéns Miguel , parabéns para todos pecuaristas que acompanham o Beefpoint, e principalmente para os médios pecuaristas que mesmo com dificuldade de investimento, restrição do tamanho de rebanho, não desistem e amam a pecuária.

    • marcus roberto castellani

      14/10/2014 at 10:14

      Neste dia do pecuarista gostaria de homenagear meu saudoso amigo e ex diretor da G.Lunardelli S/A André Muller Carioba Arndt( im memoriam),batalhador colega agrônomo que tocou por muitos anos a Fazenda Cachoeira em Amoreira ,Pr.
      Foi nos idos de 75 que em virtude de forte geada perdemos muita bezerrada recém nascida de vacada nelore originaria do famoso plantel de nosso diretor DR,Santo Lunardelli nelorista da gema e estudioso do nelore,nesta época já inseminava em Valparaiso dez mil vacas Pois bem pelo acontecido propuz um amudança drástica ,cruzamento industrial com angus vindos do Telechea e Charoles de Santa Maria e redondezas,no R.S.Todos nos chamaram de loucos ,dizendo que Dr Santo jamais aprovaria .Mas em uma reunião na Faz Cachoeira com todo apoio e visão de André Carioba DR.Santo disse ,sem dúvida nesta região mais temperada será a solução .Então partimos para os cruzamentos e em seguida ao confinamento onde a Faz Cachoeira fez escola e foi várias vezes capa de revista rural,assim fizemos história e sou muito grato por tudo que aprendi nesta organização principalmente plo apoio e visão administrativa do DR André do qual sinto não ter me despedido por sua partida inesperada .Fica seu legado e a Faz Cachoeira é referencia ainda hoje no agronegócio,digida por seu filho André a quem mando meu abraço.

  2. Angela Bittencourt

    14/10/2014 at 10:03

    Bom dia Miguel!
    Este ano, encarei um desafio profissional diferente: o de ser a redatora da revista comemorativa dos 50 anos do Nelore Jandaia. Um dos textos que escrevi para esta publicação, foi sobre a história do pecuarista à frente do criatório, Sr. William Koury. Me surpreendi e me encantei com as iniciativas e a persistência do Sr. William em buscar um Nelore produtivo e funcional a campo, e a contribuição que essa busca teve para a pecuária nacional. Por isso, transcrevo aqui esse texto em comemoração ao dia do pecuarista, e como uma homenagem a este em especial:

