Análise sobre indicação de Kátia Abreu para ministra da agricultura

Por em 18 de dezembro de 2014

Bom dia, como vai? Espero que tudo esteja bem com você.

Uma das expectativas para os próximos dias, na verdade, para a virada de ano, é quem será o novo ministro da agricultura. Tudo indica que será uma ministra, provavelmente a senadora Kátia Abreu.

Ela recebeu uma série de críticas nos últimos meses, e vale a pena avaliar o que esperamos do novo ministro. O principal ponto foi o apoio a candidatura da Dilma.

Há relativamente pouco tempo atrás, Kátia Abreu era oposição do governo do PT. Oposição ferrenha. E isso mudou e não foi explicado o porque. A própria CNA não apoiou a candidatura a reeleição da Dilma. E pelo que entendi, muito pelo contrário. A falta de uma explicação, de um porque, de um motivo, ficou no ar, deixando mais espaço para críticas e desconfiança.

É preciso reconhecer que a CNA ganhou mais corpo e presença desde que Kátia Abreu assumiu a presidência da entidade. E quando assumiu, teve uma receptividade incrível de todo o setor. A impressão é que tinha se tornado a “musa” do agronegócio. Em todas as frentes, era reconhecida, admirada, elogiada.

Quando “mudou de time”, e não explicou, veio o coro de “decepção” e até de “traição”. Nesses últimos meses, ouvi muita gente dizer: “era fã e me decepcionei”.

Pessoas próximas a ela, e que não apoiaram a eleição da Dilma, com quem conversei, defendem a aproximação Kátia-Dilma como muito frutífera para o agro brasileiro. Menos demarcações de terras indígenas, menos invasões de sem-terra, e um plano de safra mais generoso estariam entre as conquistas recentes. Os relatos são de que a senadora tem acesso direto a presidente, como não se via há tempos um representante do agro ter.

Por outro lado, as críticas são anteriores ao apoio a Dilma. Uma suposta auto-promoção em diversos materiais, campanhas, fotos, press-releases e ações da CNA. Em muitos momentos, parecia que ela era mais destaque que a própria entidade.

Outra crítica foi em relação ao movimento Time Agro Brasil. Pouco tempo antes do seu lançamento, muitos nomes de peso do setor se uniram em torno do movimento Sou Agro, e a CNA não apoiou. E logo depois surgiu um novo movimento, o Time Agro, com uma proposta muito parecida.

O que aconteceu? Nenhum dos dois conseguiu alcançar a massa crítica necessária para o impacto que o agro brasileiro precisava ter na sociedade como um todo. Ficou uma sensação ruim de que o ego (de ambas as partes) tinha evitado uma ação muito mais ampla e poderosa oriunda de uma união de forças.

Para a pecuária de corte, eu me lembro em junho de 2013, no congresso internacional da carne, organizado pela Faeg em Goiás, Kátia Abreu prometer em discurso que iria criar um programa de tipificação de carcarças. Eu fiquei muito animado com essa declaração, e infelizmente, parece que pouco ou nada foi feito nessa direção desde então (há quase 18 meses).

O atual ministro da agricultura, Neri Geller, tem feito um excelente trabalho e ouço elogios de diversas frentes. A única notícia (muito) ruim da gestão dele foi a proibição da comercialização de avermectinas de longa ação. Um ato que buscou resolver um problema dos frigoríficos (resíduos na carne exportada aos EUA), mas que foi feito de uma forma brusca e agressiva com todo o setor produtivo, gerando um prejuízo injustificado para os produtores (e indústria de produtos veterinários).

O setor produtivo não quer ficar a mercê de mudanças de regras da noite para o dia, sem diálogo, num movimento que criou uma solução para os frigoríficos e um grande problema para os pecuaristas.

Katia Abreu poderia ser um contrapeso a influência dos frigoríficos no Mapa e no governo federal. Vale lembrar que o JBS foi o maior financiador privado da campanha da Dilma, e de outros inúmeros candidatos. E teria ficado “insatisfeito” com a indicação da senadora ao cargo no Mapa.

