O Dourado, A aroeira e a burra política brasileira.

Por em 29 de novembro de 2014

Imagina você que um produtor rural tem  300 vacas, e todo ano ele descarta as maiores, as que mais desenvolveram, as mais bonitas. Não precisa ser pecuarista para saber que no final de 10 anos, seu rebanho estará definhado, pois todas as que eram acima da média foram abatidas. Loucura? Não sei, só sei que a burra política brasileira fez e faz isso constantemente.

Em algum dia dos anos passados, algum burocrata, temendo a extinção dos peixes dos nossos rios achou por bem proibir a pesca de exemplares abaixo de uma medida específica de tamanho. Sendo assim, o pescador quando recolhe seu peixe, pega a régua e mede o tamanho. Caso o mesmo não tenha as medidas fartamente divulgadas, devolve-o ao rio e volta a pescar.

Mas uma vez que o mesmo pescador pega um peixe que superou todas as dificuldades naturais e conseguiu se desenvolver e agora está apto a procriar, Vaptt !!!  É retirado do rio e vai direto para a panela… Sendo assim, ao longo dos anos, os “mirradinhos”, “os mal desenvolvidos “, os “refugos”, acabam por ser tornam os pais das novas gerações !

E a Aroeira?  Para quem não sabe, a Aroeira é considerada a melhor madeira para confecção de postes de cerca. Nossos queridos e saudosos avós e bisavós já usavam para cercar suas fazendas. E em muitas delas até hoje, após dezenas de anos elas estão lá,  firmes, demarcando território.

Aí lá veio o burocrata novamente. Temendo a extinção da espécie, proibiram sua derrubada. Pois bem, os produtores, que continuam a trabalhar e melhorar suas fazendas precisam de madeira. A lei os permite uma retirada anual para uso próprio, porém a Aroeira NÂO !! E o que fizeram?  Começaram a usar o que chamamos de “madeira branca”, outras espécies não tão duráveis, mas que aparentemente servem para resolver o demanda.

O problema é que a durabilidade delas é bem menor, então após parcos anos muitas delas não duram e precisam ser trocadas. O que o produtor é obrigado a fazer? Voltar para sua mata restante e abrir mais um pequeno clarão, e assim a mata vai se esvaindo.

Pior, chega outro burocrata e obriga os produtores a cercar suas reservas legais, suas “APPs” e mais alguma coisa que eles acham por bem. E o que fazem?  Vão lá em suas florestas remanescentes  e voltam a retirar as “madeiras brancas “. Menos Aroeira !!!!

Em tempo… se aqui a retirada da aroeira é proibida por que deixam trazer da Bolívia e Paraguai? O intuito é preservar ou simplesmente dificultar? Acabar com ela lá no vizinho pode, aqui não!

E assim o Brasil caminha.

Em vez de montar programas de repovoamento de peixes, com financiamento dos pescadores, ou montar programas de reflorestamento, acham mais fácil proibir, multar, condenar !

Nas minhas viagens de SP ao MS, logo que chegava na Hidroelétrica de Jupiá (Três Lagoas – MS) eu passava no viveiro da CESP e ganhava diversas sementes, inclusive AROEIRA! Rsrsrs

Tudo bem, levam dezenas de anos para ela ser uma boa árvore, mas não interessa, o ciclo nunca se fecharia. Nossos sucessores poderiam aproveitá-las. Deve existir alguma ONG séria que adoraria fazer o plantio dentro de nossos reservas.

Mas é assim. Infelizmente temos dezenas de casos onde vemos os burocratas (se quiser pode escrever com “rr”) inventarem suas leis sem saber se ela é logica, se é factível. Não custava nada eles ouvirem aqueles que vivem disso. E no final, vocês sabem quem “paga o pato “.

Antes que algum burocrata ache que estou promovendo o desmatamento, afirmo: Amo árvores!  Plantei diversas espécies que ganhei do viveiro. Estamos implantando o sistema Silvipastoril na fazenda e pretendo fazê-lo na propriedade toda (se conseguir !)

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