    O CRIADOR E SUA CRIAÇÃO – A história do Nelore Jandaia se entrelaça na história de William Koury
    Paulista da cidade de Garça, William Koury começa sua jornada como criador da raça Nelore no início dos anos 60, inicialmente em uma chácara em sua cidade natal. Algum tempo depois, expandiu o criatório para o Mato Grosso do Sul, produzindo lá seus animais e trazendo para Garça apenas os animais a serem preparados para comercialização. Em 1995, adquire a Fazenda Kuluene, em Gaucha do Norte-MT, onde desde então vem trabalhando incansavelmente na busca pelo Nelore produtivo, funcional e precoce, num sistema exclusivamente a pasto.
    Um dos pontos de destaque de sua trajetória foi durante o mandato como Presidente da APCN – Associação Paulista dos Criadores de Nelore, quando organizou o 1º Simpósio de Carcaças da Raça Nelore. Neste evento pioneiro, as discussões técnicas com Dr. Fausto Pereira Lima e Prof. Pedro de Felício sobre os resultados do abate de touros de diferentes biótipos, foi plantada a semente que no futuro o levaria a buscar em seu rebanho o tipo de animal que apresenta melhor desempenho a pasto. “Desde o princípio da minha história como pecuarista, a influência do Dr. Fausto na minha forma de enxergar o gado foi enorme. Foi ele quem me ensinou o tipo de animal que deve ser buscado”, ressalta William Koury. “Os animais de biotipo precoce são os que terminam melhor e mais cedo, e é isso que traz rentabilidade aos nossos clientes”, completa.
    Em 1970, com a orientação de Luiz Lunardi, fundador da antiga Lagoa da Serra, começou a utilizar a inseminação artificial no rebanho Nelore Jandaia, tendo sido um dos pioneiros também na área de reprodução.
    Outro personagem importante na formação dos critérios de seleção de William Koury e consequentemente do Nelore Jandaia foi o Sr. Durval Garcia de Menezes, da Fazenda Indiana-RJ. Aconselhado pelo Sr. Torres Homem, em 1972 William visitou a fazenda do Sr. Durval, onde ficou impressionado com a qualidade do rebanho. Lá, absorveu outro conceito que vem utilizando em seu plantel desde então: “É importante que as vacas sejam boas em habilidade materna – a matriz deve desmamar um bezerro pesado, ou então não está cumprindo sua função”, palavras do Sr. Durval.
    Tempos depois, já em 1992, assume a vice-presidência da ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, cargo em que permaneceu por 12 anos, em 4 mandatos consecutivos onde era responsável pela área técnica da entidade. Além de ter participado da promoção do 2º Simpósio de Carcaças da Raça Nelore pela ABCZ, William também expandiu as Provas de Ganho de Peso, que anteriormente aconteciam apenas duas vezes ao ano em Uberaba, para várias regiões do Brasil, delegando técnicos para acompanharem as avaliações nos locais onde eram realizadas.
    Porém, em 1994, percebeu que o resultado das provas de ganho de peso em confinamento, padrão utilizado na época, não batia com o desempenho dos animais vencedores quando retornavam ao sistema a pasto. É nesse ponto que entra outro personagem importante de sua história: Luiz Alberto Fries, um dos maiores pesquisadores da área de melhoramento genético no Brasil, que na época era funcionário da ABCZ. William ouviu de Fries que “para obter resultados confiáveis, os reprodutores precisam ser avaliados no mesmo sistema de produção que seus filhos serão criados”. Surgia, então, a idéia da PGP a pasto, concebida por William e desenvolvida por Fries, que em um dos únicos depoimentos em vídeo existentes do pesquisador, afirma: “O Brasil inovou com as PGPs a pasto. O mundo inteiro faz PGPs em confinamento, mas nós percebemos que não tem porque fazer desta forma no Brasil. O William contribuiu enormemente com a nossa Pecuária ao se dar conta que podíamos realizar estas provas de maneira muito mais simples e racional. Isto inclusive permitiu que houvesse uma expansão muito grande das provas pelo país, por ser um modelo fácil e econômico, o que é mérito do Sr. William Koury, é mais uma que devemos a ele.”
    Mais um passo foi dado quando, com os resultados da prova a pasto do Nelore Jandaia em mãos, foi vistoriar os animais da fazenda – observou que os ganhadores eram os animais mais pesados, geralmente os mais altos e de maior exigência nutricional, mas não necessariamente os de melhor conformação. Com a experiência adquirida nos simpósios de carcaça, sabia que os animais de biotipo precoce são os que terminam melhor e mais cedo. Novamente, a colaboração de Fries, que enfatiza: “A única forma de corrigir o erro dos animais maiores vencerem, é a avaliação visual.” Para resolver este problema, William contou com a colaboração de Luiz Josahkian e Carlos Henrique Cavallari, do corpo técnico da ABCZ, que foram à fazenda e deram notas aos animais de acordo com o biotipo – privilegiando os precoces e penalizando os tardios. Estas notas foram incorporadas ao resultado da prova, trazendo os animais mais precoces e com bom desempenho às primeiras colocações.
    Neste ponto, William Koury Filho estava entrando no mestrado na USP – Pirassununga e, motivado por essa busca de biotipo produtivo através das avaliações visuais, desenvolveu o sistema EPMURAS, que mais adiante acabou sendo adotado pela ABCZ como padrão para seus técnicos de registro descreverem os animais. Hoje, após tendo também concluído o doutorado pela Unesp-Jaboticabal, Willinho participa ativamente do processo de seleção do Nelore Jandaia, através do serviço de consultoria prestado por sua empresa, a BrasilcomZ – Zootecnia Tropical, realizando as avaliações visuais de desmama e sobreano, o EPMURAS – Retrato Falado das matrizes para o direcionamento dos acasalamentos, além de toda assessoria técnica para os leilões do criatório. Mais recentemente, desenvolveu o sistema Boi com Bula, uma forma inovadora e transparente de apresentar as informações dos animais, que você pode conhecer na matéria final desta edição, que trata sobre o Leilão Nelore Jandaia 50 Anos.
    Unindo forças e trabalhando lado a lado, pai e filho vêm conseguindo dar ao seu criatório a “cara” que desde o princípio vinham buscando: animais produtivos a pasto, com melhor desempenho em menos tempo, proporcionando maior rentabilidade – fazendo juz ao slogan “Genética Jandaia, até o lucro é precoce.”

