Como calcular de forma simples seu custo de produção na pecuária de corte

Por em 9 de março de 2015

Bom dia, tudo bem?

Na semana passada prometemos discutir aqui nesse espaço sobre como calcular de forma simples seu custo de produção na fazenda. Essa também é uma discussão que está acontecendo de forma muito mais aprofundada na comunidade exclusiva do AgroTalento.

Coloco aqui uma contribuição do Thadeu Soares:

Apesar de complexo, o fechamento do custo de produção de fazenda de pecuária de corte pode ser simplificado. Segundo o amigo Daniel Breda, com quem tive a satisfação de trabalhar, “a fórmula que todo pecuarista deve saber” é como calcular sua produção.

Desenvolvemos a simples fórmula que estou apresentando para vocês:

Produção(@) = estoque final(@) – estoque inicial(@) + vendas(@) – compras(@)

@ vendidas considera-se peso morto
@ compradas faz-se pesagem na entrada da fazenda para fechar custo de @ comprada.

Se não é feito a pesagem na vacina de maio e novembro para fechar estoque e produção nas águas e na seca podemos chegar ao estoque considerando o número de animais por categoria e o peso médio de cada categoria.

Para calcular custo da @ produzida basta dividir a despesa (sem reposição) pela quantidade de @’s produzidas encontradas com a fórmula acima.

Para calcular o custo da @ com reposição basta somar a despesa com reposição a despesa total e dividir pela quantidade total de @’s produzidas + as @’s compradas.

Temos um trabalho muito legal de benchmarking de todos clientes atendidos que será publicado no nosso fórum anual.

Aproveito para seguir nessa linha de simplificar o cálculo da produção e seu custo, gostaria de te pedir para comentar aqui as seguintes perguntas:

1- Você tem as informações no papel (por escrito) para calcular sua produção anual e custo (não se preocupe se não tiver, pois a grande maioria dos produtores não tem isso por escrito, anotado e conferido)?

2- Se você tem os custos como definidos acima, qual: a- seu custo para cria, b- para recria, e c- para engorda?

Se preferir comentar no site a pergunta 1, e me responder por email a pergunta 2, fique a disposição. Eu entendo que muita gente não vai querer abrir seu custo de produção publicamente.

E continuando nossa conversa sobre mercado do boi e uso do mercado futuro, o Rodrigo e Ricardo escreveram um artigo que explica muito bem sobre usar em períodos de alta do boi. Vale muito a pena:

Altos retornos, altos riscos

Muito obrigado pela companhia. Um grande abraço, Miguel

PS: Estamos começando hoje o Congresso Online Planejamento de Gerações na Pecuária de Corte. Já tivemos uma palestra com Rafael Ruzzon (que está organizando o evento junto com o BeefPoint). O evento online é gratuito, e acontece durante toda essa semana. Se você se interessa muito pelo assunto, o plano Ouro pode te interessar.

Ainda temos hoje as seguintes palestras:
17hrs – Trabalho em Família, Somar e não dividir!, com Nedson Rodrigues
19hrs – Como melhorar o relacionamento entre pai e filho?, com Daniel Wolf

Miguel Cavalcanti
BeefPoint: Para quem faz hoje a pecuária do futuro. E para quem quer fazer.
AgroTalento: Desenvolvimento pessoal e profissional para os novos líderes da pecuária.

29 Comments

  1. Americo deAlmeida Santos

    09/03/2015 at 14:17

    Boa tarde Miguel,

    Seria interessante e didatico que o Custo de Producao na Pecuaria de Corte, fosse apresentado com exemplo.
    Obrigado,

    Americo A Santos

    • Antonio Ledesma Neto

      20/03/2015 at 09:44

      Prezado Américo:

      Fazer o gerenciamento da atividade bovinos de corte não é nada fácil, pois envolvem premissas administrativas, comerciais e técnicas, as quais estão intimamente interligadas, no sistema que desenvolvi primeiramente temos que lançar os dados mensalmente em planilhas auxiliares, e daí os dados são processados e enviados para as planilhas que geram os relatórios.

      Este sistema controla 10 propriedades rurais ao mesmo tempo e faz o somatório das informações da empresa como um todo.

      A parte econômica é feita em regime de caixa – desembolso real, sendo que utilizo a depreciação como o valor mínimo para investir na manutenção da capacidade de produção instalada.