Eu acredito que o debate deveria ser em torno de um tema mais importante: o que realmente esperamos do novo ministro da agricultura. Quais são as 10 ações prioritárias para a agropecuária brasileira? Quais resultados efetivos esperamos do ministro da agricultura?

A informação que me chega é que Kátia Abreu teria um plano de revolucionar o ministério da agricultura brasileiro, deixando-o a altura da nossa agropecuária. A meta seria ter um Mapa com recursos, influência e eficiência similares ao USDA, departamento de agricultura dos EUA. Gostando ou não da Kátia Abreu, é preciso reconhecer que essa é uma boa meta. E precisamos ter sonhos e metas maiores para o nosso ministério.

Ontem publicamos uma nota sobre a posse da diretoria da CNA, que contou com a presença da presidente Dilma. Uma clara demonstração de prestígio de Kátia Abreu e da CNA junto a presidente.

E ainda, se pode perguntar, se não for Kátia Abreu, quem será o novo ministro? Quem você gostaria que fosse o novo ministro? Quem poderia fazer um excelente trabalho, entre os “escolhíveis” por Dilma Roussef? Parece não haver muitas sugestões…

Minha leitura é que Kátia Abreu não está mais na fase de “lua de mel” com o setor agropecuário, em especial depois do apoio explícito a campanha de Dilma Roussef sem uma justificativa, mas que se conseguir se desvincular da imagem de quem faz mais em prol da auto-promoção e sim a favor do agro brasileiro, poderia sim reconqusitar a confiança de uma parte importante do nosso setor.

Nosso setor está sedento por líderes que representem, que façam a diferença, que busquem realmente deixar um legado de conquistas, de trabalho e de realizações. Precisamos querer mais, sonhar mais e cobrar mais. O agro brasileiro pode mais, merece mais. É isso que precisamos querer e exigir.

Gostaria de te convidar a um debate saudável e de alto nível sobre o tema. Lembrando que estamos aberto a discordância, a crítica e ao contraditório, mas que é preciso ter mais elegância para criticar do que para elogiar. Use seu espaço no BeefPoint com responsabilidade :-)

Te pergunto:

– Quais as prioridades do novo ministro da agricultura?
– O que você espera do novo ministro, que não vem sendo feito?
– Se você discorda da indicação de Kátia Abreu, quem poderia fazer um trabalho melhor que ela?

Muito obrigado pela sua participação, um grande abraço, Miguel

PS: Esse artigo é uma tentativa de analisar friamente os prós e contras para nosso setor em relação ao novo ministro da agricultura. E também uma tentativa de melhorar o debate sobre quais devem ser as prioridades do novo ministro. Se você não leu ou não se lembra, te convido a ver meu texto “declarando meu voto“. Eu ainda não mudei de opinião… :-)

Miguel Cavalcanti
BeefPoint: Para quem faz hoje a pecuária do futuro. E para quem quer fazer.
AgroTalento: Desenvolvimento pessoal e profissional para os novos líderes da pecuária.

22 Comments

  1. Junior Bertini

    18/12/2014 at 06:34

    Bom dia Miguel;

    posso estar bem enganado, mas apesar do pessoal que apoiou a candidatura da senadora a presidente da CNA não gostar da aproximação dela com a presidente Dilma, temos que que olhar com outros olhos.
    Acredito que a ideia da senadora é aparecer no cenário nacional, pois tirando o pessoal do agro, poucas pessoas a conhecem e sendo assim certamente ela será a próxima candidata a presidente(podem escrever isso!!).
    Se é bom ou ruim, não sei, mas que a idéia dela é essa , tenho certeza.

  2. Marvyn Ribeiro

    18/12/2014 at 07:44

    Bom Dia Miguel!!

    Como tu mesmo gostas de frisar e eu levo como filosofia de vida, é preciso acreditar mais, ser mais positivo. Prefiro seguir nessa linha e confiar que vão sim haver atitudes positivas do novo ministro para o nosso Agronegócio, que realmente está carente de lideres com atitude e voz forte perante as autoridades.

