Cinco tendências mundiais para o mercado de alimentos em 2016

Por em 6 de janeiro de 2016

Estudando pela internet encontrei um resumo de estudo sobre as tendências para 2016 no mercado de alimentos: o que o consumidor deseja e o que o mercado deve fazer para atendê-lo com sucesso. Entendo o “mercado” como indústrias processadoras, restaurantes e varejistas, ou seja, fornecedores!

A publicação é de dez/2015 produzida pelo NPD Group, empresa internacional especialista em pesquisa de mercado.

Veja os cinco tópicos abordados:

1. Especificação e adaptação de produtos/serviços – menor padronização, maior variedade.

Personalização de produtos/serviços

  • Consumidores: 
    • Desejam novos sabores, novas combinações o opções cada vez mais especiais.
  • O que o mercado deve fazer:
    • Criar produtos cada vez mais específicos para os perfis de consumidores e também embalagens menores e fáceis de compartilhar, permitindo que consumidores experimentem maior número de opções.
    • Atualizar o cardápio ou opções de produto o maior número de vezes possível, atraindo clientes e novos clientes com maior frequência além de incentivar os comentários, o “boca a boca” sobre a empresa fornecedora.

2. Super-conveniência – somente ‘conveniência’ é insuficiente.

  • Consumidores:
    • Buscam cada vez mais economizar seu tempo; filas? Jamais. A bola de vez é “vida fácil” (easy life).
  • O que o mercado deve fazer:
    • Se preparar cada vez mais tecnologicamente: aplicativos e sites deverão ser melhorados: “clicar e levar” é o tema (click and collect).

3. Tudo para todos – ampliar o raio de alcance.

  • Consumidores:
    • Cada vez mais ocupados; dias sem rotina; desejam tudo à disposição o tempo todo.
  • O que o mercado deve fazer:
    • Aumentar horas de funcionamento e opções de produtos e serviços. Por exemplo: bebidas alcoólicas em lojas fast-food ou café-da-manhã em bares…

4. Fácil de se adaptar – não importe qual consumidor seja.

  • Consumidores:
    •  Precisam de fácil acesso aos produtos, vendedores ou técnicos. Viajam muito e também trabalham em casa.
  • O que o mercado deve fazer:
    • Abrir novos e menores pontos de venda ou sites,  longe dos grandes centros e com fácil acesso (offline ou online) – oferecendo menor gama de produtos/serviços porém adaptados à região e consumidores locais.

5. Relacionamento ‘humano’ com clientes – surpreenda para engajar.

  • Consumidores:
    • Precisam de novos incentivos para despertar seu interesse para determinadas marcas, o mercado está inundado.
  • O que o mercado deve fazer:
    • Utilizar publicidade e redes sociais online de forma que a interatividade com o consumidor seja ‘humanizada’, trocando a relação superficial e focada no produto para outra mais harmoniosa e personalizada

Os consumidores estão muito diferentes hoje do que anos atrás. Desejam produtos cada vez mais especiais em alimentos e bebidas, têm prazer com a diversidade e a experiência de se comer fora de casa precisa ser cada vez mais surpreendente. Consequentemente satisfazer estes desejos e manter a base de clientes está cada vez mais difícil (consumidores cada vez menos “fiéis”). Terá sucesso quem superar constantemente esta expectativa crescente, finaliza o diretor do segmento de ‘foodservice’ da Inglaterra e França do NPD Group, Cyril Lavenant.

 

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