  3. Arielle P. de Oliveira

    14/10/2014 at 10:36

    Bom Dia Miguel!
    Parabéns para nós e parabéns por tudo que faz pela pecuária. Através de voce e alguns profissionais que a pecuaria brasileira cresce a cada dia, mesmo com todas as dificuldades financeiras, profissionais e condições extremas em nosso país. Através de voce, fico cada vez mais incentivada a investir nesta area que muito me agrada. As condições que tenho são pequenas, mas como meu pai disse, precisamos voar baixo antes, para aprender a voar alto. Mas meu amor pelos animais é maior, e com certeza terei meu sonho realizado.
    Em seu artigo, registra que contemos a voce, pessoas que se dedicam a pecuaria. Tive o imenso prazer de conhecer um professor de faculdade e apaixonado pela pecuaria Matheus Paranhos da Costa, pecuarista que começou que nem eu, com poucas cabeças, mas com grandes ideias. Grande profissional, bastante preocupado com o bem-estar destes, fazendo o possivel (palestras, eventos, cursos) para transferir essa preocupação para nós. Admiro muito, pois não é porque são seres diferentes de nós que não podem ter uma vida digna.
    Espero que tenha ajudado, e só queria deixar aqui, meu amor por esses seres e grande dedicação, sendo que poucos acreditam em meu trabalho.
    Grande abraço.

  4. Fátima M R Dellamonica

    14/10/2014 at 11:52

    Parabéns Prezados Pecuaristas,
    aqui vai a historia do meu pai, José Virgílio Righeto, de origem Italiana,que iniciou a vida aqui no Brasil trabalhando com produção de cana de açúcar nas épocas que se carregava com carroças, era tudo manual pois não havia equipamentos. Mas sempre sonhando na produção de bovinos até que conseguiu realizar seu sonho e até hoje trabalha ´produz boi. Esse é meu orgulho, meu pai com 90 anos, uma pessoa que ama o que faz, que cuida dos animais e protege a natureza. Não deixa ninguém caçar e pescar na fazenda p evitar caça predatória, que cuida da terra, dos rios, da fauna e flora, que utiliza boas práticas com os animais. Hoje faço Agronegócio e noto que ele faz tudo de acordo com o que a faculdade apresenta, ainda me acrescenta mais. Parabéns pai por ser esse ser tão especial p mim e p a natureza!!!

  5. Cláudio de Almeida Queiroz

    14/10/2014 at 13:06

    Tenho uma grande admiração pelo meu saudoso pai. Filho de pecuarista, nasceu no interior de Minas Gerais em 1918 e viveu num período histórico das maiores crises da humanidade: quebra da bolsa de nova york é segunda guerra mundial, a qual foi convocado mas não foi por problema de saúde: uma má formação cardíaca que o levou aos 78 anos. Começou sua vida na fazenda desde criança ajudando o pai na lida diária. Calçou sua primeira botina com onze anos e aos dezesseis parou de estudar para trabalhar para ajudar no sustento da família. Com dezessete anos levou sua primeira boiada em Barretos onde ganhou dinheiro para comprar seu primeiro par de botas. Anos depois começou mascatear tourinhos. Casou-se em 1946, teve oito filhos quando faleceu deixou um legado de honestidade, trabalho, respeito, dedicação e uma religiosidade muito forte.deixou também 600 ha para cada filho em Minas Gerais e sul do Pará. Para isso contou com uma companheira de todas as horas, minha mãe que nunca mediu esforços para ajudá-lo em seus projetos. Manoel ferreira de Queiroz e Juci Almeida Queiroz. ” Meus ídolos “.