    Abraço

  3. Paulo Roberto Orlandini

    18/12/2014 at 08:32

    Miguel é salutar e natural à aproximação, devemos torcer por sua indicação e nomeação, discordo quando afirma que ela mudou de lado, a representatividade política do agronegócio brasileiro é pequena embora tenhamos a maior bancada no Congresso Nacional, o maior partido de oposição brasileira é ambientalista ao extremo, vide o antigo Código Florestal, resoluções etc…, e nenhum partido representa o agronegócio, neste momento é uma oportunidade de termos voz e força, estou contente com a indicação, afinal, é preciso deixar claro, apenas o impeachment tirará o atual partido do governo e não o voto, ou exemplos de boas administração públicas, o que infelizmente nenhum partido consegue fazer, ou talvez o surgimento de novas lideranças, que por sinal, pode ser ela, abraços.

  4. Miguel da Rocha Cavalcanti

    18/12/2014 at 09:02

    Recebi por email, publico aqui sem o nome do autor (pois não tenho autorização):

    ================

    Meu caro Miguel Cavalcanti,

    Vou tentar ser curto e grosso para lhe responder bem rápido.

    – Quais as prioridades do novo ministro da agricultura?
    R – Resolver de uma vez por todas a questão (injustificada) da demarcação de “terras indígenas”. Não sou indígenas. São terras de proprietários legítimos, que a Funai quer confiscar para beneficiar os índios. E por qual razão? Interesses particulares encobertos? Creio que sim.

    – O que você espera do novo ministro, que não vem sendo feito?
    R – Creio que o atual ministro está fazendo o que deve ser feito, embora aianda falte alguma coisa. Mas, que haja coerência entre as palavras e as ações.

    – Se você discorda da indicação de Kátia Abreu, quem poderia fazer um trabalho melhor que ela?
    R – Kátia Abreu perdeu minha confiança. Ela se vendeu ao outro lado. O Neri Geller deveria continuar Ministro da Agricultura. É do setor, já demonstrou competência e vem fazendo um bom trabalho. Por que mudar? Para atender a quem? Se querem mudar, então deveria voltar o deputado que foi ministro durante o governo Lula, que também é do setor. Foi um excelente ministro.

    Um grande e fraternal abraço para todos,

  5. André Bartocci

    18/12/2014 at 09:34

    A senadora Kátia Abreu será a nova ministra da agricultura.
    Somente o fato de sabermos quem ocupará um cargo tão importante para nossa atividade já é motivo de comemoração. Em outras ocasiões o cargo era leiloado entre partidos e posteriormente comunicado o escolhido. Além disto é indiscutível que ela está mais próxima do produtor brasileiro que a maioria dos últimos ministros. Mais um ponto para nós.
    Logicamente na democracia ainda não existe almoço grátis. A senadora pagou seu pedágio apoiando a candidata Dilma. Iimagino e torço para que este tenha sido o motivo de um apoio não explicado tão contrário a maioria de seus representados.
    Porém a pecuária é parte deste importante ministério e tão importante quanto saber o nome do ministro é pensar em outros órgãos diretamente ligados a nossa atividade que influenciam e decidem sobre nossa atividade. Por exemplo quantos pecuaristas conhecem o CNPC? É o concelho Nacional da Pecuária de Corte que ontem elegeu a nova diretoria para os próximos 3 anos.
    Acredito que este órgão pode fazer muito pelo nosso negócio.
    O que vocês pensam ou sabem sobre isto?

  6. Miguel da Rocha Cavalcanti

    18/12/2014 at 09:49

    Recebi por email:

    Um ponto negativo no setor do Agro, é exatamente esse que você colocou. Se não Katia, quem poderia ser ?? Nenhuma entidade representativa dentro do setor se pronunciou ou sugeriu/indicou nomes para o cargo de ministro, e nem se posicionou a favor da permanência ou substituição de Neri Geller. A indicação partiu do governo, pelo menos foi o que acompanhei, ou seja é uma indicação política, e não técnica/meritocrática.