      Para conhecer e entender o sistema tem que ser feita uma apresentação mais detalhada do mesmo. Todo e qualquer sistema de gestão depende de um bom diagnóstico da situação atual, treinar com afinco a equipe para coleta das informações – dados necessários, definir onde se quer chegar, analisar os resultados e corrigir as novas metas a serem atingidas. No mínimo necessitamos de uns 03 anos para a equipe trabalhar afinada.

      Como determinar o peso vivo / peso morto do estoque inicial e final do período em estudo:
      – A maneira correta seria pesar todo o rebanho uma vez por ano, e este peso será utilizado para avaliar o estoque no final de um período e início do período seguinte, é complicado operacionalmente.
      – Pode-se fazer também amostragem de pelo menos 10% em cada categoria existente.
      – E quando não é possível adotar nenhuma destas duas alternativas usa-se um peso padrão para cada categoria bovina.
      – Outra maneira seria transformar os índices do INCRA de unidade animal em kg de peso vivo – 01 unidade animal bovina = 450 kg de peso vivo.
      – Porém, todas as entradas e saídas da propriedade rural devem ser pesadas. Quando as saídas forem para abate utilizar o rendimento de carcaça real, para as demais entradas e saídas usar 50,0%.
      – Para transformar em arrobas de peso morto adotar o rendimento de carcaça de 50,0% para bovinos quando for calcular o estoque no inicio e final do período.

      Qualquer dúvida entre em contato, se quiser falar pelo Skype: antonioledesmaneto.

      Sem mais, fico ao inteiro dispor para maiores informações, um grande abraço,

      Toninho Ledesma.

  2. Antonio Ledesma Neto

    09/03/2015 at 14:19

    Prezado Miguel:

    Uso desde 1.991 a seguinte formula:

    Produção = Estoque Final – Compras – Transferências entre Fazendas Entradas + Vendas (abates e outras finalidades)+ Consumo + Doações +Transferência entre Fazendas Saída – Estoque Inicial.

    O calculo da produção pode ser: de cabeças, unidades animais, peso vivo, peso morto e em valor.

    Todas as entradas e saídas deverão ser pesadas. Caso não seja possível a pesagem do rebanho pelo menos uma vez por ano para se determinar o estoque inicial e final, podemos estabelecer um peso vivo de suporte médio para cada categoria e rendimento de carcaça padrão de 50%, sendo que nas categorias destinadas ao abate utiliza-se o rendimento de carcaça real. Tendo interesse posso enviar em formato pdf o modelo utilizado.

    Fico a inteiro dispor para maiores esclarecimentos, um grande abraço.
    Toninho Ledesma ESALQ F73 DEZ.

    • Miguel da Rocha Cavalcanti

      10/03/2015 at 03:47

      Olá Toninho, Muito obrigado pela sua participação.
      Bom demais saber que tem gente fazendo gestão há tanto tempo.
      Conte mais da sua experiência. Quero sim receber o material em PDF.
      Abraços, Miguel

      • Luiz Guilherme

        10/03/2015 at 09:53

        Bom dia Toninho, Miguel,

        Gostaria de saber mais, se possível com exemplo, sobre o modelo do texto base e o material em PDF do Toninho. Trabalhamos com cria e hoje não temos uma metodologia clara para nos basear.

        Abraço.
        Guilherme Barbieri

      • Otto Reuter

        11/03/2015 at 12:48

        Miguel,

        Gentileza disponibilizar o material em PDF.

        Abraços, Otto

      • Antonio Ledesma Neto

        11/03/2015 at 15:53

        Boa tarde a todos:

        Respondendo a todos que solicitam o arquivo em pdf, enviem seus e-mails para ledesmaneto@gmail.com que enviarei um resumo dos relatórios que consigo emitir no meu sistema de gerenciamento, e também enviarei outras informações.

        Um grande abraço a todos,
        Toninho Ledesma.
        Fone; 43 33512108. 43 91660111.
        Skype: antonioledesmaneto

        • Marcos M Morandi

          17/03/2015 at 19:44

          Ficaria muito grato se pudesse disponibilizar em PDF seu material Obrigado e parabensm

      • Antonio Ledesma Neto

        19/03/2015 at 11:16

        Prezado Miguel

        Fazer o gerenciamento da atividade bovinos de corte não é nada fácil, pois envolvem premissas administrativas, comerciais e técnicas, as quais estão intimamente interligadas, no sistema que desenvolvi primeiramente temos que lançar os dados mensalmente em planilhas auxiliares, e daí os dados são processados e enviados para as planilhas que geram os relatórios. Este sistema controla 10 propriedades rurais ao mesmo tempo e faz a soma das informações da empresa como um todo.