  6. AlineSchmidt

    14/10/2014 at 13:11

    Olá! Sou estudante de Medicina Veterinária e sou neta de pecuarista…isso mesmo, neta! Desde que eu entrei na faculdade, sempre me perguntam: e aí, quantas cabeças seu pai tem? Aí eu dou aquela risada e digo que só uma rsrs brincadeiras a parte, quero hoje no dia do pecuarista homenagear meu vovô Eurípedes Alves de Sousa! Foi ele quem plantou no meu coração o amor pelos animais em geral e tudo que eles podem nos dar…em troca eu dou todo meu conhecimento e amor. Só assim eu poderei pagar tudo que meu velhinho me ensinou. A História que eu tenho para contar é a dele: Chegou em minha cidade na década de 80′ um goiano com 2 filhos, esposa e seu caminhão. Lá começou a trabalhar com material de construção, com uma imensa dificuldade, criou os filhos nessa cidade recém emancipada. =) Vieram os netos e com 40 anos de casados infelizmente, seu casamento teve um fim, a separação. Foi uma época muito triste para a família, cheia de discussões, divisões e acusações…mas este homem com a cabeça erguida, um nome, um trator e umas cabeças de gado conseguiu se reerguer e firmar sua propriedade com honestidade e sabedoria, e hoje é um homem reconhecido como prioneiro, sempre lembrado nos eventos municipais e o principal, respeitado por sua humildade e solidariedade.
    Por isso que eu te amo vovô, vc é referencia pra mim! Bjinho

  7. Arielle P. de Oliveira

    14/10/2014 at 13:52

    Bom Dia Miguel!
    Parabéns para nós e parabéns por tudo que faz pela pecuária. Através de voce e alguns profissionais que a pecuaria brasileira cresce a cada dia, mesmo com todas as dificuldades financeiras, profissionais e condições extremas em nosso país. Através de voce, fico cada vez mais incentivada a investir nesta area que muito me agrada. As condições que tenho são pequenas, mas como meu pai disse, precisamos voar baixo antes, para aprender a voar alto. Mas meu amor pelos animais é maior, e com certeza terei meu sonho realizado.
    Em seu artigo, registra que contemos a voce, pessoas que se dedicam a pecuaria. Tive o imenso prazer de conhecer um professor de faculdade e apaixonado pela pecuaria Matheus Paranhos da Costa, pecuarista que começou que nem eu, com poucas cabeças, mas com grandes ideias. Grande profissional, bastante preocupado com o bem-estar destes, fazendo o possivel (palestras, eventos, cursos) para transferir essa preocupação para nós. Admiro muito, pois não é porque são seres diferentes de nós que não podem ter uma vida digna.
    Espero que tenha ajudado, e só queria deixar aqui, meu amor por esses seres e grande dedicação, sendo que poucos acreditam em meu trabalho.
    Grande abraço. Obrigado!

  8. Marcelo Camargo

    14/10/2014 at 14:48

    Em homenagem ao dia do pecuarista, eu gostaria de falar que tenho maior admiração e orgulho do senhor Jose Benedito Galvão Barbosa, meu pai, mais conhecido como Torrinha. Que em 1982, Teve a coragem, quando convidado a tomar de conta de uma fazenda no estado do tocantins, largando pra tras sua mae chorando na porta de casa, muntou na camionete com sua mala e sua cadela de estimaçao. Admiro muito o senhor larga a comodidade de onde morava, para ir morar em um lugar que nao tinha se quer energia eletrica e demorava cerca de tres dias para andar em uma estrada de 100km, que hoje demoramos 1h e 20 min. Tres dias, quando o rio na levava a ponte, como você sempre fala que teve que atravessar nadando e mentido para seu amigo, Sandoval, que estava chegando, e tiveram que andar 3km a pé.
    Apesar de tudo que passou, sobe sempre se colocar no lugar, começou la de baixo, foi conquistando tudo pouco a pouco sem pressa, sem passar em cima de ninguem. Hoje, você é sinônimo de honestidade, confiança e alegria. Por onde passo, e encontro algum amigo seu, tento conversar e aprender mais, sempre tem uma historia nova, sempre me passam uma boa imagem de você!
    Nesse dia da pecuaria brasileria, nao tinha outra pessoa a ser homenagiada, a nao ser você, Torrinha! Sempre vou ter orgulho de falar que tive você como pai. Parabens! Um abraço do seu filhão, Marcelo Camargo.
    E aviso que nao vamos parar por aqui, vamos conquistar mais coisas..