  7. Luiz Roberto Zillo

    18/12/2014 at 10:33

    Bom, muito difícil falar de fora para quem está lá dentro.
    Espero apenas uma coisa caso ela venha a ser Ministro. Fui muito fã dela um tempo e acho que tem voz ativa e firmeza.
    Que não ceda a influência e pressões de um partido insignificante e explorador como o PT e traga o nome da Agropecuária ao patamar que ele merece.
    Beto Zillo

  8. Miguel da Rocha Cavalcanti

    18/12/2014 at 11:15

    Outro por email, de um amigo:

    – Quais as prioridades do novo ministro da agricultura? E o que você espera do novo ministro, que não vem sendo feito?

    A excelência da nossa produção, que quebra recordes de produção e produtividade nos mais variados setores, não é nem de longe acompanhada pela eficiência na logística de transporte, estocagem e escoamento desta. De grandeza nessa cadeia, só temos a companhia dos tributos.
    Acompanhar cuidadosamente os gargalos incorrigíveis destes 3 itens da porteira pra fora, acompanhado de uma tributação menos onerosa a quem produz, é o grande desafio do Ministério. E essas medidas têm de ser imediatas, implantadas em coordenação, com outros ministérios. Mas infelizmente ministério aqui é sinônimo de acalento de legendas, não é trabalho é emprego, não é atribuição é cargo dado, por exigência da legenda premiada.
    Na verdade os ministros são como a rainha do Reino Unido, tem cargo mas não tem poder de implantar as mudanças. Ao contrário, torcem para que essa bravata se perpetue. Esperar que surja alguém de “saco roxo”, para assumir esse enfrentamento, é esperar pelo Papai Noel na chaminé…

    – Se você discorda da indicação de Kátia Abreu, quem poderia fazer um trabalho melhor que ela?

    Para exercer esse cargo hoje, tanto faz … as razões já discuti nas perguntas anteriores. Nem poderia sugerir uma dezena de homens e mulheres de bem, para o cargo, pois isso seria uma injúria a eles.
    Só muda a casca do pelego.

  9. Miguel da Rocha Cavalcanti

    18/12/2014 at 11:23

    Outro comentário por email:

    Bom dia Miguel
    Parabéns pelo texto,mais uma vez você conseguiu representar minhas idéias,dúvidas e insatisfações de uma maneira clara e objetiva.
    Tentando responder suas/minhas indagações ,não sei quem eu gostaria que fosse Ministro da Agricultura.Vou prestar atenção no fórum de respostas deste artigo para conseguir articular uma opinião mais consistente.
    O que eu espero do novo Ministro e ação real em segurança para o campo. O problema das demarcações indígenas e invasões de sem-terra são os principais tópicos. Precisamos de segurança jurídica para trabalhar,investir e gerar empregos.
    Um abraço

  10. Yukio

    18/12/2014 at 16:39

    TAMU JUNTO KATIA…vamos acabar com o monopólio….

  11. Antonio Cicero

    18/12/2014 at 18:11

    Pergunto qual a autonomia que terá a futura Ministra, num governo onde a seguança juridica fica em segundo plano diante de movimentos sociais nem sempre legitimos. Nada sei sobre a capacide tecnica da senadora mas acredito que ela se quiser pode formar um bom time. Sabemos que a corrupção assola varios setores do governa sero outro desafio para Senadora. O apoio dos agropecuristas é necessário para justificar uma força politica para defender a Ministra em caso de conflito com outas áreas do governo.

  12. Martinho Mello de Oliveira

    18/12/2014 at 19:09

    Acredito que a aproximação das duas se deve as questões locais em Tocantins, no sentido de facilitar a reeleição da senadora, parece que seria difícil se não tivesse o apoio do P.T. Portanto falou mais alto o seu projeto pessoal de reeleger-se. Entretanto, não adianta chorar o leite derramado, com a reeleição da presidente Dilma, o nome da senadora Katia Abreu é um dos melhores para o Ministerio da Agricultura, com a possibilidade de fazer um bom trabalho para o setor.