        Para conhecer e entender o sistema tem que ser feita uma apresentação mais detalhada do mesmo. Todo e qualquer sistema de gestão depende de um bom diagnóstico da situação atual, treinar com afinco a equipe para coleta das informações – dados necessários, definir onde se quer chegar, analisar os resultados e corrigir as novas metas a serem atingidas. No mínimo necessitamos de uns 03 anos para a equipe trabalhar afinada.

        Como determinar o peso vivo / peso morto do estoque inicial e final do período em estudo:
        A maneira correta seria pesar todo o rebanho uma vez por ano, e este peso será utilizado para avaliar o estoque no final de um período e início do período seguinte, é complicado operacionalmente.

        Pode-se fazer também amostragem de pelo menos 10% em cada categoria existente.

        E quando não é possível adotar nenhuma destas duas alternativas usa-se um peso padrão para cada categoria bovina.

        Outra maneira seria transformar os índices do INCRA de unidade animal em kg de peso vivo – 01 unidade animal bovina = 450 kg de peso vivo.

        Porém, todas as entradas e saídas da propriedade rural devem ser pesadas. Quando as saídas forem para abate utilizar o rendimento de carcaça real, para as demais entradas e saídas usar 50,0%.

        Para transformar em arrobas de peso morto adotar o rendimento de carcaça de 50,0% para bovinos quando for calcular o estoque no inicio e final do período.

        Qualquer dúvida entre em contato, se quiser falar pelo Skype: antonioledesmaneto.

        Sem mais, fico ao inteiro dispor para maiores informações, um grande abraço,

        Toninho Ledesma.

    • Reinaldo

      10/03/2015 at 08:08

      Bom dia gostaria de receber o seu material em pdf se possivel quero aprender mais sobre como e feito eases custos !

    • Roberto

      10/03/2015 at 10:05

      Bom dia Antonio, se puder me enviar o arquivo em formato pdf ficarei muito grato.

    • Marcos Campiolo

      10/03/2015 at 10:28

      Bom dia Toninho,
      nunca fiz estes calculos, pois sempre achei muito complicado e nunca cunsegui faze-lo.
      tenho interesse na planilha em pdf. seria possivel me enviar?
      abraços

    • Marcio Dolewczynski de Araujo

      10/03/2015 at 10:29

      Toninho, Gostaria de receber o seu material em PDF.
      Desde já, agradeço.
      Saudações Esalqueanas F84

    • Marcos José Silva

      19/03/2015 at 08:52

      Tem como me mandar por E-mail Toninho Ledesma ESALQ F73 DEZ o modelo que vc usa em formato pdf, desde já muito obrigado.
      Marcos José Silva.
      19/03/2015

  3. Ana Helena Silva

    09/03/2015 at 16:25

    Boa tarde Miguel. Acho muito interessante esse assunto, pois muito se lê sobre produção, mercado, mercado futuro, mas ja quanto ao papel, caneta e calculadora (ou planilha) fala-se pouco. Sou estudante de Gestão em Agronegócio em Bagé e percebo uma real necessidade de “conscientização” por parte dos produtores tornar a coleta de informações algo rotineiro. Sabe-se como produzir, mas acredito que para aumentar e qualificar essa produção é necessário essa coleta de informações por parte do produtor e o mais importante saber o que fazer com esses dados para então tomar decisões futuras. Te parabenizo pelas ótimas notícias e questionamentos!

    • Antonio Ledesma Neto

      11/03/2015 at 15:56

      Boa tarde Ana Helena, você citou o ponto chave de qualquer sistema de gestão ou calculo de custo: coletar as informações que realmente são necessárias, corretamente e no prazo certo. Um grande abraço.

      • Ana Helena Silva

        18/03/2015 at 23:13

        Obrigada Sr Antonio! Tenho estudado, feito trabalho com base nesse assunto e percebo que é necessário essa informação de (como e quando) calcular os dados necessários para a gestão! Enviarei e-mail, pois também gostaria de receber o material em .pdf. Abraço!

  4. Diego

    10/03/2015 at 08:24

    Ficou confuso mais com algumas leituras creio que irei assimilar o conteúdo..obrigado..

  5. Donato Parra Gil

    10/03/2015 at 11:21

    Bom dia. Trabalho apenas com cria. Faça as contas de maneira simplificada. Arquivo todas as notas e recibos com as despesas e investimentos do ano (para o IR). Faço recibo para tudo que pago. Depois faço a somatória mês a mês. Tenho o custo/investimento mensal e anual. Como vendo as crias uma vez ao ano, esse é o receita anual. Depois é só deduzir os custos anuais da receita e ver se sobrou alguma coisa!Faço as contas em bezerros também. Tenho custo anual de 60 bezerros aproximadamente.

