2015 vai ser bom ou ruim para o mercado do boi gordo?

Por em 11 de dezembro de 2014

Olá, tudo bem?

Espero que você tenha passado um ótimo dia.

Um dos temas mais falados nesse final de ano é sobre como vai ser nosso 2015. E a maioria das pessoas está muito pessimista com o cenário pela frente.

No BeefSummit, na semana passada, a pessoa que mais admiro em análise de mercado, Alexandre Mendonça de Barros, fez uma palestra e participou do nosso debate sobre 2015, e foi categórico: ano que vem será de ajustes, de pagamento de contas, e não vai ser fácil. O novo ministro da fazenda terá um árduo trabalho pela frente, e não vai ser agradável…

Mas eu fiquei pensando em como isso vai afetar cada um dos negócios. Cada uma das empresas, cada uma das fazendas.

Num dos grupos de whatsapp que participo sobre mercado, ouvi comentários interessantes sobre as oportunidades que existem quando o mercado está para baixo, e/ou quando a percepção da maioria é pessimista. Lembre-se que toda unanimidade é burra…

Eu me lembrei da minha experiência na minha última crise… Em 2009, depois da crise mundial de 2008, o cenário era muito negativo, o pessimismo era grande.

O que fizemos?

Nos preparamos, melhoramos nosso jogo, diminuímos a negligência, ficamos mais atentos. Em resumo, subimos de nível, de padrão de excelência e de performance.

O resultado? 2009 foi um dos melhores anos para a empresa que eu era sócio na época….

Tem muita coisa que você não pode influenciar. Quem será o ministro da fazenda? Qual será a taxa do câmbio? Qual o preço do boi gordo? Quanto vai chover em 2015? Nada disso você pode influenciar.

Mas existem pelo menos 2% de variáveis que você pode influenciar, que você pode medir, que você pode alterar. De tudo que impacta sua vida, seu negócio, sua carreira, pelo menos 2% está sob seu controle.

O foco deve ser nesses 2%. E você vai ver que pode mudar muita coisa, melhorar muita coisa. Você vai encontrar muitas maneiras de melhorar seu jogo.

Jay Abraham, o gurus dos gurus dos negócios nos EUA, diz que existem empresas que gostam quando chega uma crise. É uma maneira de tornar mais claro e visível que elas jogam melhor que a concorrência. Essas empresas, na crise, crescem mais do que em tempos normais. Quando a água baixa, você vem quem está pelado ou não… É uma visão interessante.

Eu estou trabalhando ativamente no plano do BeefPoint e do AgroTalento para 2015. Eu sei que vai ser difícil. Eu sei que a economia não vai ajudar. Isso não é novidade, isso não é surpresa, isso não vai me pegar de calças curtas…

Apesar disso tudo, eu tenho a confiança e a certeza, de que vamos melhorar nosso jogo, e que vamos ter nosso melhor ano como empresa, em 2015, causando um impacto positivo no mundo e na pecuária.

E você, como será seu 2015?

Grande abraço, Miguel

PS: O título desse texto poderia ser: Não deixe a Dilma definir seu resultado de 2015 – parte 2 :-)

Miguel Cavalcanti
BeefPoint: Para quem faz hoje a pecuária do futuro. E para quem quer fazer.
AgroTalento: Desenvolvimento pessoal e profissional para os novos líderes da pecuária.

2 Comments

  1. Mozart Ribeiro

    11/12/2014 at 17:43

    Boa tarde Miguel, terminou seu artigo muito bem! Otimista,parabens.O limite è agente que determina.
    abraço

  2. Ademir Ramos

    24/01/2015 at 11:23

    Olá Miguel, bom dia. Temos nossos negócios (família) iniciados de uma forma muito modesta desde 1985. Vivi e passei por várias “crises” se é assim que podemos falar, e em nenhum momento deixamos de crescer, porque dificuldades estarão sempre à nossa frente para ser superadas e servir como lições. Fui ensinado por uma pessoa muito simples sem estudo (pais)que só o trabalho, a responsabilidade,o comprometimento a honestidade constrói, e é o que passo a meus filhos. Então vamos criar alternativas para superar o que vier de negativo pela frente, e vencer mais uma
    . Um abraço.

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