  13. Miguel da Rocha Cavalcanti

    18/12/2014 at 19:35

    Mais um por email:

    Tocaio, não gosto de vira casaca!!!!!!
    Conheces essa expressão?
    E por ser política deve ser muito teórica no assunto.
    Não basta ser agropecuarista, tem que ter presença, carisma, convicção no agir e falar.
    Enquanto o Ministério da Agricultura não for uma “eminência parda” não se valorizar perante aos outros
    O PT fez a rixa das classes sociais no nosso País e a oposição se omitiu, por incompetência, ou apoiou para sua conveniência!!!!!!
    Não temos opositores…..
    Enquanto pensarmos só em povo e não em Nação não iremos pra frente
    FELIZ NATAL E PRÓSPERO 2015!!!
    Para toda a família do beefpoint
    Enquanto isso vou para a fazenda proteger meus bens dos abegeatários

  14. Miguel da Rocha Cavalcanti

    18/12/2014 at 23:49

    Mais um excelente comentário que recebi por email:

    Oi Miguel
    Na minha humilde opiniao, imaginemos como seria importante para nós um ministro(a) que proporcionasse ao setor grandes investimentos em infraestrutura. Se nós ja somos o celeiro do Mundo com uma total falta de competividade resultante de nossos gargalos logísticos..
    …..o que seria a força do Agro com melhores condições de infraestrutura, prioridade esquecida por gestões míopes, que teimam em dar o peixe sem ensinar a pescar….
    Que tenhamos um representante no Ministério com prestigio político para mudar este panorama!
    Será que a Katia terá?
    Se com toda esta aproximação com a Dilma e se for escolhida, nao mexer nisto, que decepção….
    Um dia tambem fui fã da Senadora…
    Mas nossos ídolos na política não duram uma estação!!!!
    Abs a todos

  15. Paolo Velasques Perez

    19/12/2014 at 11:14

    Kátia Abreu se vendeu ao PT,assim como aconteceu também com o ex- governador de meu estado MT, que se dizia um defensor dos produtores rurais o hoje senador da bancada governista e maior produtor de sojado mundo o Sr. Blairo Maggi.Deve ter alguma coisa de bom ser governo PT . Precisamos saber o que…

  16. Marcio Anacleto Sacchi

    19/12/2014 at 13:52

    Olá Miguel, eu sempre tive dentro de mim que a Kátia Abreu naõ é pessoa séria pois ela sempre fez muito markting pessoal muito blá blá e pouco resultado concreto. Haja visto o monopolio da carne que foi instalado no governo Dilma e essa senhora nunca denunciou com firmeza. Uma pena….. perdemos muito …. essa senhora é um engodo, uma farsa , um retrocesso, um Joaquim Silvério dos Reis contemporâneo e de saias . Essa amizade repentina com a presidente é suspeita e de mau agouro.Sabemos que a Dilma adora se cercar de mulheres em seus ministérios e seu critério não é competencia..Lamentavel essa Kátia ter enganado tantos por tanto tempo.

