Alguma ligação entre esses 4 acontecimentos da pecuária?

Por em 20 de janeiro de 2015

Bom dia, tudo bem?

Nos últimos dias, tive várias conversas sobre consumo de carne bovina que lembraram como temos oportunidades não exploradas pelo setor.

Veja se você encontra alguma ligação entre esses 4 acontecimentos:

1- Recebi um comentário no BeefPoint sobre um cliente que comprou uma carne a vácuo com marca de um grande frigorífico, e por causa do cheiro e gosto muito desagradáveis, decidiu jogar fora o produto. Disse que não irá mais comprar dessa marca.

Outros consumidores que relatam histórias parecidas, dizem que estão reduzindo o consumo de carne bovina, por conta de problemas como esse. E ainda não conseguimos chegar a um consenso de qual é a real causa desse gosto/cheiro tão ruins que afastam o cliente final. Muito menos o que podemos fazer para corrigir esse problema.

2- Roberto Barcellos, um dos principais nomes do Brasil em qualidade de carne, me envia fotos de uma nova marca de carne bovina de alto preço, que está vendendo na mesma marca, no mesmo selo e embalagem, carne de machos inteiros, machos castrados e fêmeas.

Para quem entende de carne, os produtos são diferentes. Mas são vendidos como a mesma coisa. Será que o consumidor “comum” não consegue perceber a diferença?

3- Um amigo do RJ me pergunta se existe boutiques de carne que entregam cortes de carne bovina de alta qualidade em casa, no mesmo padrão dos melhores restaurantes especializados em carne bovina do Brasil.

Quando eu respondo que sim, ele fica maravilhado, empolgado mesmo, pois não sabia que poderia degustar carnes de altíssima qualidade na sua casa. Prometo que vou enviar um presente especial para ele conhecer esse novo mundo maravilhoso do bom churrasco em casa…

4- Esse mesmo amigo do RJ é aquele que foi comigo fazer um teste cego no Rubayat do Rio de Janeiro, onde cada um de nós dois, comeu metade de um chorizo de Brangus e outra metade Kobe beef. O Mauricio Garcia de Almeida me perguntou no Facebook mais detalhes sobre essa experiência. Explico aqui…

Pedimos para o garçom dois bifes de chorizo, mal-passados, cortados na metade, e que trouxesse uma metade de cada em cada prato, e que marcasse (sem nos contar) qual era qual. Ele fez exatamente como pedimos, e cada prato chegou não com um bife inteiro, mas com duas metades cada.

Comemos, provamos, olhamos a carne, e demos nosso veredito. Nós dois conseguimos acertar qual era Kobe (que estava com mais suculência), mas percebemos que era realmente difícil notar a diferença, pois o corte Brangus também estava excelente.

Agora eu te pergunto: Quais oportunidades estamos deixando na mesa, do mercado brasileiro da carne bovina?

Sempre, em toda história, cada um tem sua dose de responsabilidade. O que podemos fazer de diferente para mudar essa realidade e aproveitar mais essas oportunidades?

Me responda aqui nesse post, que eu comento no email de amanhã.

Muito obrigado pela compahia. Um grande abraço, Miguel

Miguel Cavalcanti
BeefPoint: Para quem faz hoje a pecuária do futuro. E para quem quer fazer.
AgroTalento: Desenvolvimento pessoal e profissional para os novos líderes da pecuária.

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  1. Pingback: Reflexões sobre o custo oculto dos problemas de qualidade na carne bovina - Miguel da Rocha Cavalcanti

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