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  10. Luis Carneiro Junior

    15/10/2014 at 08:35

    Em minha homenagem ao dia do pecuarista quero dizer que minha referência em pecuária é Luis Alfredo Fontes Graça, Médico veterinário radicado em Araputanga MT.
    Em 1996, com o adoecimento de meu sogro ele, Luis Alfredo, passou a prestar assistência na fazenda, administrada por minha sogra, com um senso de companheirismo e profissionalismo impar. Como vem sendo debatido neste espaço, a questão da sucessão na atividade pecuária é um tema muito complexo, uma vez que de repente você se vê na necessidade de tocar uma propriedade sem a menor noção de como fazê-lo. É excitante o desafio de aprender coisas novas, mas faz-se necessária a orientação de alguém que lhe transmita experiência, conhecimento, ou seja, que lhe indique o caminho das pedras, de forma que você cometa menos erros do que na experiência solo na nova atividade.
    Foi assim que anos depois com o falecimento de meu sogro, tivemos a experiência, eu e minha esposa Taisa, de nos valermos dos conselhos, exemplos, orientações técnicas na administração da Fazenda Bonança III, Glória D Oeste MT, onde desenvolvemos hoje atividade de cria e recria. Mais ainda, contamos com a presença física do mesmo em vacinações, diagnóstico de prenhes, no aconselhamento do melhor local para a construção do curral, na introdução da estação de monta, na divisão dos pastos, na aquisição de touros, no manejo sanitário, enfim, em todos os pilares básicos da atividade pecuária. Além disso, tive a oportunidade de conhecer um ser humano incrível e enriquecer o meu círculo de amizades. Passados dez anos ainda temos muito a realizar na fazenda, conhecemos novos amigos pecuaristas e profissionais da área que também nos auxiliam com seus conhecimentos, como temos este importante espaço do Beef Point nos auxiliando a fazer a “pecuário do futuro”…
    Aliás, é gratificante observar como na atividade pecuária existe o prazer da troca de experiência. Diferentemente de outras profissões, as pessoas têm prazer em relatar suas conquistas, transmitir conhecimentos (tá certo que a maioria só fala dos acertos rs) e esse comportamento e salutar para o fortalecimento da pecuária.
    Finalizo reforçando a minha admiração e repeito por esse excelente profissional e querido amigo, que nos ajudou a construir a base sobre a qual estamos edificando nossa fazenda, Luis Alfredo.
    Grande abraço.

    • luiz roberto zillo

      17/11/2014 at 15:13

      Bacana Junior poder saber notícias suas nem que seja por aqui e que valoriza um profissional do Agronegócio, grande abraço, sucesso, Beto Zillo.

  11. Antônio Carlos Marrafa

    15/10/2014 at 08:35

    Tenho vários exemplos de vida, Gosto de conhecer e tomá-los como lições para a caminhada. Exemplos na família, no trabalho, muitos de pessoas que não conheço . De todos, tem um que sou apegado desde muito jovem. De um homem que foi agricultor, pecuarista, comerciante, próspero empresário e empreendedor. Seu nome é Atílio Xavier Fontana, fundador da Sadia. Admiro a história desta pessoa, que teve seu sucesso construído no Agronegócio Brasileiro. Filho de migrantes gaúchos que se instalaram no Oeste Catarinense, em Concórdia, há mais de 100 anos, o Sr. Atílio começou a trabalhar ainda criança na lavoura junto com os pais e irmãos. De todos, dizem que era o mais franzino e com dificuldades para acompanhar o ritmo de seus irmãos na roça . Entretanto, ele possuía um tino e uma habilidade comercial diferenciada e ainda muito jovem decidiu se deslocar até a cidade para vender gordura de porco. Os negócios iam aumentando, sua criação de porcos evoluindo, começou a comprar dos vizinhos para revender, fomentou a atividade na sua região, resolveu abrir um armazém na cidade, prosperou como comerciante, envolveu sua família no negócio e com 45 anos de idade, ele e um sobrinho ( Anselmo Fontana ) iniaram um negócio com a construção de uma pequena fábrica de embutidos e um moinho de trigo. Iniciava- se ali a Sociedade Anônima Concórdia ( SADIA ). A prosperidade calçada em muito trabalho e visão, continuou em frente e se transformou em um complexo de atividades diversificadas dentro do agronegòcio ( Avicultura, Suinocultira, Pecuária de Corte, Agricultura e Agroindústria Processadora de Carnes ). Também se tornou um hábil político e no final desta trajetória tornou- se Senador. A história deste homem é muito bonita… A tenho como exemplo de perseverança, coragem, dinamismo, visão e respeito.