  17. RAUL BARROS

    19/12/2014 at 14:40

    Boa dia Miguel
    Vamos aos comentários:
    1) O que esperar do ministro?
    Uma política clara e completa para o agronegócio. Isto implica em definir-se clara e completamente a respeito das demarcações de terra e da reforma agrária. Sua filosofia e critérios p/ desapropriação e concessão de terras. Não cabe na minha cabeça o Estado doar patrimônio sem contrapartida a quem quer que seja. O patrimônio não é dele (Estado), é da sociedade que merece a contrapartida. Implica, ainda em posicionamento sobre todos os itens da cadeia produtiva: financiamento da produção, da estocagem, seguros, infraestrutura para a produção , diga-se política para maquinas e implementos agrícolas, produção de insumos, além da necessária para o escoamento agrícola leia-se estrutura rodo ferroviária e portuária. Necessita, ainda, ter uma posição firme quanto a formação de cartéis no estágio intermediário, receptor da safra agropecuária. O ideal é que tivesse um perfil capitalista bem definido. Nada radical, mas bem comprometido com a ideia do negócio privado.
    Ele precisa também ter uma posição clara quanto ao meio ambiente e sanidade, voltados para a produção sustentável e segura em acordo com as expectativas dos nossos clientes nacionais e internacionais, permitindo assim um marketing de nossos produtos. Isto abre um outro item: a política externa do Ministério.
    2) O que não vem sendo feito?
    Quase tudo isto acima, além de ter seus familiares inclusos no escândalo dos sem terra. Ele se diz inocente, mas todo político se diz. Difícil acreditar
    3)Porque não a Katia Abreu?
    Porque não gosto de político que muda de posição partidária para crescer. Se você quer galgar posições tem que aumentar o número de pessoas que acreditam em suas convicções e não disfarça-las. Pode ser uma estratégia, mas esta pessoa perde a confiabilidade.É o que o governo atual quer ao chama-la para o ministério : disfarçar. O Caiado,embora muito radical para o meu gosto,talvez fosse alguém a ser pensado e apoiado pela classe.
    Desculpe-me o tamanho do comentário
    Feliz Natal e Ano Novo
    Raul

  18. Lucas L.

    19/12/2014 at 23:58

    O que me deixa triste como produtor rural, é que temos que ter “esperança” de que a Senadora Kátia Abreu não mudou de postura em relação ao agronegócio (o que não condiz com a aproximação a este governo, principalmente pelo fomento a questão indigenista, quilombola etc) e que esteja de certa forma “se aproximando” para o nosso “bem”. Ou seja, estamos diante de uma clara situação em que não temos mais certeza da postura de mais um representante, neste caso Presidente da CNA, que deveria ter como compromisso fundamental apresentar, representar e defender os anseios e convicções de toda classe produtora de forma clara, precisa e coerente. Devemos crer que existe algo que não estamos percebendo, e que nos fará bem?
    A que ponto chegamos!

  19. Emerson Máximo

    20/12/2014 at 11:38

    Vendo, lendo e analisando entrevistas, artigos, comentários e opiniões acerca da eventual indicação de Kátia Abreu para o MAPA me vem à mente a velha filosofia do “quanto pior, melhor”. Parece ser esta a verdadeira motivação subliminar em cada frase expressa. Afinal, como explicar essa diametral mudança em relação aos conceitos sobre a pessoa da Kátia Abreu? De quase musa do agronegócio, a quase Geni desse mesmo segmento. Simplesmente pq ela se aproximou e tornou-se ‘amiga’ (será?) da presidenta Dilma. Acho desnecessário discorrer sobre os inegáveis avanços por que passa o Brasil, com visíveis benefícios para o setor, ainda que sempre terá algo (não pouco) a ser melhorado. Comparado a 12-13 anos atrás o Brasil vive inegavelmente uma outra realidade,uma nova realidade que por si só já justificaria uma aproximação entre ruralistas e governo, deixando de lado o ranço ideológico que só ajuda a inflamar discursos à cata de votos, de 4 em 4 anos. Além de dificultar a busca de soluções conjuntas para os problemas do setor. Afinal não existe governo para um segmento só. Governos são eleitos para governar para todos: ricos, pobres, brancos, negros, indígenas, etc. Para os discordantes – que me parecem minoritários, mas com posição de destaque no segmento – qualquer nome do setor será criticado, pq o que eles querem realmente é alguém para ‘apanhar’ e é sempre difícil voltar nossas armas contra alguém das nossas fileiras. Nesse sentido concordo com a manutenção de Nery Geller, q vem fazendo um bom trabalho – desconsiderando as trapalhadas dos seus irmãos lá em MT – ou mesmo com a renovação que vem associada ao nome de Kátia Abreu.