  6. Ricardo Stefani

    10/03/2015 at 11:58

    Donato,

    Eu sou de Bragança Paulista e também só faço cria. Percentualmente falando, qual seria seu custo em relação ao seu faturamento?

    • Donato Parra Gil

      11/03/2015 at 08:50

      Bom dia Sr. Ricardo,
      Não sou bom exemplo!
      Tenho 300 vacas a campo, monta natural de novembro a abril, sal mineral no cocho, água limpa, pasto apertado. Indice de natalidade de aproximadamente 70%.
      100 M x 1150,00 + 100 F x 800,00 = 195.000,00 na ultima venda, mas preço de bezerro nesse patamar!!!
      Custo de 35% em média.

      • José Francisco

        11/03/2015 at 16:55

        Donato, boa tarde!

        Eu sou de Goiás e também trabalho com cria. Tenho grandes desafios na cria e se puder, gostaria de discutir com você alguns assuntos sobre esta fase.

        • donato parra gil

          13/03/2015 at 12:17

          bom dia Sr. Jose Francisco,
          será um grande prazer “chorar a pitangas juntos”.
          Resido em Dourados-MS, a propriedade dica no município de Guia Lopes da Laguna-MS.
          donatogil@yahoo.com.br

  7. Vamilton Franzo

    11/03/2015 at 20:07

    Temos um software de gestão em pecuária de corte no Sebrae-TO. Estamos finalizando um curso sobre gestão que terá o software como ferramenta de gestão. Acredito que em 30 dias estará finalizado e o repasse de metodologia poderá ser realizado em qualquer unidade do Sebrae do Brasil. Quem quiser alguma informação ou modelo de relatórios pode pedir por email. Já aplicamos essa metodologia em 23 fazendas do Tocantins e há fazendas com 4 anos de custo calculados.

    • orlando

      23/03/2015 at 12:28

      gostaria de receber o material que o Vamilton Franzo esta sitando de pecuaria de corte que o Sebrae-TO esta finalizando. Att, Orlando

  8. Pedro Ferreira da Costa

    12/03/2015 at 17:26

    Parabéns pela escolha desse tema, é um tema muito importante pois existe uma grande dificuldade em calcular os Custos na pecuária.Sou produtor e realizamos o ciclo completo. Existe apenas uma questão: o custo da cria é calculado pelo Custo Médio.Ou seja, ele não nos dá o valor preciso, o correto seria a criação de um Centro de Custo.

  9. CLEMENS JUNIOR

    18/03/2015 at 07:39

    Bom dia.
    EStou atualizando meus emails e lendo este desde o inicio, me surgiu uma curiosidade.
    Partindo das propostas iniciais do Thadeu e do Daniel, com as fórmulas acima, pergunto e que tem um pouco de vaca na fazenda, além de gado macho, como fica? Pesa-se as vacas tbém. no início, solteiras e paridas? E os bezerros????
    Separa-se do machos ou soma-se tudo???
    Um abraço.

  10. Érique P S Costa

    23/03/2015 at 11:15

    Bom dia!
    Com absoluta certeza essa é uma fórmula simples de se iniciar os cálculos de custos de produção. Se o produtor aplicá-la já teremos um salto tremendo.
    Mas não podemos esquecer que este cálculo, em uma visão mais técnica e profunda, sequer “arranha” o custo real. Isso é apenas o custo variável, aquele que se não houver produção, o mesmo deixa de existir.
    Teríamos que conhecer a propriedade, realizar um inventário, depreciar e calcular o custo de oportunidade do capital investido em bens e benfeitorias.
    E ainda a mão de obra familiar. Assim teríamos o custo fixo, que pode até mesmo ser maior que o COE (R$ variável), dependendo do caso.
    Mas como disse, “para início de conversa, está morto de bom!” rsrs

    Abraço

  11. Vilson Dalposso

    23/03/2015 at 18:14

    Boa tarde tudo bem Antonio poderia me enviar essa planilia de custo tenho interes de fazer um controle de producao e de envestimento com analize de envestimento e tempo de retorno com um cresimento conforme o planejado .

    Meus Parabens pelo Trabalho um forte abrazo Fica com DEUS.

    Att. Vilson Dalposso

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