  12. LUIZ HENRIQUE DE O. E SOUZA

    15/10/2014 at 10:22

    Parabéns a todos Pecuarista ,gostaria de saudar o Sr. Olimpio Risso brito pelo pelo relevante serviso a Pecuaria Nacional e pelo carinho presetado a atividade e as pessoas q conviven a seu redor.

  13. Otacilio Rocha

    15/10/2014 at 10:57

    Comemorar a Pecuária é contramão…Isso eu escuto muito. Gaucho, da Região de Santa Maria, no centro do estado, vivo em meio a uma idéia~: tem chão, planta soja.
    Os dois aspectos seguintes são válidos: primeiro, pecuária bem feita é negócio rentável. E segundo, soja maravilha não é para sempre (e temos os preços deste ano para provar)
    Lido com ovelha e gado. Com orgulho e com amor.
    Otacilio Rocha

  14. Tânia Maria Dal Castel

    15/10/2014 at 20:38

    Boa noite Miguel,

    Em homenagem ao dia do pecuarista gostaria de deixar minha homenagem ao meu pai, Herminio Dal Castel que tem 02 fazendas em Tacuru-MS.
    Lembro bem desde pequena, tinha uns 03 anos quando meu pai comprou a 1ª fazenda.
    Ele já trabalhava em Toledo-PR com a lavoura, mas se encantou quando disseram que no MS tinha áreas maiores e era para gado.
    Eu o admiro pois naquela época eram dois dias para chegar até lá.
    Hoje onde é a Ponte Ayton Senna (que passa pelo Rio Paraná) que dividi o Paraná com o Mato Grosso do Sul e Paraguai era balsa ainda e até chegar na fazenda mais 3 balsas. Na 1ª vez que el foi ver as terras tenho as fotos ele não sabia o que era areia e o afusca atolou na areia seca umas 03 vezes, depois ele percebeu que só de camionete para andar por esta região.
    Quando chegou no seu destino a 1ª atitude foi verificar a situação da fazenda em relação à água, e gostou da área pois era toda rodeada de água e com vários lençóis dela.
    E foi a partir deste dia que ele renunciou a muitas coisas para ser pecuarista.
    Nunca deixou que nos faltasse nada, minha mãe era dona do lar, com carro para nos levar ao Colégio, pois ele sempre nos dizia: Eu não pude estudar, só fiz até a 4ª série, mas vocês estão tendo a oportunidade de estudar… as terras o governo, ou qualquer outra situação podem tirar de vocês; mas o que vocês aprenderem e forem no futuro com o estudo, ninguém tira.
    Somos em 03 filhos formados, eu sou Administradora com Pós em Gerenciamento; minha irmã do meio é Psicóloga e Pastora e meu irmão caçula Médico Radiologista, ele conseguiu o seu grande objetivo.
    Através de muita renúncias como: desbravar toda a semana, ficando meses sem vir para casa, mas no Natal e Ano Novo sempre estava conosco; muito suor, com suas próprias mãos sempre administrando e indo á frente para comandar vários homens a abrir o mato, procurar e instalar a primeira roda d´água, construir uma casinha, onde muitas avezes chovia dentro, fria no inverno e mesmo no inverno não pararam.
    Após toda destocada e sempre já naquela época adepto e amante pela mãe natureza, a pastagem começou a ser feita com várias árvores no meio do campo, lindas, altas, com seus formatos diferentes e lindos, nossa reserva sempre foi e é maior do que a exigida pelo governo, onde há lindos ipês, vários e pequenos bosques para o gado se proteger da chuva, para as vacas terem seus bezerros… esta foi a 1ª fazenda… tão linda que dá pra ver do alto do asfalto e todos a chamam o Jardim do Dal Castel.
    A 2ª já foi outra conquista, com uma área diferente e pastagem mais apropriada para criação de vacas e nascimento dos bezerros, os quais após desmamados vão para a 1ª que é somente engorda de gado.
    Também com suas particularidades, mas linda e nosso orgulho como filhos.
    Tenho orgulho de ser filha de pecuarista, pois meu pai ainda toca as fazendas, está sempre observando os funcionários, que o têm como um verdadeiro pai, pela sua bondade, simplicidade e amor pelos filhos dos funcionários, como se fossem seus netos também.
    Feliz dia do Pecuarista meu pai amado!!!

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