  20. celso de almeida gaudencio

    25/12/2014 at 11:27

    Infelizmente Kátia Abreu não soube defender os sistemas rurais como parâmetros para dimensionar as áreas de proteção ambiental na propriedade e nem diferir um curso de água de 40 cm de um de 10 metros de largura para dimensionar APP. Aceitou a pressão dos interessados em Plantas Lenhosas podendo ser financiado Eucalipto em Terra Boa. Foi uma pena.

  21. Wilian Parrião Vasconcelos

    26/12/2014 at 13:31

    Boa tarde a todos!
    A indicação da senadora Katia Abreu, eu acredito que foi um acerto da presidente, pois a senadora ja mostrou a intimidade em gestao agropecuaria e o compromisso com o setor, percebo que a mesma deve fazer uma boa gestao, pois quer galgar outros patamares na admistração publica, entao nao vai se queimar. O que esperamos de um ministro da agricultura, é que valorize o SETOR PRODUTIVO, ouve, avalie e atenda nossas reivindicaçoes, pois tanto a presidente quanto ao ministro(a) deve ter o setor agropecuario como a menina de seus olhos, é a economia de nosso país, deve ser bem mais valorizado, somos o melhor país do mundo pra se produzir o que quizermos, pois temos solo, clima, agua, tudo favoravel pra produzirmos o que quizermos de acordo a necessidade do mercado. O governo tem que se concientizar de uma coisa, DAR VALOR AO POTENCIAL QUE TEMOS, o que depende da natureza ja temos, falta a parte dos governantes, aplicar nosso dinheiro de impostos em ESTRADAS, PORTOS, FERROVIAS, HIDOVIAS ETC.
    Outra coisa importante que precisa ser percebido, INDUSTRIALIZAÇÃO DE NOSSO PRODUTO PRODUZIDO, (soja, milho, algodao, trigo etc), estamos mandando nossa materia prima pra ser processada na china, russia, e outros países a fora gerendo emprego la fora,percorrendo milhares de quilometros com materia prima, produto de baixo valor agregado. Porque nao processarmos esses produtos aqui pra gerar emprego, impostos, riquezas, divisas a nosso país, municipios? Se fizessemos a industrialização de nossos produtos, estavamos anos luz a frente, é assim que se torna um país rico agregando valor ao seu produto, a exemplo disso, temos China, EUA, Japao e outros. Vejo de longe, um governo incompetente, mal acessorado, nao estar preocupado com o cerscimento de nosso país, so se ver é robalheira em todo setor, o dinheiro do povo estar vulneravel a qualquer pilantra colocar a mao, o presidente aparece na televisao dizendo que nao viu nada, ele de ter colocado alguem pra roubar pra ele, temos que defender o que é nosso, o governo é um funcionario publico, senao dar conta de ter controle da administração, dar o lugar pra quem dar conta, nao é assim que se faz com funcionario incompetente?
    Katia contamos com vc pra clocar orden na casa, enxergar as necessidade do setor no nosso Brasil, e sermos respeitados, valorizados nos mercados compradores, vamos explorar bem com sustentabilidade nosso potencial produtivo. Houve as classes do setor, pois o ajudará administar. Um grande abraço, e boa sorte.
    Peço se possivel que essa mensagem chegue até a senadora e presidenta.

  22. acir carlos ochove

    02/01/2015 at 12:20

    Meu caro Miguel, considerações sobre a Katia Abreu no MAPA são dipensaveis. Quem acompanha a Senadora desde a CNA sabe o que ela pensa. Diversos artigos consolidando sua postura sobre o agronegocio. Não penso que poderia ter outra pessoa com a representação dela. Fico com uma duvida cruel. Como irá compatibilizar os interesses do agronegocio, propriedades verdadeiras maquinas de produzir alimentos com a turbulencia provocada pelos oportunistas politicos em busca de votos a qualquer custo. Tarefa ardua. Vamos aguardar.

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